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Primeiro gay assumido a comandar bancada do 'Jornal Nacional': ''A Globo tem mentalidade aberta''

Matheus Ribeiro será o primeiro homossexual a assumir a bancada do JN

CARAS Digital Publicado sábado 2 novembro, 2019

Matheus Ribeiro será o primeiro homossexual a assumir a bancada do JN
Primeiro gay assumido irá assumir a bancada do JN - Instagram/Reprodução

Matheus Ribeiro será o primeiro gay assumido a estar à frente da bancada do Jornal Nacional.

O goiano participará do rodízio especial em comemoração aos 50 anos do noticiário e será o comandante do jornal no próximo sábado, dia 9, ao lado de Larissa Pereira, representando a Paraíba.

O jornalista de apenas 26 anos concedeu uma entrevista à revista Veja e contou se pensava que ao assumir sua sexualidade iria atrapalhar sua carreira na TV. Em sua resposta, ele ainda fez questão de elogiar a TV Globo.

"Lá atrás, tinha receio de que, quando essa característica viesse a público, eu me prejudicasse. Felizmente, para minha grata surpresa, isso não ocorreu. A TV Anhanguera, onde trabalho, e a Globo têm uma mentalidade aberta para valorizar as competências, a despeito de qualquer outra característica. A maior contribuição que posso trazer é mostrar meu trabalho sem me prender a essa questão pessoal. Para combater a homofobia, não preciso ser hétero nem gay: preciso ser apenas humano", afirmou.

Matheus assumiu seu relacionamento há pouco tempo. Ele compartilhou uma foto ao lado do namorado, Yuri Piazzarollo, capitão da PM em Rondônia e revelou que está com ele há 8 meses:

"Sim, claro. É natural as pessoas terem curiosidade, mas houve situações que eu e Yuri achamos desrespeitosas. Alguns comentários envolvendo religião, Deus, dizendo que não éramos corretos. Sou um cara que tem uma fé muito viva. É preciso respeitar a liberdade religiosa. Estou muito bem com Deus. Ao postarmos aquela foto, nós tiramos o poder de qualquer pessoa de dizer maldades. Não tenho nada a esconder de ninguém. Isso me aliviou".

Ele ainda contou que sofreu bullying na escola por já ter sido gordo e que ainda carrega alguns traumas daquela época, tendo bastante dificuldade em se achar bonito.

"Tenho uma história de vida que me faz brigar muito com a autoestima e a aparência. Fui obeso quando era criança e adolescente. Cheguei a pesar 110 quilos. Os colegas de escola me chamavam de 'Boleus' (junção de “bola” e “Matheus”). Eu não era muito de sorrir, era tímido. Ainda tenho dificuldades para me achar bonito. É curioso essas pessoas que praticaram bullying comigo, na escola e na internet, me verem agora no JN", finalizou.

Último acesso: 20 Oct 2020 - 17:32:12 (333707).

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