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Saiba o que acontece com mulheres que sempre escolhem o cara errado

Marcos Ribeiro Publicado em 08/01/2014, às 16h50 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

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Elas parecem ter o “dedo podre” na hora de decidir com quem vão se relacionar. Enxergam o príncipe e não o sapo que ele é. Não percebem que são responsáveis por sua própria felicidade. O medo da solidão fala mais alto do que a vontade de ter uma união saudável. Para acabar com isso, um dos caminhos é buscar se conhecer profundamente e descobrir o que motiva essas escolhas.

Muitas mulheres não conseguem estabelecer um vínculo com um homem bacana e só escolhem aqueles que, com o tempo (às vezes curtíssimo), vão dizer logo “a que vieram”. Não são parceiros, são sedutores; somem do dia  pra noite; elas investem tudo e eles, nada. É quealgumas mulheres gostam mais da relação do que da pessoa ou de si mesma. É o medo da solidão. O que  vale não é a qualidade do encontro e sim que não esteja só. O outro será mais um cartão-postal — exposto no Facebook ou no Instagram — do que uma realidade do coração.

Esse tipo de  comportamento é bem mais comum em mulheres do que em homens. A solidão é mais feminina. É como se uma “carência sem fim” guiasse a mulher  para escolher “a dedo” o cara errado. Portanto, não é culpa do outro “ser assim”, mas de quem escolhe com seu “dedinho podre”; de quem “toca”  exatamente naquele e não nas outras dezenas de pessoas que encontrou pelo caminho.

Percebendo essa necessidade de companhia, o cara sabe a frase certa que ela quer ouvir. Como é “caçador”, observa sua “vítima” e faz exatamente o que ela espera dele. Para essa mulher — por sua necessidade de companhia —, a mensagem chega de outro jeito: “Se ele presta atenção em mim, é porque se preocupa comigo!”. É cuel? Sem dúvida! Mas é importante que se tire um aprendizado dessa história: culpar o outro é ver apenas uma face da moeda. Pode ser até que os dois estejam “desajustados”  emocionalmente, porém a mulher precisa entender que é dela a responsabilidade pela própria felicidade. O outro vem apenas somar.

Portanto, acreditar que sua felicidade está no outro é começar errado uma relação. Não busque qualquer “porcaria” para o papel de te fazer feliz, missão que cabe a si mesma. Com o ser amado, a felicidade transborda e traz mais prazeres. Se for diferente, vai cair numa cilada e ouvir todo o blablablá de novo: as mulheres escolhem os homens errados porque eles sabem falar as coisas certas e ocupar o espaço esperado por elas.

O perigo nessa história toda é que isso se transforma numa codependência para amar e o prazer se transforma em viver para servir aquele que acredita ser um príncipe. Acordar vendo um sapo não é fácil pra ninguém. Por isso, essas escolhas não podem ser apenas para cobrir suas ausências e preencher seus espaços vazios. Há o risco de se acostumar com essa situação insólita e perder a noção do que é uma relação saudável.

O que fazer, então? Elevar a autoestima e buscar se conhecer profundamente. A mulher deve identificar do que tem medo e o que a mobiliza para fazer essas escolhas “tortas”, que podem estar relacionadas com sua história de vida. Enquanto esse “dedo podre” estiver sendo “curado” para escolher o carinha que vale a pena, é bom ocupar o tempo com fontes de prazer e alegria: ioga, ginástica, balé ou leitura, por exemplo. A opção é sua.

Uma terapia também ajuda e, para muitas pessoas, é o caminho mais adequado. Ouça os amigos. Alguém de fora pode ajudar, dando outra visão que quem está envolvido não percebe. E, por fim, se perdoe por amar demais porque, com escolhas erradas ou certas, o que cada um busca é ser feliz. Disso, ninguém deve desistir nunca.