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Camila Rodrigues e Débora Lyra

Suingue e beleza encantam em visita à aldeia multicultural Lesedi

Redação Publicado em 06/07/2010, às 18h08 - Atualizado em 09/08/2012, às 15h22

A atriz e a miss Brasil 2010 ensinam passos de samba a Tshepo, da tribo Basotho, em passeio a aldeia que reúne cinco etnias sul-africanas. - WANDER ROBERTO/INOVAFOTO
A atriz e a miss Brasil 2010 ensinam passos de samba a Tshepo, da tribo Basotho, em passeio a aldeia que reúne cinco etnias sul-africanas. - WANDER ROBERTO/INOVAFOTO
A atriz Camila Rodrigues (26) considera que viajar é aprender sobre os hábitos, crenças, costumes e tradições dos po vos. Já Débora Lyra (20), miss Brasil 2010, acredita que a experiência amplia sua visão de mundo. E foi justamente isso que as duas, convidadas de CARAS na África do Sul, fizeram durante uma visita à aldeia multicultural Lesedi African Lodge and Cultural Village, em Broederstroom, a 40 quilômetros de Johannesburgo. No local, povos de cinco tribos, Zulu, Xhosa, Basotho, Ndebele e Pedi, preservam fielmente o modo de vida de seus antepassados. "É divertido observar comportamentos e rituais tão diferentes dos nossos. Mas a visita é muito mais do que apenas entretenimento. É um museu aberto, uma verdadeira aula de sociologia. Temos nossa curiosidade aguçada ao extremo e queremos absorver um pouco de tudo", ressaltou Débora. "O povo sul-africano sempre despertou meu interesse pela história de luta, garra e superação", completou Camila, com o pai, Álvaro (52). Logo na entrada da vila, eles foram recepcionados com uma apresentação musical do grupo étnico Basotho. Após aplaudirem a performance, realizada com o instrumento morupa, um pequeno tambor, e a própria batida dos pés Camila e Débora decidiram mostrar um pouco do gingado brasileiro. Enquanto cantavam o hit baiano Rebolation, ambas ensinaram os passos da coreografia aos locais. Depois, o samba virou o ritmo da vez. "Eles não fizeram feio, levam jeito e têm a malemolência necessária para nosso batuque. Nos primeiros minutos, já estavam dançando melhor que eu (risos). Se estivessem no Rio, certamente sacudiriam o sambódromo", divertiu-se Débora. Durante contato com os membros da etnia Zulu - a mais populosa da África do Sul -, a Bandeira do Brasil, nas mãos de Álvaro, chamou a atenção. Em pouco tempo, um grupo se aglomerou em volta com várias perguntas, indiferentes à eliminação de nossa seleção. "Eles queriam saber por onde andava Ronaldinho, elogiaram Kaká e questionaram se Dunga é um bom técnico. Deu para sentir que gostam do nosso futebol", comentou a miss. "É bom ver como o Brasil é bem aceito em todos os lugares. Somos tratados sempre com muito carinho", observou a atriz que, além do enriquecimento cultural com o passeio, deu boas gargalhadas com a proposta inusitada que recebeu ao lado de Débora. Ntokozo (32), um dos integrantes do grupo, queria pedir uma das brasileiras em casamento. Chegou a oferecer onze vacas pelo acordo. "Ficamos um pouco sem graça, claro, mas levamos na esportiva e com muito bom humor", garantiu a miss, antes de ouvir as explicações do sedutor zulu. "Chamamos essa tradição de Lobola. De acordo com a escolaridade e qualidades físicas e intelectuais da noiva, o número de vacas pode aumentar ou diminuir", explicou ele, que considera o número de onze animais uma considerável fortuna. No fim da aventura, que ainda contou com uma visita à aldeia Xhosa, a mesma dos ancestrais de Nelson Mandela (91), elas fizeram um balanço da experiência. "O mais impressionante foi ver a alegria de pessoas tão batalhadoras e simples. Se parecem muito com os brasileiros. Além disso, são um grande exemplo. Apesar dos diferentes costumes de cada tribo, vivem pacificamente um ao lado do outro. Eles se respeitam acima de tudo", exaltou Débora. "Foi lindo ver que toda a dor que passaram durante os anos do Apartheid não anulou a alegria. Eles têm a felicidade como um grande segredo de vida", comoveu-se Camila.