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Nando Rodrigues: romance 'proibido' na TV e cenas quentes no cinema

Enquanto dá vida ao Henrique, que namora a mãe de seu melhor amigo em 'Haja Coração', o ator estreia no cinema internacional no filme francês 'Going To Brazil'

Kellen Rodrigues Publicado em 09/09/2016, às 14h25

Nando Rodrigues - Gabriel Felix/Divulgação
Nando Rodrigues - Gabriel Felix/Divulgação

Nando Rodrigues deu uma virada em sua vida ao surgir na TV como o Vírgilio na novela Em Família. Agora, dois anos depois, ele considera que vive novamente um momento de “troca de chave’. Na pele do bom moço Henrique em Haja Coração ele conquistou a torcida do público pelo amor do publicitário com Penélope (Carolina Ferraz), 18 anos mais velha e mãe de seu melhor amigo, Beto (João Baldasserini).

O romance faz a amizade de Henrique e Beto estremecer. “Ele conheceu a Penélope de uma maneira inusitada, um acaso do destino mesmo. O que pega é o fato do Beto achar que o amigo está traindo a confiança”, acredita Nando, que defende totalmente um final feliz para o trio. “A gente quer que o amor e a amizade sobressaiam ao ciúme”, continua.

Enquanto curte o bom momento na TV, ele vai surgir bem diferente nas telonas. O ator estreia no cinema internacional no filme francês Going To Brazil, que tem ainda o brasileiro Chico Diaz no elenco. Seu personagem tem direito a cenas de sexo, drogas e assassinato. Bem diferente do que Nando já fez até então. “As cenas foram muito descontraídas, as meninas estavam muito à vontade, não teve estresse", conta, apesar de não falar francês.

Em bate-papo com CARAS Digital o atorfalou sobre sua carreira no cinema, como lida com o assédio (e cantadas) do público e sobre os boatos de romance com Ellen Rocche. “Estou solteiro, namorando meu personagem no momento, me dedicando integralmente”, garante.

Veja o bate-papo!

- O que você faria se estivesse no lugar do Beto?
É muito delicado. Eu ia tentar entender os fatos, o que aconteceu. O fato de ser melhor amigo faz com quem a pessoa seja especial, eu não teria um melhor amigo em quem não confiasse. Sou do princípio que as coisas se resolvem na conversa. Tentaria conversar e ponderar, se eles se gostam não tem o que fazer. A vida não é minha, é deles. Acho que não teria estresse. Mas diria para ele não aprontar com a minha mãe (risos).

- Você já teve um romance com uma mulher mais velha?
Tive muito tempo atrás, não era muita diferença de idade. Mas não teria problema em me envolver com uma mulher mais velha. O que importa mesmo é a troca, a essência, a idade pouco importa. Sou a favor do amor.

- Vamos falar de cinema, como surgiu o papel em Going To Brazil?
Foi por teste, eles precisavam de um cara que tivesse perfil latino. Eu não falo francês, chamei uma professora para me ajudar com a pronúncia e um amigo também ajudou, fiquei ouvindo as falas até decorar e fiz os testes. Na gravação, tinha uma intérprete o tempo todo com a gente. A história do filme começa com meu personagem na despedida de solteiro dele, ele é assassinado. O Chico Diaz faz o meu pai, um grande empresário, que contrata uns caras para desvendar esse crime. É uma comédia ficcional. A estreia europeia é em setembro, existe uma possibilidade de ter lançamento por aqui também.

- É a primeira vez que você faz uma cena nu?
Primeira vez. Eu estava com tapa-sexo, não chega a ser totalmente nu, paguei bundinha (risos). As cenas foram muito descontraídas, as meninas estavam muito à vontade, não teve estresse. Embora fosse difícil a comunicação no set porque elas não falavam português e falavam pouco inglês, mas fluiu legal, deu tudo certo. O diretor me deixou improvisar em português em alguns momentos.

