Elenco comemora a volta do roubo milionário que movimenta a novela 'Pega Pega'

A novela Pega a Pega estreia em em edição especial na TV Globo na próxima segunda-feira, 19

Daniela Santos Publicado terça 13 julho, 2021

A novela Pega a Pega estreia em em edição especial na TV Globo na próxima segunda-feira, 19
Elenco comemora a volta do roubo milionário de 'Pega Pega' - Foto: Paulo Belote/TV Globo

O elenco de Pega Pega se reuniu na tarde desta terça-feira, 13, durante uma coletiva virtual para falar sobre a estreia em edição especial na próxima segunda-feira, 19, na faixa das 19h, na TV Globo. No bate-papo em que a CARAS Digital marcou presença, os atores relembraram as gravações do folhetim de Cláudia Souto, que tem como centro o romance de Luíza (Camila Queiroz) e Eric (Mateus Solano), e o grande roubo do luxuoso hotel de Pedrinho Guimarães (Marcos Caruso), o Carioca Palace. 

Quem assistiu à novela em 2017 vai se lembrar do carismático quarteto de ladrões: Malagueta (Marcelo Serrado), Júlio (Thiago Martins), Sandra Helena (Nanda Costa) e Agnaldo (João Baldasserini). Eles roubaram 40 milhões de dólares do cofre do hotel e movimentaram a trama e conquistaram o público.

Para Mateus Solano (40), protagonista da trama ao lado de Camila Queiroz (28), o roubo do hotel era a essência da trama. "Tudo estava concentrado em contar a história do roubo, e acho que isso pegou muito o público, tanto que até o casal se metia na história do roubo que pegou legal e a trama foi bem construída entorno disso. O que vai acontecer, ele que eles vão ser pegos ou não? É justo ou não é", pontuou o ator.

Mas hoje em dia os quatro ladrões teriam essa mesma aceitação? Para João Baldasserini (37), o fato dos personagens pagarem pelo crime que cometeram fez com que o quarteto se tornassem queridos pelos telespectadores. "Teve um momento da novela que metade do elenco está na cadeia e eu achava o máximo, que incrível se fosse assim, se a gente visse isso. Mas a história dos ladrões tem um carisma muito grande porque os personagens tomam atitudes inconsequentes e equivocadas [...]. Cada ladrão tinha suas características tão bem colocadas que trouxe uma graça, uma espontaneidade, que o público se divertiu. Na época os ladrões eram queridos e eu acreditava que eles iam em algum momento pagar por aquilo e eles pagaram", afirmou. 

Nanda Costa (34) também acredita que o carisma do quarteto caíra nas graças do público novamente. "Eu acredito muito no carisma dos ladrões e tinha uma leveza. Eles entraram em uma roubada porque eles não tinham a menor experiência com isso, não sabiam como fazer, e entraram na onda do Malagueta que era o mais estrategista, mais inteligente. Mas eu acho que tinha essa loucura, essa impulsividade, porque ele vai ali numa mesinha, no meio de uma praça na Tijuca e fala 'vamos roubar o hotel e vai ser assim, assim e assim' e todo mundo entra. Eles não pensaram nas consequências na hora, nem no caráter e na ética, foram impulsos e depois não puderam gastar o dinheiro. Fizeram uma coisa totalmente errada e vão pagar no decorrer da história, isso que é legal também", ressaltou.

Marcos Veras (41), que interpretou o policial Domênico e ajudava Antônia (Vanessa Giácomo) a resolver o crime, pontou a leveza do folhetim. "É claro que tem os mocinhos e os vilões que roubaram o hotel, mas todos os personagens têm suas vilanias também. O Domênico é um policial que está sempre no lado da lei, mas se tiver que pegar duro e fazer alguma coisa para conseguir o que ele quer, ele vai fazer. Então, até para mostrar uma certa honestidade, mostra-se uma vilania. Até os policias [da novela] caíram nas graças do público, e aquela brincadeira que a gente tinha na infância de polícia e ladrão ela é muito representada na novela, porque é uma novela de ação, que apesar de falar de assuntos de roubo, polícia, armas, cenas de perseguição e prisão, nada disso transforma a novela em cenas de violência. É uma condução que você vê arma, briga, tiro, perseguição e não vê violência, sangue, você consegue rir. Esse pega, pega de bandido e polícia funcionou bastante", avaliou o ator. 

Além da leveza, o romance entre Eric e Luíza também foi destaque na trama. "O casal tinha uma relação que eu gosto muito que era a luz e a sombra. O personagem do Mateus, o Eric, tinha passado por muita coisa, tinha uma sombra em cima dele e a Luíza era como o sol dele, ela trazia uma leveza para a vida dele e isso justifica muito essa paixão deles. No momento em que ele estava vivendo uma relação tão difícil com a filha ela estava ali do lado dele apoiando e dando a mão, então é um casal moderno e, ao mesmo tempo, com bases muito clássicas e românticas", lembrou a atriz.

Elenco celebra edição especial de Pega Pega
Eric (Mateus Solano) e Luíza (Camila Queiroz) - Foto: Adriana Garcia

Mensagem de Pega Pega para o público

Escrita por Cláudia Souto e com direção artística de Luiz Henrique Rios, Pega Pega foi ao ar pela primeira em 2017. Contentes com a volta do folhetim, os dois avaliaram a mensagem que a novela traz para o público e ressaltaram que mesmo após quatro anos a trama é bem atual. 

"É uma novela que fala muito sobre a escolha ética de cada um. A ética é uma situação particular, todos nós escolhemos todos os dias o que é bom, o que é ruim, o certo ou errado. Essa novela é eterna, esse assunto não tem superação, é para sempre, veio antes e vai para sempre e sim ele está de novo profundamente colocado para todo mundo nesse país. Que escolha a gente faz, como a gente escolhe, o que resulta cada escolha que a gente faz porque fazemos muitas vezes escolhas muito egoístas e se damos muito mal [...]. O certo e o errado vai ser para sempre e a Cláudia foi de uma felicidade de colocar um assunto tão presenta na história do Brasil e na nossa cultura do ponto de vista particular de cada indivíduo, que fez com que essa história ganhasse esse lugar com esses ladrões maravilhosos, personagens lindos, e todos eles têm falhas absurdas e isso faz com que humanize de tão maneira que você ama os personagens, por isso essa novela é tão atual", disse Luiz Henrique. 

Cláudia ressaltou que a novela mostra assuntos importantes com leveza, e é bom "cutucar" o público para uma reflexão. "Foi um encontro muito feliz. A novela trata de coisas ética, preconceito e várias questões que conseguimos tratar com leveza para o horário. Com esse amor que a gente se envolveu durante a novela e nos bastidores que passavam além da tela, eu acho que a gente conseguiu tocar as pessoas com leveza para refletir sobre coisas importantes que agora eu acho ainda mais importante. É muito louco isso, em quatro anos como o país mudou e como tá mais preconceituoso, mais antiético e como essas questões hoje são mais fortes e tristes do que na época, e a gente nem sabia que poderia piorar o que é a grande tristeza. E, ao mesmo tempo, é bom podermos cutucar o público com essas questões e vamos falar de ética de novo, de diversidade sexual, de racismo, com leveza, para as pessoas se divertirem, mas vamos colocar essa pulguinha atrás da orelha de novo", acrescentou Cláudia. 

Último acesso: 24 Oct 2021 - 22:00:22 (394437).

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