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Paula Braun, mulher de Mateus Solano, fala em 'méritos próprios' sobre sua estreia em 'Amor à Vida'

Paula Braun conta como foi a sua preparação para viver uma personagem judia na novela de Walcyr Carrasco. A atriz ainda fala da rotina de seu casamento com Mateus Solano, com quem tem uma filha

CARAS Publicado em 26/06/2013, às 08h42 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Diante da praia de Copacabana e do Pão de Açúcar, a atriz diz que vive momento de grande felicidade. No detalhe, ao lado do marido - Cadu Pilotto
Diante da praia de Copacabana e do Pão de Açúcar, a atriz diz que vive momento de grande felicidade. No detalhe, ao lado do marido - Cadu Pilotto

À primeira vista, a atriz Paula Braun (34) pode parecer um tanto quanto introspectiva e reservada. Mas basta sentir-se à vontade para descontrair e surpeender com seu jeito doce e moleca. Todas essas características encantaram o marido, o ator Mateus Solano (32), pai de sua única filha, Flora (2). Os dois, juntos há cinco anos, se conheceram quando viveram um par romântico no curta Maridos, Amantes e Pisantes. A família tornou se então prioridade na vida de Paula, apesar da agenda lotada. “Estamos trabalhando muito, mas ficamos tranquilos porque sabemos que construímos uma base familiar sólida para Flora”, garante, referindo-se também ao amado. Os dois dividem o trabalho na peça Do Tamanho do Mundo, em cartaz no Rio, escrita por ela e protagonizada por ele; e na Globo, onde Paula estreou no horário nobre como a médica judia Rebeca em Amor à Vida, novela na qual Mateus também atua. Além disso, já faz planos para rodar seu primeiro documentário, Velhas Histórias de Amor. Ela volta à TV após três anos -- sua última aparição nas telinhas havia sido em Malhação. Mas é no teatro e no cinema que o rosto da catarinense é mais conhecido. Em 2007, estrelou o longa O Cheiro do Ralo, com Selton Mello(40). “O começo é difícil. Nem sempre as oportunidades aparecem, como aconteceu neste filme”, explica, com simplicidade, em entrevista à CARAS no hotel Miramar by Windsor, em Copacabana.

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– A estreia no horário das 9 tem influência do Mateus?

– Sempre corri atrás do que queria. Acho legal ter sempre em mente vencer por méritos próprios. Acredito no meu talento e que, com muita batalha, se chega lá. Entreguei ao autor Walcyr Carrasco um DVD com o meu trabalho, foi na época de Gabriela e o casting já estava completo. Ele falou que iria olhar com carinho. E realmente cumpriu o que me disse e me fez esse convite.

– Sua personagem na novela é judia, religião do Mateus. O laboratório então foi em família?

– Conversei muito com minha sogra, Mirian, e li bastante sobre a história da cultura judaica.

– É convertida?

– Não. A nossa cerimônia de casamento foi ecumênica.

– Também se preparou fisicamente? Está mais magrinha...

– Sim! Mudei a alimentação, cortei o leite, muito pela idade e pela novela, que tem exigência de aparência. Mas isso não foi um sacrifício... Só não me pergunte quanto perdi porque não sei, não costumo me pesar.

– Os hábitos alimentares em casa também mudaram?

– Sempre me alimento de forma saudável. Mas, se tenho vontade de comer uma coxinha, por exemplo, não me privo. Não quero virar uma chata. (risos)

– Fala-se de trabalho em casa?

– Quando estava escrevendo a peça para Mateus atuar, falávamos mais. Novela é outra coisa. A gente mal se vê no Projac. Mas, é claro, assistimos aos capítulos e damos um feedback para o outro.

– O personagem do Mateus, apesar das vilanias, caiu no gosto do público. Você também é fã?

– Gosto do Félix... Mas como é meu marido que está fazendo, não consigo olhar o vilão, analiso o Mateus atuando.

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– Flora já tem noção de que os pais são famosos?

– Nem dá bola! (risos) Ela fala: olha o papai na televisão! E sai correndo... Ultimamente, Mateus tem trabalhado muito, mas faz o possível para participar da rotina da família. À noite, depois que Flora dorme, gostamos de sentar para ver um filme e conversar.

– Como enfrentou a morte do seu pai? Você tinha só 8 anos...

– Sinto falta sim, saudade. Mas não me põe para baixo. A tristeza também faz parte da vida. Mas há algo curioso, lembro muito da alegria do meu pai, do jeito brincalhão dele, algo bem parecido com a forma de o Mateus levar a vida.

– Pensa em ter mais filhos?

– Não planejamos nada.

– Como descobriu-se atriz?

– Aos 3 anos, minha mãe, Auta, me colocou para fazer balé, depois estudar música, piano e violão. Tive até uma banda de MPB. O teatro veio aos 13 anos, porque pedi. Aos 19, deixei Blumenau e fui estudar em São Paulo. Fiquei uns três anos lá.

– Contou com o apoio de sua mãe na escolha?

– Acho que ela ficou tranquila porque me mudei para São Paulo com meu professor de física, o André, e a mulher dele, Adriana. Eram amigos. Depois morei um tempo sozinha. Nesse período, trabalhei como modelo e ajudante de reformador de móveis... Mas acabei voltando para a minha cidade e atuei no grupo Cia Carona de Teatro por sete anos. Foi um grande aprendizado.

– Ao longo da carreira, você já ficou marcada por cenas mais ousadas no filme O Cheiro do Raloe por ser mulher do Mateus. Como lida com os rótulos?

– Em algum momento, o fato de ficar conhecida por mostrar o bumbum no filme me incomodou. Gerou muitos convites de trabalhos para fazer gostosonas e caí em muitas roubadas! Eu era chamada para ensaios de moda e ninguém avisava que teria de usar biquíni. Comecei, então, a falar não para esses convites. Rótulos sempre vão existir, mas ficaram para trás.

– Como vê o seu momento?

– A vida não é toda azul, até porque, se fosse assim, acho que seria muito sem graça. É um momento novo, estou descobrindo como é fazer uma novela das 9, de pisar com cuidado no que está vindo por aí. Está sendo bem bacana tudo isso que tem acontecido. Estou feliz!

Superatencioso, Mateus Solano acompanhou a esposa Paula Braun em leitura de texto