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Dora Vergueiro dá um novo rumo à sua trajetória

Na Ilha, cantora comemora lançamento do primeiro CD autoral e exalta transformações da maternidade

Redação Publicado em 17/08/2010, às 16h28 - Atualizado em 07/06/2012, às 23h25

Com o leme, Dora brinca que é a timoneira da própria vida. - SELMY YASSUDA/ARTEMISIA FOT. E COMUNICAÇÃO, BELEZA: DUH
Com o leme, Dora brinca que é a timoneira da própria vida. - SELMY YASSUDA/ARTEMISIA FOT. E COMUNICAÇÃO, BELEZA: DUH
O espírito aventureiro sempre impulsionou Dora Vergueiro (34). Com certa nostalgia, a cantora e apresentadora relembra o susto que deu na mãe, a historiadora Laura de Mello e Souza (57), quando fugiu de casa, em São Paulo, com vontade de viver grandes emoções. "Na época tinha apenas oito anos, mas já possuía esse temperamento. Também passava férias em Itacoatiara, no litoral fluminense, e via o mar enorme. Queria entrar para tomar caldo. Aos 18, pulei de paraquedas. Gostava da adrenalina, da sensação de correr risco", explicou, na Ilha de CARAS. O jeito destemido, no entanto, perdeu força com a chegada de Catarina (7), da relação de oito anos com o empresário e cinegrafista Gustavo Marcolini (38). Para Dora, o nascimento da filha é considerado um divisor de águas. "A maternidade me freiou. Passei a ter mais noção dos limites e responsabilidades. Afinal, alguém precisa de mim. Meu foco deixou de ser eu, virou 100% ela. E, mesmo assim, não poderia estar mais feliz. A maternidade nos faz evoluir como ser humano", enalteceu. Realizada no campo pessoal, Dora também tem grandes motivos para celebrar na carreira. Além de apresentar os programas Original do Brasil e Sunset Oi FM, da rádio Oi FM, lançou, em janeiro, pela gravadora Bicoito Fino, seu primeiro CD com composições próprias, Samba Valente. O trabalho traz canções em parceria com o músico Afonso Machado (56), do grupo de choro Galo Preto, e com o pai, Carlinhos Vergueiro (58). "Curtimos muito fazê-lo, mas não tivemos nenhuma pretensão. Fluiu naturalmente e veio com aquele gostinho bom de estreia. Meu pai, além de grande companheiro, sempre foi um ídolo", elogiou. - Você preza a liberdade. Como lida com ela no relacionamento? - Gustavo respeita minha individualidade. Sabe que, se fosse de outra maneira, não iria sobreviver (risos). Somos bem parecidos nesse aspecto. Ele filma dentro d'água e seu trabalho exige que esteja sempre viajando, atrás das maiores ondas. Essa paixão por conhecer lugares é outra característica que temos em comum. - Você já nota alguma inclinação musical em Catarina? - Sim, desde que ela abriu a boca para cantar, percebi que era afinada. Sabe tocar piano de ouvido. Mas ainda não diz se quer seguir a carreira, é cedo ainda. Uma vez, quando menor, falou: mãe, quando crescer quero ser cantora, 'massageira' e veterinária (risos). - Você deseja ter mais filhos? - Vontade acho que toda mulher tem, faz parte do instinto. Mas só isso não basta. Tem que haver disponibilidade, dedicação. Estou bastante feliz com a Catarina. - O que esperar do seu primeiro CD autoral? - É um samba mais de gafieira. Ficou requintado, com arranjos delicados. Tive o prazer ainda de contar com a participação do Afonso Machado nas melodias, com quem me identifiquei muito. Essa química no trabalho em conjunto permitiu que eu me descobrisse melhor como letrista, abriu um canal de expressão, em que pude externar as emoções.