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Rodrigo Andrade e Joyce Alvares: cumplicidade e paz

Em casa com Joyce, ator de 'Êta Mundo Bom!' conta como superou a síndrome do pânico

por Roberta Escansette Publicado em 13/07/2016, às 08h06 - Atualizado às 09h48

Casado há dois anos com a engenheira agrônoma, o ator revela seus valores e enfatiza que hoje se considera vencedor. - CADU PILOTO
Casado há dois anos com a engenheira agrônoma, o ator revela seus valores e enfatiza que hoje se considera vencedor. - CADU PILOTO

Na sala de casa, no Rio, Rodrigo Andrade (32) troca olhares com Joyce Alvares (32) enquanto toca no violão a música 30 Anos, gravada por ele. A cumplicidade do casal, que dia 29 de junho completou dois anos de união, tornou-se ainda mais forte e intensa após um momento delicado na vida do ator de Êta Mundo Bom! Há um ano e meio, Rodrigo foi diagnosticado com síndrome do pânico e depressão. “É algo muito dolorido. Me penalizava por estar na minha melhor fase, com a mulher que queria, o trabalho que queria, tudo acontecendo da forma que imaginava, e eu só tristeza. Tinha tudo e não tinha nada. Os pensamentos eram os piores possíveis”, desabafa ele, com exclusividade à CARAS.

Com o apoio da mulher, engenheira agrônoma, dos familiares e a eficácia do tratamento psiquiátrico, Rodrigo superou a doença e mudou a rotina. Deixou de lado, por exemplo, negócios que tinha fora do meio artístico, como vestuário e imóveis, algo que rendia bom dinheiro, mas foram determinantes para seu caso. Dessa forma, voltou a dedicar-se somente à arte. “Assumi que precisava de ajuda, que estava doente. A pessoa precisa querer sair disso. Nunca usei droga, nunca fui de beber muito, mas esse é um caminho que muita gente trilha para se esconder da doença. Tinha consciência de que, a qualquer momento, podia me deparar com uma situação e achar algo para me sentir bem fora do que estava vivendo. Poderia ser droga, alcoolismo. Mas consegui evitar”, constata ele, que, além da trama das 6 da Globo, taestá envolvido na preparação do novo CD, ainda sem título, e em uma série para TV. “Hoje, só faço o que me faz bem. No tratamento, aprendi isso e a falar ‘não’”, reforça ele, sorridente ao lado de Joyce e dos cachorros da raça bulldog inglês Madalena e Bóris.

Que lição tirou disso tudo?
Rodrigo – Essa doença serve para revelar que somos vulneráveis a tudo. O que nos faz bem não está ligado a dinheiro ou a trabalho. A felicidade está na essência, dentro da gente. Podemos ser felizes com muito pouco. Conheço gente que tem dinheiro e é muito infeliz.

Quando começou a perceber que havia algo errado?
Rodrigo – A minha criatividade desapareceu completamente. Não dormia. Parei com os outros negócios, mesmo sabendo que financeiramente talvez nunca vá ganhar o mesmo como ator. Mas não me arrependo. As coisas começaram a fluir... Apareceu a novela, por exemplo. Viver fazendo o que gosta é muito bom. O lado financeiro vale para fazer uma viagem, ter vontade de comer algo especial, comprar, ter condições de dar conforto à família. Antes, não podia fazer essas coisas. Mas se posso viver do meu trabalho, não preciso mais do que isso.

E você, Joyce, como reagiu?
Eu cuidava e escutava. E assim procurei ajudar. Sempre um tem de equilibrar o outro. E respeitar o que a outra pessoa está passando. Mesmo quando, às vezes, não conseguia entendê-lo. Mas nem ele mesmo compreendia o que estava passando.

Como definem esses dois anos de casamento?
Rodrigo – A partir do momento que a gente ficou junto, foi tudo muito intenso. Temos uma sintonia muito boa. Joyce sabe o meu limite e eu, o dela. Acho que é mais uma página que a gente vai escrevendo na nossa história.

Joyce – Desde o início temos a impressão de que nos conhecemos há muito tempo. E estamos juntos há quase três anos. Quando começamos a conversar pela internet, ele já conhecia a minha família, não tínhamos segredos desde o primeiro encontro.

Quais são os planos para o casal? Querem filhos logo?
Rodrigo – Não gosto de planejar nada. A gente se dá bem até nisso. Filho uma hora vai vir.

A música 30 Anos fala sobre um longo relacionamento. O que pensa sobre isso?
Rodrigo – Já tive várias namoradas, mas sempre quando me imaginava no futuro, ele não era com quem estava ao meu lado naquele momento. Com Joyce, logo no início, já tinha certeza de que era a pessoa. Já conseguíamos fazer planos. Meu sonho de velhice é comprar uma fazenda no Pantanal e morar lá com ela. Só falta convencê- la disso.

Sente-se um vitorioso?
Rodrigo – Sem sombra de dúvida. Nasci em uma cidade pequena chamada Altinópolis, em São Paulo. Saí de casa com uma mochila de roupa, porque não tinha mala, duas calças jeans, um violão e 700 reais que consegui após vender uma bateria. Lembro que naquele dia pensei: ‘Vou e não volto.’ Por isso, sou muito grato. Posso me considerar um vencedor.