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Maria Gadú saboreia as conquistas e os desejos

Na Ilha de CARAS, ela celebra disco de platina e fala de sua vaidade e da vontade de ser mãe

Redação Publicado em 31/05/2010, às 11h38 - Atualizado em 02/06/2010, às 07h44

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Inspirada pela paisagem bucólica de Angra, a autora do hit Shimbalaiê, de Viver a Vida, fala sobre as mudanças em sua rotina após conquistar o sucesso com o primeiro CD. - Paulo Marcos/8000 Fotografia
Inspirada pela paisagem bucólica de Angra, a autora do hit Shimbalaiê, de Viver a Vida, fala sobre as mudanças em sua rotina após conquistar o sucesso com o primeiro CD. - Paulo Marcos/8000 Fotografia
Há pouco tempo, Maria Gadú (23) saía de um táxi quando ouviu de uma senhora: "Você não é aquela cantora?" Reservada, apenas respondeu: "Devo ser." O diálogo continuou: "Nossa, mas você é igualzinha!" Tímida, admite que ainda está aprendendo a conviver com a fama, conquistada devido ao sucesso de seu primeiro e único CD, lançado em agosto do ano passado. "É diferente, uma experiência nova. É gostoso, mas fico muito assustada", confessa ela, que faz questão de manter os dois pés fincados no chão. "Sou até bastante otimista, mas esse negócio de criar expectativa não é comigo não. Vivo um dia após o outro", pondera a cantora, que conquistou o Disco de Platina pelas 100000 cópias vendidas do álbum e vai gravar um DVD em julho, em SP. Nascida na capital paulista, Gadú explica na Ilha de CARAS que desembarcou no Rio há dois anos apenas para passar férias. A estada se estende até hoje. "Tinha acabado de chegar da Itália com o Doda, meu percussionista. Aí, a Tânia Mara e o Rafael Almeida, meus amigos há mais de dez anos, me apresentaram ao diretor Jayme Monjardim, que me colocou na minissérie Maysa e na trilha de Viver a Vida", salienta a cantora, autora do hit Shimbalaiê da recém-terminada trama das 8. - De onde vem a inspiração? - Não faço a menor ideia (risos). Não tenho processo de criação, de pegar palavras e organizar. Estou aprendendo, mas normalmente vem uma ideia pronta. Tudo o que ouço me influencia e me inspira, gosto de todos os tipos de música, como Sepultura e Banda Calypso. Música é bom demais. Todas. - E como você começou? - Minha primeira experiência foi com cinco, seis anos, no piano. Tinha um de brinquedo que adorava, aí ganhei um teclado e ficava horas tocando. Cheguei a estudar violão, mas não aguentei ficar na aula. Aprendi sozinha. - Se adaptou bem ao Rio? O que gosta de fazer? - Fui bem acolhida pela cidade. Tânia e Rafael me apresentaram a muita gente. Tocava em um barzinho na Barra da Tijuca e as pessoas começaram a me ver,gostavam da música ao vivo. Aí fui fazendo amigos, grandes e bons. Moro em Ipanema, vou à praia, mas só às vezes, não gosto dela cheia. Adoro saraus, vou a shows, gosto de ouvir outros artistas e compro Cds diariamente, mas não badalo. - Você tem um jeito bastante afetivo com as pessoas... - Realmente, sou muito carinhosa. E não vejo problema nisso. Amor está aí para a gente desfrutar e cuidar. - Pensa em ter filhos? - Tenho o lado maternal aflorado e penso nisso, sim. Mas não sei quando... quem sabe não rola daqui a uns três anos? - Você tem medidas de modelo: 1,70 cm e 51 quilos. É vaidosa? - Eu sempre fui magra. Posso comer à vontade que não engordo. Não ligo para besteiras e amo legumes e verduras, mas não é para manter o corpinho (risos) . Gosto de verdade. E adoro moda. Tem vaidade aí, escondida. Estou por dentro do que acontece, mas sou do meu jeito. Todos os colares que uso ganhei, tenho carinho pelo que me dão. E vivo mudando o cabelo. Já usei rosa, rastafári, com dreads, comprido... a gente acaba enjoando... e a cara não posso mudar, né? (risos) - Como você vê seu sucesso? - As coisas foram acontecendo. Nunca sonhei viver e nunca pensei nisso. Vou acreditando e desacreditando, não tenho religião certa, creio em Deus e no amor. Agora não sei se estava predestinada, realmente não tem como saber. - Planos para o segundo CD? - Esse nem desmamou ainda (risos). Demorei 22 anos para lançar o primeiro e ainda preciso amadurecer para pensar em outro. Não gravei CD para impressionar. Não queria que fosse nada contra o que sempre fui e sou.