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'Segundo Sol' faz estreia morna, mas consegue se manter interessante

Sem grandes impactos no primeiro capítulo, a trama apresenta elementos de um possível sucesso

Vitor Balciunas Publicado em 15/05/2018, às 00h15 - Atualizado em 14/01/2019, às 13h03

Segundo Sol - Globo/Reprodução
Segundo Sol - Globo/Reprodução

Segundo Sol fez sua estreia na noite desta segunda-feira, 14, e logo no primeiro capítulo apostou em um ritmo mais acelerado para apresentar seus personagens centrais.

Em meio aos cenários paradisíacos da Bahia, a nova trama de João Emanuel Carneiro trouxe em seus primeiros segundos a queda e ascensão de Beto Falcão (Emílio Dantas). O cantor baiano facilmente consegue cativar o telespectador com seu jeito descontraído e a sucessão de eventos desafortunados que parecem persegui-lo.

Após ser dado como morto, a motivação de ajudar seus familiares – que estão prestes a perder a casa por conta de dívidas – até nos faz entender por que ele acaba aceitando manter a farsa, arquitetada por sua namorada, Carola (Deborah Secco), e seu irmão, Remy (Vladimir Brichta).  

Alguns elementos da relação entre esses três personagens imediatamente me remeteram ao título de maior sucesso do autor, Avenida Brasil. Assim como Tufão (Murilo Benício), o personagem de Emílio Dantas é manipulado por sua companheira e não faz ideia de que ela se interessa apenas por seu dinheiro e o trai com alguém próximo a ele.

Na trama suburbana, Carminha (Adriana Esteves) mantinha um caso secreto com seu cunhado Max (Marcelo Novaes) debaixo do mesmo teto do jogador de futebol. Agora, em Segundo Sol, temos o caso entre a namorada e o irmão do cantor. 

A semelhança entre os títulos é uma realidade, mas não preocupa tanto, uma vez que, com algumas alterações, João talvez consiga recriar o mesmo sucesso da história de Carminha e Rita (Débora Falabella).

Ver Adriana Esteves e não recordar da icônica Carmem Lucia é uma missão praticamente impossível. Sua nova vilã, Laureta, fez uma aparição muito discreta nessa noite, mas, com uma atuação impecável, a atriz apresentou uma mulher misteriosa e deixou um ar de suspense que me faz apostar que ela será o ponto alto dessa narrativa.

Ainda é cedo para dizer, mas fico na esperança de uma recuperação na atuação de Deborah Secco, que hoje entregou uma personagem desinteressante e quase beirando uma vaga no elenco cômico da novela. A cena em que ela finge lamentar a morte do companheiro foi completamente rasa e pouco convincente. 

Já a introdução de Luzia (Giovanna Antonelli) me fez questionar se a escolha de manter uma narrativa acelerada demais no primeiro capítulo não foi um erro. O rápido relacionamento entre a moça com o desconhecido Miguel – nome falso utilizado por Beto para se esconder do mundo – me pareceu um pouco precipitado e poderia ter se desenvolvido melhor e mais naturalmente se fosse dividido em pelo menos dois capítulos.

Apesar de todas as ressalvas apontadas, a obra, dirigida por Dennis Carvalho e Maria de Médicis, conseguiu prender a atenção e promete ser uma história eletrizante e cheia de emoção.