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Ex-Malhação, Carolinie Figueiredo publica depoimento emocionante sobre a perda da irmã

Atriz que foi a Domingas na novelinha da TV Globo abriu o coração nas redes sociais nesta quarta-feira, 4

CARAS Digital Publicado em 04/11/2015, às 18h23 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Carolinie Figueiredo - Reprodução Instagram
Carolinie Figueiredo - Reprodução Instagram

Ex-integrante do elenco de Malhação, a atriz Carolinie Figueiredo publicou um longo depoimento sobre a perda de uma irmã, Ellen, ainda bebê.

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A atriz revelou que a pequena nasceu prematura e não resistiu e que a dor de sua mãe só foi atenuada pelo exercício da escrita. Após ler um livro que trata do mesmo tema, Carolinie resolveu compartilhar com os seguidores o seu drama.

Veja o post!

"Hoje minha irmã faria oito anos. Ellen nasceu de cinco meses, viveu uma semana e depois "virou uma estrelinha" como na época explicamos pros mais novos da família. Eu estava prestando vestibular. Não lembro de ter vivido um luto. A imagem mais forte que vivi na vida foi relacionada ao processo da despedida de seu micro corpo. É incômodo falar disso, talvez por anos o silêncio perdurou porque assuntos incômodos não tem espaço parece. A vida cobra que continuemos... Daí os processos permanecem inacabados, mal digeridos... e o silêncio e o vazio não confortam. Mas também não confortam as palavras tão distantes da experiência. Lembro que o que alimentou minha mãe foi escrever. Passava os dias e as noites escrevendo a mão, passando a limpo, revistando lugares secretos! Ontem esse lindo livro da @camilagoytacaz chegou em minhas mãos. Hoje ouvi minha avó comentar do aniversário da minha irmã. Essa vida é realmente muito louca. Esse livro ascendeu em mim a vontade de falar sobre o que não foi dito. De escrever seu nome Ellen várias vezes como forma de honrá-la! Que todas as mães que passaram por algo parecido encontrem na escrita uma cura, um acalento, um reconhecimento. E que esse livro chegue a todas as pessoas que precisam validar ou reviver de certa forma uma história. Porque com apoio podemos perceber que não estamos sozinhas. E que algumas dores nos conectam como seres humanos, abertos a vulnerabilidade e a fragilidade da vida. Estupefatos diante de seu mistério. Resilientes na busca de uma fé!".

Carolinie Figueiredo é mãe de dois filhos, Theo e Bruna.

Hoje minha irmã faria oito anos. Ellen nasceu de cinco meses, viveu uma semana e depois "virou uma estrelinha" como na época explicamos pros mais novos da família. Eu estava prestando vestibular. Não lembro de ter vivido um luto. A imagem mais forte que vivi na vida foi relacionada ao processo da despedida de seu micro corpo. É incômodo falar disso, talvez por anos o silêncio perdurou porque assuntos incômodos não tem espaço parece. A vida cobra que continuemos... Daí os processos permanecem inacabados, mal digeridos... e o silêncio e o vazio não confortam. Mas também não confortam as palavras tão distantes da experiência. Lembro que o que alimentou minha mãe foi escrever. Passava os dias e as noites escrevendo a mão, passando a limpo, revistando lugares secretos! Ontem esse lindo livro da @camilagoytacaz chegou em minhas mãos. Hoje ouvi minha avó comentar do aniversário da minha irmã. Essa vida é realmente muito louca. Esse livro ascendeu em mim a vontade de falar sobre o que não foi dito. De escrever seu nome Ellen várias vezes como forma de honrá-la! Que todas as mães que passaram por algo parecido encontrem na escrita uma cura, um acalento, um reconhecimento. E que esse livro chegue a todas as pessoas que precisam validar ou reviver de certa forma uma história. Porque com apoio podemos perceber que não estamos sozinhas. E que algumas dores nos conectam como seres humanos, abertos a vulnerabilidade e a fragilidade da vida. Estupefatos diante de seu mistério. Resilientes na busca de uma fé! *obs: Camila faz um lindo trabalho com comunicação não violenta e ontem tive o prazer de frequentar uma roda em sua casa! Minha gratidão ao presente, ao encontro!

Uma foto publicada por @_carolinie em