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William Waack nega que seja racista e se desculpa por 'piada': "Não era minha intenção ofender qualquer pessoa"

O ex-âncora do 'Jornal da Globo' criticou os "grupos organizados" das redes sociais

CARAS Digital Publicado em 15/01/2018, às 13h03 - Atualizado às 13h04

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William Waack - TV Globo/Divulgação
William Waack - TV Globo/Divulgação

William Waack quebrou o silêncio e se pronunciou em artigo no jornal Folha de S.Paulo deste domingo, 14, sobre o episódio de um comentário visto como racista em um vídeo que viralizou nas redes sociais.

O ex-âncora do Jornal da Globo, desligado da emissora no fim de 2017, revelou que não é racista e que tudo não passou de uma piada. "Admito, sim, que piadas podem ser a manifestação irrefletida de um histórico de discriminação e exclusão. Mas constitui um erro grave tomar um gracejo circunstanciado, ainda que infeliz, como expressão de um pensamento. Até porque não se poderia tomar um pensamento verdadeiramente racista como uma piada. [...] Tenho 48 anos de profissão. Não haverá gritaria organizada e oportunismo covarde capazes de mudar essa história: não sou racista. Tenho como prova a minha obra, os meus frutos. Eles são a minha verdade e a verdade do que produzi até aqui", disse Waack no artigo.

O jornalista ainda referiu-se a Glória Maria -- que saiu em sua defesa -- e culpou os intolerantes das redes sociais pela proporção que o caso tomou. "Autorizado por ela, faço aqui uso das palavras da jornalista Glória Maria, que foi bastante perseguida por intolerantes em redes sociais por ter dito em público: 'Convivi com o William a vida inteira, e ele não é racista. Aquilo foi piada de português'. [...] O episódio que me envolve é a expressão de um fenômeno mais abrangente. Em todo o mundo, na era da revolução digital, as empresas da chamada "mídia tradicional" são permanentemente desafiadas por grupos organizados no interior das redes sociais. Estes se mobilizam para contestar o papel até então inquestionável dos grupos de comunicação: guardiães dos "fatos objetivos", da "verdade dos fatos" (a expressão vem do termo em inglês "gatekeepers"). Na verdade, é a credibilidade desses guardiães que está sob crescente suspeita", disse.

William pediu desculpas pelo episódio gravado em Washington, nos Estados Unidos, no dia 8 de novembro de 2016. "Aquilo foi uma piada -- idiota, como disse meu amigo Gil Moura --, sem a menor intenção racista, dita em tom de brincadeira, num momento particular. Desculpem-me pela ofensa; não era minha intenção ofender qualquer pessoa, e aqui estendo sinceramente minha mão", escreveu.