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Música / Eterno!

12 anos sem Michael Jackson! Intérprete do astro fala sobre tributo: ''Queria poder agradecer ele''

Rodrigo Teaser, intérprete de Michael Jackson, fala sobre sua trajetória após live em Tributo Ao Rei do Pop

Isabela Thurmann Publicado em 29/06/2021, às 17h00 - Atualizado em 05/07/2021, às 14h34

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Rodrigo Teaser conta sobre sua trajetória como cover de Michael Jackson - @caiogallucci
Rodrigo Teaser conta sobre sua trajetória como cover de Michael Jackson - @caiogallucci

No último dia 25 de junho, completaram 12 anos da partida do eterno rei, Michael Jackson (1958 - 2009).

Rodrigo Teaser, que é intérprete do astro desde a sua infância, planejou uma live muito especial chamada Tributo ao Rei do Pop.

E, em conversa exclusiva com a CARAS Digital, o artista contou um pouco sobre sua trajetória como intérprete de Michael.

“Eu comecei a fazer isso porque era muito fã. Então, pra mim, sempre passa pelo lúdico, com a coisa da infância, porque toda vez que eu tô no palco, eu tô em contato com aquele sentimento da criança que começou a imitar o Michael”, começou dizendo. 

“Então, é muito prazeroso porque tem esse lado e tem o fato de ter ganhado a proporção que ganhou, de ser o que é hoje. Quando um cantor começa, ele quer, lógico, que a carreira dele cresça, o ator, quando ele começa, ele quer que a carreira cresça; mas um cara que começa a fazer um cover, um tributo, honestamente, não vislumbra chegar tão longe, eu não esperava. Eu me sinto muito privilegiado por isso”, acrescentou.

O cantor explicou também como isso começou em sua vida. “Minha mãe fala que eu tinha cinco anos e era muito, muito tímido. Só que eu ficava em casa dançando. E minha mãe falou: ‘Pô, ele é tão tímido e gosta de dançar, que é uma coisa tão, tão distante’. Ela começou a incentivar esse lance de eu dançar, de eu ser fã do Michael”, contou.

Por mais difícil que seja escolher, Rodrigo admitiu que as músicas do ídolo que mais gosta de interpretar são Billie Jean e Human Nature. “Eu acho que Billie Jean é uma música que eu gosto muito, porque além da música ser incrível, a banda colabora. É uma música que não tem explosão, não tem elevador, não tem lazer, não tem nada. É uma assinatura muito honesta do Michael, porque o que tem é música e dança. São muitas assinaturas juntas”, falou sobre a primeira.

“Eu gosto muito da reação que Billie Jean causa na platéia, mas eu amo muito cantar Human Nature. Eu acho que é uma música que eu viajo quando eu tô apresentado. É muito boa, meu Deus do céu”, revelou sobre a outra.

“Existem coisas que eu me sinto muito privilegiado de poder ter vivenciado”, respondeu ao músico ao ser questionado sobre alguma experiência marcante como intérprete de MJ. “E são coisas desde poder desfilar numa escola de samba na Sapucaí, e ver a reação das pessoas ao ver aquela imagem do Michael até  ter feito o show no Rock in Rio”.

Em seguida, ele contou um pouco mais sobre a apresentação na Cidade Maravilhosa. “A gente foi super na nossa, confesso até com certo medo, eu falava: ‘Deus, o que é que eu tô fazendo aqui?’. E aí, a nossa história no Rock in Rio foi linda, porque o nosso show acabou tendo mais público do que o esperado. E a gente acabou fazendo com que outros palcos maiores atrasassem os seus horários, pra que respeitassem esse público. E, como reconhecimento, o presidente do RiR falou: ‘Cara, vocês voltam pra encerrar o domingo que vem’. Pra mim, foi uma experiência muito valiosa”, relembrou.

Inclusive, Teaser já chegou a trabalhar ao lado de Lavelle Smith e Jennifer Batten, que faziam parte da banda original do cantor estadunidense. “Não é uma coisa que eu acostumei! A primeira vez que o correógrafo veio pro Brasil pra me dirigir, ele falou: ‘Ah, nunca mais, desde que ele se foi, eu subi no palco. Posso subir com você?’”, contou sobre a situação.

