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Noivas / Anuário 2009

TALENTO PREMIADO DE DIRA PAES

ATRIZ FESTEJA NA VILLA DE CARAS LÁUREA NO 37° FESTIVAL DE GRAMADO

Redação Publicado em 11/08/2009, às 10h15 - Atualizado em 07/06/2012, às 23h26

Na Villa, Dira Paes e o calor da lareira. - FOTOS: CADU PILOTTO
Na Villa, Dira Paes e o calor da lareira. - FOTOS: CADU PILOTTO
A homenageada da glamourosa cerimônia de abertura do 37º Festival de Cinema de Gramado, na serra gaúcha, Dira Paes (41) - que colhe louros como a espevitada Norminha de Caminho da Índias -, foi a primeira estrela a festejar seu troféu Kikito nesta temporada de inverno na Villa de CARAS. O reconhecimento soma-se aos muitos já recebidos pela paraense que aos 17 anos partiu para o Rio para tentar a sorte como atriz. Em 25 anos de carreira e mais de 30 filmes, Dira foi premiada por sua atuação em produções como Amarelo Manga, Baixio das Bestas, O Casamento de Louise, Anahy de Las Misiones, Ele, o Boto e Dois Filhos de Francisco. Estonteante de longo tomara-que-caia preto da Forum, Dira chegou ao Palácio dos Festivais para noite inesquecível no mais importante evento cinematográfico da América Latina. Após aplaudir a Orquestra Unisinos regida pelo maestro Evandro Matté (39), com participação de Ana Krüger (33), vocalista da Delicatessen, banda de jazz, ela recebeu a Homenagem Cidade de Gramado por sua contribuição ao cinema nacional e chorou ao agradecer seu 2° Kikito, entregue por Alemir Coletto (54), presidente do festival, com sua Andréia (26), sob os olhares do primeiro-casal da cidade, Nestor Tissot (50) e Jandira (44). Na sequência, em entrevista exclusiva na Villa de CARAS, Dira falou sobre a sua história no cinema e na TV, seu trabalho na divulgação da cultura em seu Estado e sobre o filho, Inácio (1 ano e 3 meses), da união com o assistente de câmera Pablo Baião (33). - Que tal a homenagem? - Que noite especial! Receber o prêmio é um sentimento maravilhoso. Perceber o carinho das pessoas com meu trabalho faz com que eu me sinta querida, respeitada e considerada. Refleti sobre minha vida hoje. São 25 anos de carreira, mas sinto como se estivesse começando. Isto traz um frescor, porque você tem que se reinventar sempre. O ator tem que buscar a reinvenção de si mesmo. É uma felicidade muito grande perceber que o meu objetivo foi alcançado. Faço parte de uma geração do cinema que vive uma época muito feliz. - Existe algum papel que tenha vontade de fazer? - Admiro vários personagens já vividos por outras atrizes. O personagem vem atrás da atriz. Estou aberta ao que vem. Há clássicos maravilhosos como a Ofélia, de Hamlet. Busco na minha carreira não só os personagens, mas a equipe com quem vou trabalhar, o lugar onde serão as filmagens. - Que personagem mais gostou de interpretar? - Isto é impossível responder, porque é como um filho. Você gosta do filho feio, magricelo, desdentadinho, coitadinho (risos). Aprendi muito com todos os meus trabalhos, tanto os que deram certo, como os que não deram. O sucesso tem o mesmo peso que o fracasso em termos de autoconhecimento. - A Norminha faz sucesso mesmo traindo o marido. A que você atribui este fato? - Achei que o público ia rejeitar essa mulher, mas, na verdade, vi que ela tem uma graça própria. Ela tem alegria, charme e autoestima. Acaba não sendo julgada pelas pessoas por ser autêntica. - Você se considera tão sensual quanto ela? - Não tenho o jeito dela, tenho uma sensualidade natural. Me considero uma mulher com o charme da típica brasileira. - Como é a Dira mãe? - É um papel que não precisa de ensaio, você nasce sabendo. Onde se estabelece o amor, se estabelece um vínculo indissolúvel. Um aprendizado diário e um renascimento. Me sinto crescendo de novo com meu filho. Ele está na fase de começar a falar. É uma delícia descobrir o mundo com seu filho. - É difícil conciliar carreira e maternidade? - Não é difícil. Difícil mesmo é viver de salário mínimo. O duro é sair de casa para trabalhar e deixá-lo lá. Você deixa seu filho chorando porque tem que trabalhar, mas encaro isso de uma maneira natural. Não sou diferente da maioria das mulheres brasileiras e acho que isso é normal. Ser mãe, profissional e cidadã exige dedicação. Ser mãe é a minha prioridade, mas não é a única coisa que eu faço. - Pretende ter mais filhos? - Estou aberta ao diálogo com meu marido (risos). Gostaria de ter mais filhos. Sou de uma família grande, com sete irmãos. Com um bebê só, parece que falta algo. Mas, por enquanto, meu filho tem me dado todo o prazer da vida. - O cinema também é um prazer na sua vida. Como é seu trabalho cultural no Pará? - Há alguns anos percebi que não existia festival de cinema na região Norte. Comecei a pensar em um vínculo cultural com a minha cidade. O ano inteiro levamos produções brasileiras para as ilhas em torno de Belém, creches, presídios e em lugares de difícil acesso. Já temos um público cativo. Estou realizada com isso. O festival já está em sua sexta edição. - Quais são seus planos após o término da novela? - Tenho uma sede de ir além. Tem muitas coisas que quero fazer, muitos diretores com quem quero trabalhar. O teatro vem me conquistando. Assim que a novela acabar quero ir a Belém rever minha família e levar o Inácio. Unirei o útil ao agradável, pois recebi uma proposta de filmar lá. Confira como foi a passagem de Dira Paes à Villa de CARAS em Gramado: