Tati Quebra Barraco assume fase 'mais comportada': 'Senão não passa na TV'

Com 23 quilos a menos, a cantora lança seu primeiro clipe e aposta em letras mais suaves. Os palavrões que marcaram sua carreira ficam somente para os shows

Kellen Rodrigues Publicado terça 3 fevereiro, 2015

Com 23 quilos a menos, a cantora lança seu primeiro clipe e aposta em letras mais suaves. Os palavrões que marcaram sua carreira ficam somente para os shows
Tati Quebra Barraco - Fábio Nunes/Divulgação

Com 17 anos de carreira e boa dose de pimenta no repertório, Tati Quebra Barraco está de volta ao mercado uma década após o lançamento de seu último disco. Mais comportada? Não exatamente. Em Se Liberta, álbum lançado no Itunes e Google Play no final de 2014, ela aposta em letras mais comerciais 'para a TV'. "Mas nos shows continuo cantando aquelas bem pesadas, que é o que eu sou", explica a dona de hits como Boladona e Fama de Putona.

A mudança da funkeira é notável também no visual - ela perdeu 23 quilos após uma cirurgia bariátrica e vem apostando em figurino mais sofisticado, com direito a muito top cropped. Em bate-papo com CARAS Digital, Tati fala sobre a nova fase da carreira, diz o que pensa sobre Valesca, Anitta e Ludmilla, e conta como foi gravar o reality show Lucky Ladies - que confinou funkeiras e da qual foi mentora - que estreará em junho no canal Fox Life.

- A letra de 'Se Liberta' é bem mais ‘light’ que suas músicas antigas. Você está mais comportada?
Comportada acho que não, faz parte do trabalho mesmo. Todo mundo que canta música ‘light’ faz proibidão, tem o duplo sentido. Mas realmente para clipe, DVD, televisão tem que ser assim, senão não passa na TV.

- Nos shows você continua com a mesma pegada?
Nos shows a gente não foge do perfil, que é o tamborzão. Continuo cantando aquelas bem pesadas, que é o que eu sou. Se não cantar não é a Tati. O pessoal cobra.

- Por que só agora, com 17 anos de carreira, você lançou seu primeiro clipe?
Acredito que tudo tem sua hora. As pessoas me perguntam o que eu acho dos outros clipes, acho que cada um faz o seu da maneira que tem que ser feito. Eu não critico. Tem gente que bota iate, helicóptero. Se meu escritório mandar eu botar uma nave espacial eu vou botar. Mas o meu não tem ostentação.

- Você não costuma cantar músicas de outras cantoras nos shows... É falta de tempo?
É questão de tempo e eu tenho muita música. Às vezes eu boto o Mc Bola de Fogo e Descontrolada, que é da minha comunidade. Eu tenho pra mais de 200 músicas. Acho que as pessoas que cantam minha música têm que cantar, senão não tem graça, sou precursora. Mas nada contra a galera, é que não dá tempo mesmo. E também nunca ninguém me pediu para cantar música de alguém. Se pedir eu canto, se eu souber...

- Acompanha o trabalho de outras funkeiras?
Acompanho geral. A maioria fala que é fã, que se inspirou em mim. A galera nova está chegando para dar continuidade ao nosso trabalho. Não tenho nada contra mulheres frutas nem ninguém... Tudo acontece porque Deus permite.

- E quanto às que têm mais visibilidade, como Anitta, Valesca, Ludmilla?
A Ludmila deu uma entrevista pra gente, fomos gravar o reality em um show dela e ela falou que sempre curtiu minhas músicas, é minha fã. O funk precisa dela, da Anitta, da Valesca... que venham muitas por aí.

- Considera que sua fase atual é um recomeço?
Estou colhendo o que eu já plantei e acordando o que está adormecido. Fiquei dez anos sem lançar nada, mas eu trabalhava. As pessoas acham que se não aparece na TV você parou de trabalhar, mas é ao contrário.  Sou a segunda mulher a cantar funk, a única antes de mim era Mc Cacau, a segunda é Tati Quebra Barraco. Nunca parei não. A bela estava adormecida, tem que acordar.

- Você perdeu 23 quilos após a redução do estômago... Sabe quantas cirurgia fez até hoje?
A cirurgia já vai completar dois anos em março. Ao total foram 26. Agora não penso em fazer mais nada, estou de boa.

- Você faz dieta também?
Não faço dieta não, como de tudo um pouco. Costumo dizer que não trabalho com o corpo, trabalho com a voz (risos).

- Você deu uma repaginada no figurino também, né? Você mesma que escolhe suas roupas ou tem ajuda de um stylist?
O corpo vai mudando e temos que mudar, né? Desde 2004 uso Cavalera, eles me dão um desconto surreal, mas não tenho exclusividade. Eu que escolho o que vestir, se eu vejo alguma coisa que eu gosto em alguma loja, eu compro.

- Você é ‘mão de vaca’ para compras?
Não sou não. Eu até evito sair porque sou sem limites, ainda mais em supermercado (risos).

- Considera que você está melhor hoje do que quando tinha 20 anos, por exemplo?
Acho que só mudou as fases da vida, mas continuo a mesma. Claro que a gente fica mais sábia, mais responsável e eu não tinha plástica nenhuma (risos). Se você olhar fotos de antes e depois... é muita diferença, até de rosto mesmo. Mas no mais eu sou a mesma.

- Como é a Tati avó? O Cauã Alexandre tem noção que você é famosa?
Eu digo que neto é mais que filho. Ele está com seis anos, não tem muita noção não. Ainda...

- Como foi a gravação do reality? Muitos bafos?
Foram quase dois meses de gravação. Vai passar primeiro no México, eu acho. E aqui acredito que passa em junho. Foi ótimo, foi uma experiência boa. Foram cinco funkeiras e eu era mentora. Foi bom ter conhecido as meninas profundamente, acordar na mesma casa... Rolou muitos bafos!

- E depois do clipe Se Liberta, o que vem por aí?
Agora vamos marcar shows. Por causa do reality não podíamos marcar, mas acho que agora vai bombar. E vamos lançar meu segundo clipe 'Chama Sem Fim'. Este vai ser mais sensual, vai chocar.

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