Tributo Ao Rei do Pop foi a live feita pelo intérprete no próprio sábado, 25. Ele não escondeu detalhes sobre a apresentação: “Desde 2012, a gente nunca deixou a data do 25 de junho passar em branco. Já teve um ano que o show foi transmitido pelo Multishow. Teve ano que a gente fez um especial de TV. Teve um ano que eu apresentei um programa especial de videoclipes do Michael. Teve um ano que a gente levou o nosso palco, o nosso cenário e a banda pro palco do Celso Portiolli. Então, todo ano tem uma coisa especial nessa data. E aí esse ano em função da pandemia, a gente achando que já teria retomado aí eu falei: ‘Pô, ano passado a gente fez uma e era a época, né? O estouro das lives. Eu não vou poder deixar passar em branco’. E aí, veio daí a ideia de fazer mais uma vez a live".

“É uma data que a galera que é fã do Michael se reconecta muito. Porque o lance de ser fã é uma coisa muito maluca. Algumas pessoas entendem o que é a admiração, outras não entendem, algumas pessoas entendem isso como fanatismo o que é outra coisa, mas é muito bacana quando você tem uma data que reconecta as pessoas, porque a gente tá falando de arte, a gente tá falando de música, a gente tá falando de um cara que, independente do quão excêntrico ou quão maluco as pessoas enxerguem ele, ele sempre teve um discurso de união, um discurso de paz, de tolerância, de respeito. É um cara que apanhou muito na vida em todos os aspectos e todo discurso do cara era: ‘Vamos nos curar, vamos nos unir’”, falou também sobre a importância da apresentação ao vivo.

Rodrigo Teaser não deixou de falar também sobre suas músicas autorais, que, é claro, tem alguma influência em Jackson. “As minhas músicas trazem uma bagagem do Michael porque [ele] é a minha maior influência musical. Mas, muitas vezes as pessoas enxergam influências musicais do Michael por questões que nem sempre são diretamente do Michael; Além de Michael, eu cresci ouvindo artistas tipo Prince, Stevie Wonder, agora mais adulto, Usher, Justin Timberlake, Bruno Mars, The Weekend, Maroon 5, e, querendo ou não, essa galera toda transita no universo do Michael”, disse.

"O lance do tributo é que é onde eu não posso criar. As pessoas não querem ir lá ver uma versão do Michael. Então, dentro do que eu improviso como artista, esses improvisos seguem uma linha criada por eles. Então, o meu autoral é a minha oportunidade de criar, criar música, criar dança, E o que eu posso dizer é que durante muito tempo eu criei e guardei. A minha intenção é essa: começar a lançar música, gravar, produzir, porque eu entendo que o tributo me fez chegar numa série de pessoas que me conheceram e eu sou muito grato a isso. Mas eu sou muito feliz por algumas pessoas entenderem que o tributo não sou eu, é o que eu faço. Então, eu fico muito feliz quando as pessoas me dão uma chance. O que eu posso falar pra pras pessoas é isso, que eu sou muito grato por vocês me receberem como um tributo, como um cover e eu espero que vocês possam me dar a chance também de mostrar um pouco do que eu sou como o Rodrigo”, acrescentou sobre os novos hits.

Para finalizar, o músico respondeu o que diria para MJ se ‘encontrasse’ com ele hoje em dia: “A galera acha que iria querer cantar com ele, dançar com ele. Eu acho que eu só queria abraçar ele e agradecer. Porque eu sempre falo que quebrar recorde, vender disco, lotar estádio, um monte de cantor faz. Um monte de artista faz, sempre vai fazer, a indústria sempre vai vir com alguém grande. Mas inspirar pessoas, não são todos artistas, tem artista que passa, escreve uma história linda, vai embora e não inspira. Eu queria muito poder ter agradecido ele, no sentido dele saber que a existência dele mudou outras vidas”, falou.