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Rafael D'Avila comemora estreia em 'Os Dez Mandamentos', da Record

O ator entrará em cena hoje, 3, como Eliezer, filho de Moises e Zipora

CARAS Digital Publicado em 03/06/2016, às 14h29

Rafael D'avila - Reprodução/Instagram
Rafael D'avila - Reprodução/Instagram

Com sete anos Rafael D'avila já participava de pequenos espetáculos de teatro na igreja e na escola e desde então não parou mais. Aos 29 anos, o carioca já passou por novelas da como 'Fina Estampa', 'Páginas da Vida' e 'A Lua me disse'. No cinema, integrou o elenco de 'Tropa de Elite' no papel de Xuxa, bandido que existiu na vida real e o segundo mais importante dentro da trama. Atualmente, está prestes a estrear na novela 'Os Dez Mandamentos' - onde dará vida à Eliezer, filho de Moises e Zipora - e ensaia a peça “Anjos do Calçadão”, com supervisão de Rogério Blat, que estreia em julho no Rio.

Confira a entrevista exclusiva com o ator:

Ansioso com a estreia em Os Dez Mandamentos?
Sim, estou um pouco ansioso, principalmente em relação ao retorno que o trabalho terá. Espero poder corresponder não só as expectativas do público, mas a todos que me confiaram esse papel.

Se identifica de alguma forma com seu personagem?
Sim. A lealdade dele com a família, com seu povo (hebreus) e também com sua fé . Tenho muita fé e acredito sempre que o amanhã pode ser melhor .

Você faz parte de uma trama bíblica, é religioso?
Sou religioso e tenho as minhas crenças, mas sem fanatismo. Planto o bem, de forma genuína, pra colher o bem. Acredito muito na lei do retorno.

Teve algum desafio ao interpretar um personagem de época?
Dar vida a um novo personagem é sempre desafiador e, sendo de época, é ainda um pouco mais.  Acredito que, nesse caso, o desafio maior seja a responsabilidade de estar dando vida a um personagem bíblico.

Como foi o laboratório?
Ainda estou nesse processo e descobrindo novas possibilidades a cada cena.  Também fui buscar na Bíblia algumas referências e descobri que Eliezer significa “Deus é ajuda”-  o que ajuda, literalmente, a conduzir esse processo de construção baseado na ligação dele com o seu povo e com o seu Deus.

Você acaba de ser aprovado para integrar o elenco do longa "Praça Paris", de Lúcia Murat, onde fará um traficante. Animado como o novo trabalho?
Mesmo sendo apenas uma participação, estou bastante animado. Trabalhar com a Lúcia Murat é realização de um sonho. Ela é uma mulher admirável, lutadora... E uma cineasta incrível! O filme é um longa de suspense, protagonizado por duas mulheres, onde a realidade se confunde com o sonho.

Você é um dos muitos atores que saíram do 'Nós no Morro'. Como analisa sua trajetória como ator até agora, prestes a estrelar uma novela de sucesso no horário nobre?
Minha trajetória tem sido de muita dedicação e de constantes processos artísticos. Mergulho de cabeça nas oportunidades que tenho e aprendi isso com a Fátima Domingues, minha mestra no ’Nós do Morro’. De lá, migrei para o grupo XPTO – SP, de Osvaldo Gabrieli, que ampliou meu olhar trazendo o “teatro ritual” pro meu processo de ator. Esse trabalho veio na hora certa e em um momento onde me sinto muito seguro para vivenciar essa dinâmica da linguagem televisiva. Só tenho a agradecer.

Como tem sido administrar as gravações da novela com os ensaios da peça 'Anjos do Calçadão'?
Como iremos estrear só no segundo semestre, por enquanto, está tranquilo. Quando soube que entraria na novela, já estava com o texto da peça decorado; o que facilita muito o progresso de cada ensaio.

Qual foi o trabalho mais marcante da sua carreira até agora?
Ter vivido o Xuxa no filme “Tropa de Elite”. Me marcou por ter sido um trabalho extremamente realista. Já no teatro, o meu grande desafio ainda está por vir. Estou estudando o texto “A Vida Escrita a Lápis”, um espetáculo com dois atores, que fala sobre as escolhas de vida, amores , trabalho e vocação. Depois de uma passagem de tempo, os personagens, que se conheceram aos 13 anos, se reencontram aos 50.