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Dormir no final de semana compensa o sono perdido? Veja a resposta

A falta de sono - ou de tempo para dormir - é um problema que atinge famosos e anônimos. Conversamos com um especialista e conseguimos uma dica valiosa: dá para recuperar o tempo perdido no final de semana. Confira!

Juliana Cazarine Publicado em 25/07/2013, às 19h08 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Se você não dormiu bem durante a semana, faça isso no fim de semana. Saiba o por que as noites de sono são tão importantes - Shutterstock
Se você não dormiu bem durante a semana, faça isso no fim de semana. Saiba o por que as noites de sono são tão importantes - Shutterstock

Inúmeros motivos podem levar à insônia - inclusive a falta de tempo, que é recorrente na vida dos famosos. Porém, é preciso fazer uma forcinha para dormir e evitar todos os danos que a falta de repouso pode causar, como aumento de peso, fraqueza e envelhecimento precoce. Mas, se não der para dormir mesmo, tudo bem. Dá para recuperar o sono perdido no final de semana.

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A idade determina a quantidade de horas de sono necessária para ter uma rotina saudável. “As crianças precisam dormir até dez horas por dia. Os adultos jovens (entre 20 e 40 anos) tem que repousar por oito horas. Depois dos 40, basta dormir sete horas por noite. E por fim, na terceira idade (acima dos 60 anos), são necessárias seis horas de sono”, comenta o neurologista Shigueo Yonekura, diretor do Instituto de Medicina e Sono de Campinas. Se por uma noite não foi possível dormir pelo tempo ideal, dá para equilibrar o prejuízo depois. “A pessoa pode passar mais horas dormindo no final de semana, por exemplo, para recuperar as energias e o tempo perdido durante a semana”, diz Yonekura. Também é possível agir de forma preventiva. “Se eu sei que vou dormir pouco amanhã, passo mais tempo dormindo hoje”, exemplifica o neurologista.

Dormir bem é tão importante para a sobrevivência humana quanto comer e beber água. Um estudo realizado pela Universidade de Warwick, do Reino Unido, em colaboração com a Universidade de Medicina Frederico 2º, na Itália, afirma que pessoas que dormem menos de seis horas por dia têm 12% de chances de morrer antes de completar 65 anos. “A falta de sono diminui a expectativa de vida porque afeta a produção de hormônios, aumenta a irritabilidade e o stress, além de prejudicar a memória e a concentração”, afirma o neurologista.

Uma noite completa de sono evita que o organismo desacelere a produção de hormônios do crescimento, o GH, e leptina (hormônio responsável pelo controle da ingestão alimentar). E com isso, evita o aumento de peso. “A leptina, que ajuda a controlar o apetite, é produzida durante a noite. Ou seja, se a pessoa não dorme, não produz, come mais e engorda”, avalia Yonekura.

Dores, stress, ansiedade e mudança de fuso horário, em geral, prejudicam uma noite de sono. E o “problema” pode ser potencializado por alimentos à base de cafeína. “A cafeína age no organismo por até seis horas. Portanto, se for consumida pouco tempo antes de ir para a cama, pode prejudicar o sono”, afirma Liliane Opperman, nutróloga. E apenas uma noite mal dormida pode desencadear um problema crônico de insônia. “No dia seguinte à noite que passou acordada, a pessoa vai ficar fraca e, para melhorar, vai comer mais. Assim, o estômago ficará sobrecarregado e o sono será afetado novamente”, comenta Liliane.

Ingerir chás calmantes e leite ajuda a driblar a falta de sono. “Chás de cidreira, hortelã, erva doce e folha de maracujá ajudam a relaxar, bem como o leite morno”, sugere a nutróloga.

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