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Música / BLACK IS KING!

Ancestralidade, força e glória: entenda 'Black Is King', filme musical de Beyoncé

Beyoncé exalta suas raízes e celebra cultura africana em novo álbum visual

Emilly Nascimento Publicado em 03/08/2020, às 13h24 - Atualizado em 10/08/2020, às 16h52

'Black Is King': entenda o filme musical de Beyoncé - Divulgação/Disney+
'Black Is King': entenda o filme musical de Beyoncé - Divulgação/Disney+

Não é novidade para ninguém que Beyoncé é uma das maiores estrelas da atualidade, inclusive, é considerada a melhor artista do nosso tempo de acordo com a revista Rolling Stone. Na última sexta-feira, 31, a cantora celebrou o Dia da Mulher Africana lançando o álbum visual ‘Black Is King’ (Preto é Rei) na plataforma da Disney+. 

A obra é ambientada em países africanos como Gana e Nigéria e é uma releitura de O Rei Leão. Porém, o longa escrito, dirigido e produzido por Beyoncé vai muito além disso: “O filme é uma história para todas as idades que informa e reconstrói o presente. Uma reunião de culturas e crenças geracionais compartilhadas. Uma história de como as pessoas que mais foram desoladas têm um presente extraordinário e um futuro de propósito”, declarou a artista à Disney no dia do lançamento. 

Simba é representado por um jovem negro que é separado de sua família ainda pequeno e, através das suas raízes e da ancestralidade, encontra forças para superar os obstáculos e se tornar rei. Na verdade, ele recupera a coroa que sempre o pertenceu. A jornada é retratada através do enaltecimento e exaltação da cultura africana e do povo negro. 

Black Is King é uma obra artística carregada de referências culturais em todos os aspectos. Desde os figurinos usados pelo elenco, até nas batidas das músicas apresentadas. A cantora mergulhou fundo nas tradições do continente africano, inclusive, fazendo alusões a grandes deuses ligados as religiões de matrizes africanas. 

As canções presentes no longa são do álbum The Lion King: The Gift, usado na trilha sonora do remake da animação O Rei Leão, lançado em 2019, no qual a cantora dublou a leoa Nala. As faixas falam sobre a importância da ancestralidade, da coragem para enfrentar as adversidades, na relevância de abraçar as suas raízes e no poder pertencente ao povo negro. 

Os clipes que são acompanhados por narrações feitas pelo elenco dão ênfase ao Afrofuturismo: movimento artístico, estético, cultural e social que busca refletir sobre dilemas negros, questionar acontecimentos históricos e projetar o futuro. Tudo isso através da ficção científica, história, fantasia e temática não-ocidental.

O filme conta com a participação de grandes personalidades como Jay-Z, Lupita Nyong’o, Naomi Campbell, Pharrell Williams, Kelly Rowland e até mesmo de sua mãe, Tina Knowles, e de sua filha, Blue Ivy Carter. Além disso, Beyoncé fez questão de que maioria dos profissionais envolvidos tanto na produção quanto no elenco do filme fossem negros. E por se tratar da temática africana, a cantora contratou profissionais de diversas partes da África para auxiliá-la na construção da obra. 

Em 2016 a artista lançou Lemonade, primeiro álbum em que abordou a questão racial de forma mais incisiva e aberta. Trazendo à tona assuntos como a violência policial e sua vivência sendo uma mulher negra nos Estados Unidos. Quatro anos depois, em Black Is King, Beyoncé mostra o lado poderoso de seu povo, exaltando sua singularidade e os representando como a verdadeira realeza do mundo. 

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