- E tem uso de drogas, né?
Como é uma despedida de solteiro está rolando um monte de coisas... é uma cena muito maluca. Um dos patrocinadores do filme é um perfume, então durante a cena eles se drogam e entram em uma piração e começam a jogar perfume neles. Não é nada muito forte, é mais cômico. A parte do banho de perfume foi bem engraçada, era como se isso  desse prazer para o personagem.

- Você tem vontade de fazer carreira internacional no cinema?
Cinema é um grande sonho na minha vida, tenho dois filmes no Brasil: Olhar de Nise, um documentário sobre a psiquiatra Nise da Silveira, já ganhamos prêmios com ele; e A História Deles, um média-metragem, estamos concorrendo a melhor filme no Festival de Los Angeles em outubro. É uma estreia muito grata no cinema. Espero que isso reverbere em outras possibilidades. Acredito que a televisão é um grande trampolim para isso. Ah, e uma coincidência: no filme Olhar de Nise eu faço um dramaturgo francês, achei muito curioso...

- Como é sua relação com o João Baldasserini e com a Carolina Ferraz?
Minha relação com João é ótima, a gente ficou amigo de verdade, de sair juntos, bater papo, estudar o texto, falar de vida pessoal. Tanto o João quanto a Carolina, a gente criou um vínculo, acho que isso reflete em cena. A Carolina tem me ensinado muito. É muito gratificante estar ao lado de um elenco que só soma em todos os aspectos. É minha segunda novela do Daniel Ortiz, a primeira foi Alto Astral. Me sinto em casa nessa novela.

- Quando você está na TV o assédio aumenta, né? Como está agora?
Eu adoro isso, é muito prazeroso. O artista de uma maneira geral quando a gente opta por uma carreira artística, consequentemente está abrindo mão da privacidade, a partir do momento que você sai da sua casa você ta se disponibilizando pra essa troca com o publico. Acho que isso é muito gratificante, é um carinho, sinal que seu trabalho está sendo bem desempenhado. Esses dias fomos gravar Vídeo Show em um shopping e foi muito legal. As pessoas realmente compram a bronca do personagem, te defendem. Quero muito fazer um vilão e ver como é.

- Nas redes sociais as pessoas ficam mais ‘corajosas’. Você recebe muitas cantadas, nudes, essas coisas?
Recebo, mas levo sempre na boa, as pessoas aproveitam dessa “máscara” para falar o que têm vontade, mas mesmo assim só recebo coisas positivas. Claro que tem meninas que manifestam vontade de te conhecer, dizem que amam... mas levo na brincadeira.  Acho que isso tudo é muito fantasioso, ela está apaixonada pelo personagem, não pelo Nando. Mas adoro bater-papo com as pessoas nas redes sociais, peço opinião, o termômetro são eles.

- Mas tem também os contras, né? Como os boatos que você estaria com a Ellen Rocche...
Fico chateado com mentiras, não consigo entender qual a necessidade de criar uma história para vender matéria, expor duas pessoas do bem... Nunca existiu relação entre nós a não ser de amigos. Isso tira o foco de trabalho, fiquei muito triste, fiz até um desabafo nas minhas redes sociais na época.

- Está solteiro?
Estou solteiro, namorando meu personagem no momento, me dedicando integralmente. Acredito que o Henrique seja uma ‘virada de chave’ na minha vida. Sou um ator em início de carreira na TV e a Carolina é uma atriz consagrada. Me colocarem ao lado dela, vejo como uma aposta em mim. Estou muito feliz com o que tenho apresentado.

- O que pretende fazer após a novela?
Estou pensando em passar um tempo fora estudando, mas ao mesmo tempo tenho convites bem bacanas para o teatro. Existe possibilidade que eu volte aos palcos após a novela, tenho três peças pra ler. É sinônimo que as coisas estão caminhando. Amo estar no palco, me sinto em casa.