Revista CARAS
Facebook Revista CARASTwitter Revista CARASInstagram Revista CARASYoutube Revista CARASTiktok Revista CARASSpotify Revista CARAS

Volta aos palcos renova Mayara Magri

Ela abre sua casa, em SP, e destaca a paixão pelo teatro e o sonho de ainda ser mãe

Redação Publicado em 09/08/2011, às 22h18 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

Ao lado da lareira, onde repousam prêmios, como os Kikitos e o Candango, ela brinda à vida. - João Raposo
Ao lado da lareira, onde repousam prêmios, como os Kikitos e o Candango, ela brinda à vida. - João Raposo

Com 30 anos de carreira e prêmios como o de Atriz Revelação do Festival de Gramado de 1984 pelo seu primeiro papel no cinema, no longa A Próxima Vítima, Mayara Magri (49) comemora 30 anos de carreira assumindo o principal papel feminino na nova temporada de As Pontes de Madison, lugar que foi de Jussara Freire (60) e Denise Del Vecchio (57). “É uma peça maravilhosa; uma história de amor linda. Com este espetáculo, me sinto completa, realizada”, diz Mayara, que abre as portas de sua charmosa casa na capital paulista e fala sobre a carreira e sonhos, além da superação da perda do marido, o ator e diretor Herval Rossano (1935-2007), há quatro anos.

– Quando surgiu o amor pelo palco, ainda na infância?

– Nasci em Mogi Guaçu, interior de São Paulo, e aos 12 anos comecei a me interessar pelo teatro. Sempre pedia ao meu pai que me ajudasse a ser atriz. Aos 17 anos, comecei a fazer testes para TV e cinema. Aos 19, fui aprovada para o A Próxima Vítima. Foi o primeiro filme em que atuei, tive o prazer de contracenar com grandes atores e ainda fui premiada. Comecei estudando na Escola de Arte Dramática, EAD, em SP, e vivi intensamente o teatro durante toda a minha vida. Participei de algumas novelas, mas nunca deixei o teatro de lado. Amo o que faço.

– Algum trabalho a marcou?

– Muitos. Mas o primeiro filme foi muito importante: abriu portas na Globo para atuar em novelas. Até hoje me reconhecem na rua por causa da personagem Babi, da novela A Gata Comeu, de 1985.

– Qual foi o seu momento mais difícil na vida?

– Com certeza, a morte do meu marido, Herval Rossano, há 4 anos. Afastei-me dos palcos por conta disso. Mas são coisas que temos de superar. Amadureci muito com tudo o que passou. Hoje, me sinto uma mulher mais completa na vida e no palco. Comecei uma vida nova. Profissionalmente, estou em um momento de felicidade.

– Tem projetos para este ano?

– Estava há um tempo sem atuar. Tive uma experiência muito intensa com o Herval no curta metragem Sonho de Valsa, em 2007, e estava trabalhando em roteiro de um curta. Ainda quero passar por essa experiência, mas vai ficar para o ano que vem. Agora, estou com a peça As Pontes de Madison, dirigida por Regina Galdino. Estamos viajando há dois meses e ainda pretendemos rodar por todo o Brasil. Na televisão, não tenho nada em vista justamente por ho-je me dedicar só ao teatro.

– Tem alguma conquista ou sonho ainda não realizado?

– Tenho sonhos, como mulher, de ser mãe. Não sei se fui preparada nessa vida para isso, mas quero muito adotar uma criança... Só não sei se faria sozinha. Acho que se Deus colocar uma pessoa na minha vida e eu me casar novamente, talvez eu consiga realizar. Talvez, não... Mas tenho certeza que ainda vai acontecer.