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LGBT / Mês do Orgulho!

Conheça a história de umas das maiores Paradas do Orgulho LGBT do mundo

Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, considerada uma das maiores do mundo, faz história em sua 23ª edição

Natalia Queiroz Publicado em 28/06/2019, às 15h06 - Atualizado às 15h45

Conheça a história de umas das maiores Paradas do Orgulho LGBT do mundo - AgNews
Conheça a história de umas das maiores Paradas do Orgulho LGBT do mundo - AgNews

O mês de junho é o mês de comemoração do orgulho LGBT em todo o mundo. E, neste de 2019, a 23ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo teve como tema os 50 anos da Rebelião de Stonewall, bar frequentado por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, em Nova York. Em 1969, depois de uma batida policial, os frequentadores do local decidiram criar uma manifestação, já que havia passado da hora de resistir contra a intolerância estrutural da época, e se uniram em atos de resistência enfrentando a polícia durante três dias.

A Parada do Orgulho LGBT, antecedida desta manifestação, tem como objetivo reunir gays, lésbicas, bissexuais, transsexuais, travestis e ativistas para celebrar o orgulho e protestar contra o preconceito. Uma das principais reivindicações inseridas no evento tem sido o combate à LGBTfobia.

A primeira parada em São Paulo foi realizada em 1997. Naquela época, os movimentos sociais pelos direitos humanos não tinham uma sigla em comum para representar a diversidade. Por conta disso, o grupo que organizou a primeira marcha a nomeou de ‘Parada do Orgulho GLT' [gays, lésbicas e travestis]. 

Em 1999, a ONG Associação da Parada do Orgulho GLBT (APOGLBT), organizadora do evento, alterou o nome para Parada do Orgulho GLBT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros). Em 2008, a mesma ONG resolveu alterar novamente a sigla para LGBT, a fim de promover maior visibilidade às lésbicas no movimento e também de padronizar o nome do protesto com os de outros países.

Segundo a "SPTuris", empresa estatal de turismo do município de São Paulo, a parada da capital paulista é o evento que atrai mais turistas à cidade. No Brasil inteiro, ela fica atrás apenas do Carnaval do Rio de Janeiro.

Em 2006, o evento foi nomeado a maior parada do orgulho LGBT do mundo pelo "Guinness World Records", livro onde são computados todos os recordes do ano.

Vale destacar a edição de 2011, que quebrou um novo recorde e apresentou o maior número de participantes de sua história, com cerca de quatro milhões de pessoas.

No dia 24 de maio de 2016, ano em que a marcha completou 20 anos, o prefeito de São Paulo em exercício, Fernando Haddad, assinou um decreto incluindo a Parada do Orgulho LGBT no calendário oficial de eventos da cidade. Sendo assim, o mesmo se tornou oficial, acontecendo anualmente entre maio e junho. Além disso, também ficou determinado que a administração municipal pode colaborar financeiramente com o protesto. 

Neste ano de 2019, a parada ficou marcada pelos 50 anos da Rebelião de Stonewall, que juntou três milhões de pessoas na Avenida Paulista. IZA, Luísa Sonza, Mc Pocahontas, Karol Conká, Glória Groove, entres outras foram algumas das celebridades responsáveis por agitar a festa.  Além das personalidades nacionais, a integrante do grupo britânico Spice Girls, Mel C, também contagiou o público.

Junto com as celebridades, o evento recebeu a equipe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), onde a agência da ONU apoiou uma iniciativa que arrecada comida para ONGs dedicadas ao acolhimento de pessoas vivendo com HIV. Neste ano, o projeto Camarote Solidário recebeu 3,5 toneladas de alimentos não perecíveis, doados para dez instituições.

Além disso, essa foi a primeira vez houve um camarote no terraço do Conjunto Nacional, onde a cantora Daniela Mercury foi a artista escolhida para animar a festa.