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Revista / Agora é Moda

CATHERINE DENEUVE

Bangalô 3

by Caco Borges Publicado em 24/12/2008, às 17h53

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Fazer um ambiente inspirado na diva francesa Catherine Deneuve (65) teve um sabor especial para o arquiteto Caco Borges (53). Fã da atriz, símbolo de elegância e grande musa do estilista Yves Saint Laurent (1936-2008), ele não escondia a emoção diante de seu desafio. "Ela é linda. E uma mulher que conseguiu manter o charme a vida inteira, não apenas na profissão. Nunca houve um escândalo envolvendo Catherine, uma pessoa sempre centrada que soube viver com dignidade. Eu sei tudo da vida dela, até onde mora", disse, empolgado, o arquiteto. Catherine esteve na Ilha em 1996, motivada pelos rasgados elogios de seu amigo Alain Delon (73), que visitara o point dois anos antes. Fazendo jus ao apelido A Bela da Tarde por conta do filme de 1967, de Luis Buñuel (1900- 1983), ela chegou iluminando o crepúsculo de Angra. Ao desembarcar, logo demonstrou seu amor pelas plantas. Ela encantou-se com a flora nativa e cativou a todos com sua educação e carisma. O jeito elegante da atriz, que já fez mais de 70 filmes, foi traduzido por Caco em poucos móveis, cores neutras e lustres extremamente sofisticados. "Fiz aqui um ambiente inspirado na mulher Catherine, e não na atriz. Usei tudo em blanc à sec, tipo de branco muito comum nas decorações francesas. O país de Catherine está representado também nas cortinas de linho pesado, que caem pelo chão com bandós rebuscados", explicou Caco. Quase nenhum detalhe complementa os ambientes. Na sala, chama a atenção uma estátua em metal que lembra uma cena do longa-metragem Os Guarda-Chuvas do Amor, obra-prima do cinema francês estrelado pela diva no ano de 1964. Um dos destaques do ambiente é o lustre, com cascatas de cristal. "É elegante e atemporal como ela", disse Caco. O objeto se repete no quarto, que ganhou cabeceira em estuque veneziano e lírios na mesa de madeira em estilo provençal. "Na Europa, a classe e o chique não estão nas capitais, mas no campo, nos ambientes rústicos. Por isso, quis resgatar da França a força simbólica do seu interior", justificou Caco.