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Daniel Rangel, Dom Miguel em Novo Mundo, fala de sua parceria com Caio Castro e do desafio de interpretar um personagem histórico na TV

Ator é uma das promessas da TV e do cinema em 2017 e revelou que seu personagem pode fazer ainda pequenas vilanias contra o irmão, Dom Pedro I

Luiza Camargo Publicado em 30/03/2017, às 14h57

Daniel Rangel - Sergio Baia
Daniel Rangel - Sergio Baia

Daniel Rangel é uma das novas promessas da TV brasileira em 2017. O jovem, que já fez participações em Eta mundo bom e Totalmente Demais, agora interpreta seu primeiro papel de destaque na telinha, Dom Miguel, irmão de Dom Pedro I (Caio Castro), em Novo Mundo.

Natural de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, o ator também consolida sua carreira nos cinemas e  concorreu em 2016 ao premio de melhor ator coadjuvante do Festival do Rio pelo filme Fala Comigo, que estréia no segundo semestre de 2017 e foi o grande vencedor do Festival.

Em entrevista exclusiva à CARAS Digital, Daniel contou como está encarando estes novos projetos profissionais, como se preparou para este personagem importante na historia do Brasil e de Portugal e quais são seus planos futuros, alem de sua relação com os fãs e o possível rotulo de galã; confira!

Daniel, você está interpretando Dom Miguel, um personagem importante na trajetória da família real brasileira. Na história, ele tem grandes conflitos com o irmão mais velho, Dom Pedro, principalmente quando relacionado ao "poder". Como é interpretar um personagem forte e marcante assim?
“É uma grande responsabilidade interpretar um personagem histórico tão complexo... O Miguel é muito ambicioso, se acha muito mais capaz do que o irmão pra reinar, e sua mãe, Carlota Joaquina, sempre alimentou esses sentimentos de poder, conspiração e inveja no Miguel! Eu, como ator, confesso que tenho uma certa quedinha por personagens que carregam uma certa vilania, por isso, está sendo uma delícia dar vida ao Miguel. Fiquei muito feliz quando soube que tinha passado no teste pra fazer esse personagem!”


Como foi sua preparação?
“Nossa preparação começou em novembro. Tivemos um tempo bem legal pra ir entrando nesse "novo mundo". Fizemos leituras dos primeiros capítulos com a direção e tive aulas de prosódia. Li bastante coisa sobre a família real, principalmente sobre o Miguel e sobre esse período em que se passa a novela, início do século XIX. E assim fui tentando desvendar as facetas desse príncipe pra construir um personagem crível, fiel a sua origem, mas também com a minha percepção e minha visão sobre o que ele sentia, como andava, observava o mundo, se relacionava com os outros… Outro fator que sempre ajuda na construção dos meus personagens é o texto, pois me guio muito pelo que está sendo dito pelo meu personagem e sobre o que os outros personagens dizem sobre ele. O texto dos autores Thereza Falcão e Alessandro Marson é brilhante, então facilitou muito!”

Seu personagem vai ficar até o final da novela ou terá uma reviravolta?
Acho que a resposta dessa pergunta pode ser um spoiler (risos)... O que posso dizer é que ele não fica até o final da novela. Pelo menos, até o momento, não.”

Como é contracenar com atores como Caio Castro e Leo Jaime?
Está sendo uma experiência incrível! Sempre quis conhecer e trabalhar com os dois. São atores super disponíveis e talentosos. Trocamos muito em cena e fora dela. Sem contar todos os outros atores maravilhosos que também estou tendo a hora de contracenar como a Débora Olivieri, Leticia Colin, Rodrigo Simas, Isabelle Drumond... Está sendo uma experiência fantástica!”.

Você atuou em Fala Comigo, filme que foi o grande vencedor do Festival do Rio em 2016. Você pretende investir ainda na carreira no cinema ou seu foco agora é a TV? Você  atua nos dois formatos da mesma forma, tem algum que você prefere?
“Pretendo continuar fazendo as três coisas, teatro, TV e cinema! Porque amo, igualmente, cada um desses formatos. Acho importantíssimo pro ator saber passear por essas três linguagens. Meu foco é estar sempre trabalhando. Quando não estiver na TV, quero estar no cinema e, quando não estiver no cinema, quero estar no teatro...”

Quais são seus planos profissionais em 2017 após Novo Mundo?
“Dia 15 de junho estreio nos cinemas fazendo o Guilherme no filme ‘Fala Comigo’, do Felipe Sholl, onde fui indicado como melhor ator coadjuvante dentro do Festival do Rio 2016. Também estou em um outro longa com previsão de filmagem pra esse ano. No teatro, estamos planejando voltar com ‘Buscado’ fazendo uma turnê pelo Brasil e uma quarta temporada em Buenos Aires. E, na telinha, após ‘Novo Mundo’, espero voltar ao ar em breve!”

Você já tem 10 mil seguidores nas redes sociais. Como é o seu contato com o público e os fãs pelas redes sociais?
“ Eu tento responder os comentários e dar toda atenção que posso e na medida do possível. Acho normal as pessoas terem essa curiosidade sobre o nosso trabalho e fico feliz com o carinho delas! Só procuro manter um equilíbrio porque o meu interesse é sempre falar da minha vida profissional. Claro que, às vezes, posto uma coisa ou outra da minha vida pessoal, mas não me sinto cobrado por expor nada a esse respeito”.

Pretende se tornar um galã ou isso não é um "tema" na sua carreira?
“Pretendo me tornar um ator cada vez mais capacitado a interpretar todos os tipos de papéis. Não me considero um galã e nem tenho interesse em adquirir rótulos. Mesmo assim, não tenho nenhuma grande questão quanto a isso, porque não vejo como algo pejorativo. O importante é que meu foco vai estar sempre em fazer um bom trabalho”.