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Beyoncé envia carta escrita à mão para família de fã que morreu de câncer

Chelsea Lee James, fã de Beyoncé, morreu aos 15 anos após lutar contra um câncer durante uma década

CARAS Digital Publicado em 30/04/2014, às 09h06 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Beyoncé envia carta escrita à mão para família de fã que morreu de câncer - Reprodução/ Facebook
Beyoncé envia carta escrita à mão para família de fã que morreu de câncer - Reprodução/ Facebook

Foi com um buquê de 90 rosas brancas e uma carta escrita à mão que Beyoncé enviou suas condolências à família de Chelsea Lee James. A jovem de 15 anos morreu no último dia 21, após perder uma batalha contra um câncer que durava 10 anos. 

"Donna [mãe de Chelsea], amor e orações para você e sua família. Chelsea era uma menina linda e eu sou muito feliz por poder ter a conhecido. Ela tocou meu coração e eu nunca a esquecerei", escreveu Beyoncé. 

Em 2009, Chelsea foi a um show de Beyoncé em Sydney, na Austrália, e subiu no palco para cantar Halo junto com a cantora. Em novembro do ano passado, as duas se reencontraram no backstage da turnê Mrs. Carter Show, que apoiou uma organização que trabalha com crianças vítimas de câncer. No dia, Beyoncé dedicou a música Survivor à menina. 

Poema

Beyoncé publicou trechos do poema O Convite, de Oriah Mountain Dreamer, no Instagram, na manhã desta quarta-feira, 30. Leia o poema:

Não me interessa o que você faz pra viver. Quero saber o que você deseja ardentemente, e se você se atreve a sonhar em encontrar os desejos do seu coração.
Não me interessa quantos anos você tem. Quero saber se você se arriscaria parecer que é um tolo por amor, por seus sonhos, pela aventura de estar vivo. Não me interessa que planetas estão em quadratura com a sua lua. Quero saber se você tocou o centro de sua própria tristeza, se você se tornou mais aberto por causa das traições da vida, ou se tornou murcho e fechado por medo das futuras mágoas.

Quero saber se você pode sentar-se com a dor, minha ou sua, sem se mexer para escondê-la, tentar diminuí-la ou tratá-la. Quero saber se você pode conviver com a alegria, minha ou sua, se você pode dançar loucamente e deixar que o êxtase tome conta de você dos pés à cabeça, sem a cautela de ser cuidadoso, de ser realista ou de lembrar das limitações de ser humano.

Não me interessa se a história que você está contando é verdadeira. Quero saber se você pode desapontar alguém para ser verdadeiro consigo mesmo; se você pode suportar acusações de traição e não trair sua própria alma. Quero saber se você pode ser leal, e portanto, confiável. Quero saber se você pode ver a beleza mesmo quando o que vê não é bonito, todos os dias, e se você pode buscar a fonte de sua vida em sua presença. Quero saber se você pode conviver com o fracasso, seu e meu, e ainda postar-se à beira de um lago e gritar à lua cheia prateada: “Sim!”.
Não me interessa saber onde mora e quanto dinheiro você tem. Quero saber se você pode levantar depois de uma noite de tristeza e desespero, cansado e machucado até os ossos e fazer o que tem que ser feito para as crianças.
Não me interessa quem você é, como chegou até aqui. Quero saber se você vai se postar no meio do fogo comigo e não vai se encolher.
Não me interessa onde ou o que ou com quem você estudou. Quero saber o que o segura por dentro quando tudo o mais fracassa. Quero saber se você pode ficar só consigo mesmo e se você verdadeiramente gosta da companhia que tem nos momentos vazios.