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João Villa, de 'Pega Pega', trocou engenharia pelas artes

O ator, que sonha em abrir uma escola de artes para crianças, conta como decidiu mudar o rumo de sua vida

Kellen Rodrigues Publicado em 29/06/2017, às 12h11

João Villa é o mensageiro Jeferson em 'Pega Pega' - Divulgação
João Villa é o mensageiro Jeferson em 'Pega Pega' - Divulgação

João Villa está vivendo um ano cheio de estreias. Ele interpreta o mensageiro Jeferson em Pega Pega, seu primeiro personagem em novela, e dá vida ao popstar Clay no filme Chocante, que chega aos cinemas em outubro.

As novidades, no entanto, só foram graças a uma decisão que mudou sua vida: trocar a engenharia pelas artes. "Passei em duas faculdades diferentes, Engenharia no Paraná e Artes cênicas no Rio de Janeiro. Digamos que me arrisquei na opção mais fácil, fui fazer engenharia e não me arrependo disso, acho que precisava crescer, amadurecer", conta ele à CARAS Digital. "Acabei fazendo teatro junto. Foi aí que percebi que a arte me fazia mais feliz do que os cálculos", admite.

Aos 26 anos, hoje ele se dedica totalmente à carreira de ator e planeja abrir uma escola de artes para crianças. Em bate-papo com CARAS Digital João fala sobre a reviravolta em sua carreira, seus próximos projetos e se compara ao funcionário do Carioca Palace. "Por ele ser o mensageiro do hotel e estar sempre pelos corredores acaba sendo curioso, meio fofoqueiro. Eu já sou mais discreto e não curto fofoca".

Confira o bate-papo!

- Como surgiu o papel em 'Pega Pega'?
Recebi o convite para fazer o teste em outubro através do produtor de elenco Fabio Zambroni. Saí do estúdio feliz com o meu teste, com o sentimento de que algo bom poderia acontecer, mas ao mesmo tempo quis esquecer que tinha feito e não criar expectativa. Passou mais de um mês, não recebi nenhuma ligação sobre, acabei achando que não tinha dado certo, até que na semana entre Natal e virada de ano, o produtor me ligou dando a notícia que eu estaria na novela. Foi um presente incrível e meu ano terminou mais feliz do que eu esperava.

- Sobre o Jeferson, algo em comum com você?
Jeferson é um cara do bem, trabalhador, está sempre preocupado com seus amigos, nesse ponto acho que sim. Já por outro lado, por ele ser o mensageiro do hotel e estar sempre pelos corredores acaba sendo curioso, meio fofoqueiro. Eu já sou mais discreto e não curto fofoca.

- O que você gostaria que acontecesse com o personagem?
Torço pelo Jeferson, mas prefiro não desejar nada, estou muito feliz, não só com o personagem mas com a oportunidade de estar trabalhando na novela. Claudia Souto, nossa autora, tem sido muito generosa. Que o Jeferson seja feliz, quem sabe arrume uma namorada? (risos)

- Qual dica você daria para quem está entre duas carreiras e precisa fazer uma escolha?
Se puder, se arrisque e dê valor à sua felicidade. Na minha adolescência surgiram muitas dúvidas sobre que carreira seguir, passei em duas faculdades diferentes (Engenharia no Paraná e Artes cênicas no Rio de Janeiro). Digamos que me arrisquei na opção mais fácil e mais perto da minha cidade natal, fui fazer engenharia e não me arrependo disso, acho que precisava crescer, amadurecer. E no mais, acabei fazendo teatro junto. Foi aí que percebi que a arte me fazia mais feliz do que os cálculos. Mesmo não sendo uma carreira fácil, me arrisquei e tenho orgulho disso. Foi difícil largar a engenharia, não é fácil viver de arte no Brasil, mas se você se dedica as coisas vão acontecendo. Sou muito feliz sendo ator!

- Como surgiu sua vontade de abrir uma escola infantil de artes? Em que pé está?
Minha mãe sempre teve o sonho de abrir uma escola para crianças, acho que meu sonho faz parte do sonho dela. Eu sempre gostei muito de trabalhar com o público infantil, até o ano passado 2016, eu trabalhava na Cesgranrio com o projeto “Teatro nas escolas”, um trabalho lindo, leva arte para crianças que não tenham a oportunidade de vivenciá-la. É motivador ver o quanto o teatro, a arte modifica a vida das pessoas de forma positiva. O projeto ainda está só no papel, mas em breve quero aprofundar mais e espero que num futuro próximo ele esteja concreto.

- Outros projetos em vista?
2017 tem sido o ano de estreias, em “Pega Pega” tenho aprendido muito a cada dia que passa, e em outubro desse ano faço minha estreia nos cinemas com o filme “Chocante”. Faço o personagem Clay, versão mais jovem do ator Marcus Majella. A comédia conta a história de uma boy band que fez muito sucesso nos anos 90, também estão no elenco Bruno Mazzeo, Lúcio Mauro Filho, Tony Ramos, Bruno Garcia e Débora Lamm. Trabalhar com cinema é incrível, e estou ansioso para ver o Clay nas telonas.