Alessandra Maestrini e suas paixões: cantar, dançar e interpretar

Convidada de CARAS, a atriz e cantora passa temporada na bucólica Tarrytown, a 40 minutos da Big Apple. A bela se dedica ao CD de jazz, que será lançado em 2012.
Convidada de CARAS, a atriz e cantora passa temporada na bucólica Tarrytown, a 40 minutos da Big Apple. A bela se dedica ao CD de jazz, que será lançado em 2012. Victor Sokolowicz


Alessandra Maestrini e suas paixões: cantar, dançar e interpretar, (nascimento Grande estrela dos musicais, Alessandra Maestrini relaxa no Castelo)

É possível dizer que a sorte é o encontro do preparo com o acaso. Alessandra Maestrini (34) é um exemplo disso. Desde a infância, ela coleciona três paixões: cantar, dançar e interpretar. E foi justamente nessa fase que o preparo começou. Aos 11 anos, entrou para o curso de teatro Tablado, no Rio. Aos 14, passou a estudar canto lírico. Três anos depois, rumou para os EUA como bolsista a fim de fazer faculdade de Música e Teatro. “Morri de saudade do Brasil e, ao invés de quatro anos, fiquei nove meses. Mas logo fui convidada para fazer um musical, justamente o lugar onde poderia fazer tudo que gosto, ao mesmo tempo”, lembra a atriz e cantora, no Castelo de CARAS, citando As Malvadas, de Charles Möeller (44) e Cláudio Botelho (46). “Houve um boom de qualidade no segmento. Essa história de que quem é cantor não pode atuar e vice-versa, está mudando. Mesmo artistas que não fazem musicais têm de estar preparados vocal e fisicamente”, opina a elegante Alessandra.

Já o acaso foi o seu retorno ao Brasil pouco antes do movimento de revitalização dos espetáculos musicais, no fim dos anos 1990, que transformou o gênero em um fenômeno de público. Poucas foram as grandes montagens nacionais que não contaram com o brilho da paulista de Sorocaba. O Abre Alas, Rent, Os Miseráveis e Ópera do Malandro foram algumas. Dos palcos para a TV e o cinema, onde já fez seis longas, o caminho foi natural. Porém, foi como Bozena, a empregada do seriado Toma Lá Dá Cá, da Globo, que a artista se tornou conhecida por todo o País. E agora, prepara o mais novo projeto, seu primeiro CD. “Estou feliz, pois o musical New York New York voltará em 2012, mais ou menos na época do lançamento do CD, em março, e do show, no início de abril!”

– Qual é o repertório?

– Incluí standards de jazz e de rhythm and blues, que comovem não só pelo ritmo, mas pela interpretação, a dramaticidade aliada à bossa. O CD, que tem Nelson Motta como supervisor de repertório, chama Drama’n’Jazz, brincadeira com a expressão drum’n’bass, pelo fato de ter a dramaturgia, a emoção dentro da música. Como faço muitos espetáculos do gênero e sou conhecida pelo grande público como atriz, escolhi a dramaturgia e as trilhas como fio condutor. Algumas faixas são de gravações minhas para novelas, como ‘Round Midnight, de Insensato Coração, ou True Colors, de Ti Ti Ti.

– Como está sendo filmar o longa A Primeira Missa?

– Divertido. É sobre a dificuldade de um diretor que tenta fazer um filme sobre a primeira missa celebrada no Brasil. Faço uma índia, me pintaram o corpo inteiro, uma beleza! (risos) E é bacana: a direção é de Ana Carolina Teixeira Soares, a quem admiro muito.

– E quanto à TV? Após a novela Tempos Modernos, em 2010, tem expectativa de voltar?

– Costumo dizer que cruzarei a ponte quando chegar lá. Miro naquilo que quero e vivo um dia de cada vez. Surgiram convites, estou sendo sondada para alguns programas no ano que vem. Mas vou saber depois. Por enquanto, vou focando e fazendo escolhas na hora em que aparecem, quando preciso. Outro projeto — acho que em 2013 por causa dos compromissos — é o Ária, que Miguel Falabella está escrevendo para mim. É um musical de ópera, algo que ainda não mostrei ao público.

– Como define sua relação com os Estados Unidos?

– Meu pai é americano e minha irmã mais velha, que é filha só dele, também. E meu irmão mora aqui nos EUA. Então, venho pelo menos uma vez ao ano visitá-los, ver os sobrinhos.

– Tem plano de ter filhos?

– Gosto de dar o passo do tamanho da perna. Digo que gosto de fazer trapézio com rede, de arriscar, dar cambalhotas e tal, mas gosto de saber o que estou fazendo. Quanto a filho, acho que a gente tem de ter estrutura financeira, emocional, enfim, de tudo. Há dias em que quero; outros, não. Por isso, acho melhor esperar.

Atualizado quinta 8 agosto, 2019 (180725) | 07/08/2020 16:03:05

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