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Giovanna Ewbank se emociona ao falar sobre maternidade e adoção: ''Eu não sou estéril''

Giovanna Ewbank participa do talkshow TEDx para universitários e fala sobre maternidade e adoção

CARAS Digital Publicado quarta 2 outubro, 2019

Giovanna Ewbank participa do talkshow TEDx para universitários e fala sobre maternidade e adoção
Giovanna Ewbank e Chissomo, mais conhecida como Titi - Reprodução/Instagram

Giovanna Ewbank foi convidada para participar do talk show TEDx no Centro Universitário FAG na tarde desta quarta-feira, 2. Mãe de Titi, de 6 anos e Bless, de 4, a apresentadora falou dos julgamentos e questionamentos que sofreu ao optar pela adoção.

Eu sempre fui uma mulher que achava que o relógio biológico nunca ia despertar, nunca tinha pensado em ter filhos. Porém, tive muitos questionamentos, crítica e pressão de amigos e família”, iniciou a loira.

Como uma mulher vem ao mundo e não quer ter um filho da sua barriga?”, citou um dos questionamentos que recebeu ao longo da vida. “Isso é uma convenção imposta pela sociedade e mesmo sendo comum, não são todas as mulheres que querem e desejam isso para si”, explicou.

Em seguida, Gio falou sobre a escolha pela adoção: “Depois eu comecei a ser questionada do porque eu optei pela adoção, sim foi uma opção da qual me orgulho muito.

A partir daí, começaram os rumores de que a atriz seria estéril e, por isso, optou por adotar Titi. “Eu não sou estéril. E essa dúvida veio somente sobre mim, que sou mulher, e não sobre o meu marido, que é homem. A sociedade nega que uma mulher não queira ter filhos biológicos. Uma mulher que não quer explodir vida em sua barriga. E acreditem, existem muitas maneiras de explodir vida na gente”, disse visivelmente emocionada.

Ewbank relembrou o seu encontro com Chissomo, mais conhecida como Titi: “Tudo na minha vida mudou desde que eu vi a Titi, Chissomo. Eu me lembro até hoje da sensação, desse engasgo na garganta, do meu corpo trêmulo e eu pensando: “Meu deus o que é isso que eu to sentindo? Que sentimento é esse?” Eu encontrei a minha filha e minha filha me encontrou, a única certeza que eu tinha é que eu queria protegê-la e amá-la pro resto da minha vida. E eu sabia que ela era a minha filha, eu sentia. Eu sei, ela é a minha filha.

A apresentadora ainda ressaltou que o sentimento que sentiu é similar ao do nascimento de um filho. “Eu não sei exatamente como é o sentimento de uma mãe quando pega o seu filho pela primeira vez depois do parto, mas arrisco dizer que é muito similar com o que eu senti ali. Porque o meu parto foi naquele chão frio daquele abrigo e a única coisa que me importava na vida era eu e ela, o sentimento que eu tinha é que só eu conhecia ele e só ela me conhecia. Foi ela que me tornou mãe. Uma só criança nos escolhe, seja ela no útero, seja ela no coração.”

A loira relembrou as críticas e questionamentos que sofreu como: “E o filho de vocês? Vem quando?”, pois Titi já é sua filha. Ou então: “Ela é tão linda, ela tem mãe? Eu sou a mãe dela”, disse com a voz embargada. Ela explica que a sociedade precisa entender que a adoção também é maternidade e que ninguém é mais ou menos mãe. “A adoção assim como a gestação é muito transformadora. Muitas pessoas não entendem isso, acham que adoção é um ato de caridade e não é. A sociedade precisa entender que a adoção é sim sinônimo de maternidade”, explicou.

Em outra ocasião, a mulher de Bruno Gagliasso relembrou como a imprensa foi machista ao pedir que ela realizasse trabalhos apenas com os herdeiros. “Eu neguei esses convites e mesmo assim ainda ouvia que eu queria aparecer. Essa é frase com mais julgamento que eu poderia ouvir na vida. Ela é preconceituosa porque o que faz uma pessoa achar que o meu amor pelos meus filhos não é real ou então que meu amor pelos meus filhos é menor do que o de uma mãe biológica? Essa frase me mostra a incapacidade humana de amar e de olhar para o próximo.”

Eu costumo dizer que a minha barriga mudou de lugar e que o meu parto veio antes da gravidez. Minha gestação durou um ano e meio mais ou menos e foi de muita dor e muita angústia. Diferente de uma gravidez comum eu já conhecia a minha filha, já sabia que ela gostava de manga, que ela tinha medo de passarinho, que ela era muito linda e tinha um olhar curioso. E que ela queria sair daquele lugar para descobrir o mundo comigo.”, relembrou o processo de adoção. 

Gio afirma que a maternidade surge de outros lugares, e não só do útero: “E são nesses momentos que vejo que a maternidade nasce de outro lugar, nasce de um amor profundo e intenso e que de repente sopra no seu ouvii: Ei, você já é mãe", e finalizou: "Eu já sou mãe. Uma mãe como qualquer uma, que ama, protege, educa, ensina, e que tem muito medo também. A minha relação com os meus filhos sempre vai ser pautada nessas três palavras: transparência, sinceridade e amor".

Último acesso: 03 Apr 2020 - 15:57:14 (330684).