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Morre a atriz Norma Bengell aos 78 anos; corpo será cremado no Rio de Janeiro

Norma Bengell,a primeira atriz a fazer nu frontal no cinema brasileiro e ícone de beleza nos anos 60, morreu aos 78 anos

CARAS Online Publicado em 09/10/2013, às 07h22 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Norma Bengell - Divulgação/ Globo
Norma Bengell - Divulgação/ Globo

Atualizado às 9h50

A atriz e cineasta Norma Bengell morreu na madrugada desta quarta-feira, 9, no Rio de Janeiro. Ela estava internada na UTI dos Hospital Rio-Laranjeiras, em Botafogo, onde tratava de problemas respiratórios que se agravaram por conta de um câncer no pulmão direito. Ela tinha 78 anos e foi diagnosticada com a doença há seis meses. 

O corpo será velado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio a partir das 18h desta quinta-feira, 9. Já a cremação está marcada para as 14h, no Cemitério do Caju, na Zona Portuária. 

"A família está abalada, mas já esperava. Ela estava sofrendo muito. O quadro era irreversível", disse Angelo, amigo da família à CARAS Online

Norma tinha problemas de saúde desde 2010, quando sofreu duas quedas dentro de casa que afetaram sua coluna. Por conta disto, ela não conseguia andar direito. 

O último trabalho dela na televisão foi em Toma Lá Dá Cá, de Miguel Falabella, em 2009, quando interpretou a personagem Deise Coturno. 

Carreira

Norma Bengell estreou no cinema fazendo um cover de Brigitte Bardot na pornochanchada O Homem do Sputnik, de Carlos Manga, em 1959, onde contracenou com Oscarito. Três anos depois ela marcou sua carreira e conquistou seu espaço na história do cinema brasileiro ao fazer o primeiro nu frontal em um longa-metragem nacional, na obra-prima de Ruy Guerra, Os Cafajestes.

Também em 1962, Norma atuou em O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, o único filme brasileiro vencedor da Palma de Ouro em Cannes. Com a repercussão do longa, ela fez trabalhos na Itália, nos Estados Unidos e na França, onde morou por alguns anos.

Em 1970, ela começou a investir na carreira atrás das câmeras e foi produtora do longa Abismu, de Rogério Sganzerla.

Norma também gravou dois discos como cantora, Oh Norma! e Norma Canta Mulheres. Ela era considerada um ícone de beleza dos anos 60 e 70.

Em 1979, ela estreou como diretora e roteirista do curta-metragem Maria Gladys, Uma Atriz Brasileira. Só em 1987 que ela dirigiu o primeiro longa, Eternamente Pagú, que contava a história de Patrícia Galvão. Em 1996, Norma ainda dirigiu O Guarani, com Glória Pires e Márcio Garcia no elenco.

Norma teve poucas participações na televisão, mas mesmo assim conseguiu se tornar uma atriz popular. Em 1981, ela fez a novela Os Adolescentes, de Ivani Ribeiro, na Bandeirantes. Em seguida, a atriz participou de Os Imigrantes, de Benedito Ruy Barbosa, na mesma emissora.

Em 1983, Norma foi para a Globo fazer a minissérie Partido Alto, de Braulio Pedroso. Ela ainda atuou em O Sexo dos Anjos (1989) e Alta Estação (2006), da Record.

Filmografia

O homem do sputinik, 1959, Carlos Manga
Conceição, 1960, Hélio Souto
Mulheres e milhões, 1961, Jorge Ileli
Sócio do alcova, 1961, George M. Cahan
Os cafajestes, 1962, Ruy Guerra
O pagador de promessas, 1962, Anselmo Duarte
Noite vazia, 1964, Walter Hugo Khouri
As cariocas, 1966, episódio de Fernando de Barros
Mar corrente, 1967, Luiz Paulino dos Santos
A espiã que entrou em fria, 1967, Sanin Cherques
Edu, coração de ouro, 1967, Domingos de Oliveira
Juventude e ternura, 1968, Aurélio Teixeira
Desesperato, 1968, Sérgio Bernardes Filho
Antes, o verão, 1968, Gerson Tavares
O anjo nasceu, 1969, Júlio Bressane
Os deuses e os mortos, 1970, Ruy Guerra
Palácio dos anjos, 1970, Walter Hugo Khouri
Abismu, 1970, Rogério Sganzerla – atriz e produtora
A casa assassinada, 1971, Paulo César Saraceni
Paixão na praia, 1971, Alfredo Sternheim
As confissões de frei abóbora, 1971, Braz Chediak
O capitão bandeira contra o doutor moura Brasil, 1971, Antônio Calmon
O demiurgo, 1972, Jorge Mautner
Assim era a atlântida, 1975, Carlos Manga
Paranóis, 1976, Antonio Calmon
Mar de rosas, 1977, Ana Carolina
Mulheres de cinema, 1978, média, Ana Maria Magalhães
Na boca do mundo, 1978, Antônio Pitanga
A idade da terra, 1980, Glauber Rocha
Eros, o deus do amor, 1981, Walter Hugo Khouri
Abrigo nuclear, 1981, Roberto Pires
Rio babilônia, 1982, Neville D´Almeida
Tensão no rio, 1982, Gustavo Dahl
Tabu, 1982, Júlio Bressane
O filho adotivo, 1984, Deni Cavalcanti
Fonte da saudade, 1985, Marco Altberg
A cor do seu destino, 1986, Jorge Duran
A mulher fatal encontra o homem ideal, 1987, curta, Carla Camurati
Eternamente pagu, 1987, Norma Bengell - diretora, roteirista e atriz
Vagas para moças de fino trato, 1993, Paulo Thiago
O guarani, 1996, Norma Bengell - diretora e produtora;
Banquete, 2002, curta, Marcelo Laffitte
Glauber, o filme, labirinto do Brasil, 2003, Sílvio Tendler
Infinitivamente guiomar novaes, 2003, Norma Bengell - diretora

Relembre uma das entrevistas com Norma Bengell na televisão:



Ouça Norma cantando Fever, de Eddie Cooley e John Davenport: