Roberto Leal lembra relação com Mamonas Assassinas: 'Todo mundo achou que eu processaria, mas fiquei amigo'

Roberto Leal vai cantar duas músicas no álbum Artistas Cantam Mamonas. Em conversa com CARAS Online, o cantor lembra quando conheceu o vocalista Dinho e diz que se 'sentiu autorizado' a gravar a homenagem 'A Festa ainda Pode Ser Bonita' somente 12 anos após a morte da banda

terça 27 agosto, 2013
Roberto Leal e Mamonas Assassinas
Roberto Leal e Mamonas Assassinas TV Globo / Zé Paulo Cardeal e Reprodução

Roberto Leal entra em estúdio nas próximas semanas para gravar duas músicas no CD Artistas Cantam Mamonas, álbum em tributo à banda que terá, entre outros, participação de Alexandre Pires, Falcão e Titãs.

+ Família dos Mamonas quer Ivete e Alexandre Pires em CD de tributo à banda

Empolgado com o convite, o cantor português fala com carinho de sua relação com o quinteto de Guarulhos, que morreu em um acidente aéreo em 1996. Foi uma versão desbocada de sua Na Casa da Mariquinha (que se transformou em Vira-Vira na voz de Dinho), que contribuiu para a banda conquistar o Brasil com sua música bem humorada. “Quando os meninos estouraram com a música eu estava em Portugal. Todo mundo achava que eu ia ficar chateado, que ia processar. Meus advogados falaram que eu ganharia um bom dinheiro”, conta à CARAS Online. “Quando cheguei no Brasil vi o país todo cantando, meu próprio filho cantava. Eles me levaram para a nova geração, dando uma dimensão ainda maior do meu trabalho. Me tornei amigo deles”, continua.

Roberto não esquece do primeiro encontro que teve com o vocalista - nos bastidores do SBT enquanto aguardavam para participar do Domingo Legal. “O Dinho bateu no meu camarim e me deu um abraço muito afetuoso, além da normalidade. Ele disse que era meu fã, que o pai dele estava preocupado, e falou ‘nunca entenda como desrespeito, entenda como homenagem’”, lembra. Foi daí que começou a amizade.

Na noite do dia 2 de março, data do acidente, Roberto estava em Portugal. E foi lá que compôs A Festa Ainda Pode Ser Bonita, uma forma de falar dos Mamonas com alegria em vez de luto. “Todos nós temos uma missão. É muito claro pra gente quando a música vem pronta, e essa veio em cinco minutos, comecei a chorar. Pra quem acredita nós não morremos”, conta.

Ele esperou 12 anos até gravar a música. “Esperei fechar as feridas, tudo ficar bem. Se lançasse na época seria para ‘aproveitar’ e aqui é uma homenagem”, diz. “Me senti autorizado a gravar. A festa ainda pode ser bonita porque depende de nós. A festa continua desde que você saiba estar nela”.

Roberto vai gravar as duas músicas para o álbum organizado pelos familiares de Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli e Sérgio Reoli. “Pra mim representa muito ser lembrado. Acho que os artistas que vão participar do CD devem ser escolhidas a dedo, quem realmente ame os meninos”. Roberto deve participar também do filme sobre a banda, que será gravado em 2014.

+ Mamonas Assassinas ganhará filme; veja fotos da banda!

Veja Roberto Leal cantando A Festa Ainda Pode Ser Bonita:

por Kellen Rodrigues
Atualizado terça 27 agosto, 2013 (236011) | 15/12/2018 14:58:35

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