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“Quero encontrar um grande amor”, diz Ellen Rocche

Ela celebra a sua história e fala do homem ideal: "Quero um que não me enxergue como a supermulher"

por Luciana Marques Publicado em 16/11/2016, às 10h50

Atriz curte primeiros dias de férias após elogiada atuação como ex-BBB em Haja Coração - FABRIZIA GRANATIERI
Atriz curte primeiros dias de férias após elogiada atuação como ex-BBB em Haja Coração - FABRIZIA GRANATIERI

A novela Haja Coração chegou ao fim na terça-feira, 8, mas o carinho do público com Ellen Rocche (37) pela atuação como a deslumbrada e sem-noção ex-BBB Leonora continua inflamado. “As pessoas vêm me cumprimentar com a mesma energia doida dela. Tomo tapa, o povo pula em mim, grita: ‘miga, sua louca, amo você’”, diverte -se a atriz, no Hilton Barra, Rio.

O reconhecimento pelo papel de maior destaque em seus 13 anos como atriz — são 21 de carreira —, vem também da crítica e da classe artística. “Sinto hoje um outro olhar, uma disponibilidade de diretores e colegas”, reitera ela, que fez elogiada parceria com Carolina Ferraz (48) e Malu Mader (50) no núcleo cômico. “Deu uma liga maravilhosa. Desde o início, fui bem acolhida”, conta Ellen, alçada ao sucesso após participações nos extintos Qual é a Música? e Casa dos Artistas, no SBT. Nem o fato de ter engordado para a personagem — ela não revela quanto — incomodam. “Amo, respeito cada curva do meu corpo. Até para os quilinhos a mais, digo bem-vindos, mas daqui a pouco vocês vão embora”, brinca ela, que em breve retoma a rotina de exercícios para brilhar como rainha de bateria da Rosas de Ouro no carnaval de SP. Vivendo o que define como a sua melhor fase, Ellen diz estar solteira, mas aberta:“Agora, quero encontrar um grande amor”.

Assédio não deve faltar...
Há algo melhor do que ter todo o mundo ao redor, mas só pensar em uma pessoa? A vida não é festa, é o que ocorre entre uma festa e outra. Nas coisas simples, no café da manhã compartilhado, nas alegrias, tristezas...

Quem é o homem ideal?
Com bom caráter, sem máscaras e valores de família. Na cabeça vem uma lista. Mas a gente só quer ser amada. Às vezes, buscam a Ellen Rocche, não a Ellen. Quero um homem que não me enxergue como a supermulher.

Qual a diferença da Ellen de hoje para a do início na TV?
Com 14 anos, comecei a trabalhar e isso me trouxe maturidade cedo. Mas hoje tenho mais segurança, tranquilidade, qualidade de vida. Estou na posição de escolher, não de ser escolhida. De poder dizer não, ter opinião e segurança para colocá-la. Na época, era ingênua, queria agradar. Aprendi que quanto mais a gente se sufoca, mais se magoa.

Como se vê aos 37?
Minha mãe dizia que cada ruga é uma história. Tento me basear nisso. Nunca fiz cirurgia. Tudo é meu, original. Não vejo problema, só acho que as pessoas hoje estão em uma busca desenfreada por beleza. Quando a gente se ama, se sente mais bonita. A idade traz essa segurança. Me sinto na melhor fase.

O fato de ter este corpão alguma vez a incomodou?
Sempre chamei a atenção. Aos 13, os meninos mexiam comigo na escola. Uma vez, estava de maiô no clube e todos olhavam. Corri para me envolver em uma toalha. Aí passei a usar camiseta para tapar a cintura, calça de moletom. Até uns anos atrás, escondia, tinha vergonha.

Como avalia sua trajetória?
Sempre tive cuidado de subir degrau por degrau. Entrei nesse meio por necessidade, não vaidade. Fiz uma propaganda de cerveja e saí em quatro capas de revista, veio o Qual é a Música e a Casa dos Artistas. Quando vi, estava muito conhecida. Me parabenizavam, mas dizia: ‘Por quê?’ Me senti vazia. Foi quando comecei a estudar interpretação. Hoje, estou feliz com tudo o que tem acontecido.