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Tuca Andrada fala sobre maturidade: "Gosto desta calmaria"

Ele diz que os 50 anos o deixaram menos ansioso e estreia show

por Luciana Marques Publicado em 23/03/2016, às 09h39

Na Ilha de CARAS, diante do KIA Sorento, o ator, produtor e diretor vibra ao falar da estreia do show Orlando Silva, Nada Além, no Rio. - FABRIZIA GRANATIERI
Na Ilha de CARAS, diante do KIA Sorento, o ator, produtor e diretor vibra ao falar da estreia do show Orlando Silva, Nada Além, no Rio. - FABRIZIA GRANATIERI

Inquieto, o ator, produtor e diretor Tuca Andrada (51) está sempre envolvido em um ou outro novo projeto. Mas admite que, com a idade, passou a avaliar as decisões de forma mais leve e tranquila. “A decadência física é ruim, as rugas, o fôlego não é mais o mesmo. Mas tem o lado muito bom, da paciência, de uma sabedoria que chega. Isso para mim foi bastante positivo. Gosto dessa calmaria, da baixa de ansiedade. Antes, era tudo imediato”, disse ele, na Ilha de CARAS.

Com mais de 30 anos de carreira, o pernambucano começa 2016 do jeito que mais gosta: com muito trabalho. Além de dirigir a peça Nordestinos, em cartaz no Teatro Eva Herz, no Rio, o ator poderá ser visto na série Poltrona 27, no Canal Brasil, e no filme A Palavra ainda neste semestre. Tuca também está confirmado no elenco da novela das 9, Sagrada Família, com previsão de lançamento em outubro, e, nesta quinta-feira, 24, estreia o show Orlando Silva, Nada Além, no Sesc Copacabana, no Rio, acompanhado de banda.

Como avalia a sua carreira?
Não é uma profissão fácil. Claro que você sempre quer mais. Mas acho que as coisas vão acontecendo da maneira que deve ser. A gente vai construindo uma estrada. E estou muito satisfeito com a minha. Só não consigo ficar esperando pelas coisas. Corro atrás, vou fazer cinema, produzir, dirigir...

A idade tem sido aliada?
Com a chegada dos 50, comecei a ter um questionamento: o que vou deixar para o mundo? Já curti muito, não tenho o que reclamar da vida, foi e está sendo muito bacana. Mas o que vou deixar para as novas gerações? No meu entendimento, a gente passa pelo mundo não só para aproveitar, é uma continuação. Mesmo que você não tenha filhos, tem sobrinhos, crianças de quem gosta. Aí, a gente começa a tomar mais cuidado com a água, lixo, meio ambiente. Não que eu não tivesse antes, mas isso fica mais forte.

Você acredita no amor, guarda alguma mágoa?
Não há nada a reclamar. Já me apaixonei, sofri, já fiz os outros sofrerem. Amei e fui amado. Hoje, estou solteiro, tranquilo.

É difícil conquistá-lo?
Depende. Às vezes, sou facinho, facinho. Outras, muito difícil.

Você é vaidoso?
Tento cuidar da pele, cabelo, dentes, mas dentro de um limite. Faço exercícios, gosto de correr na praia, andar de bicicleta. Nada em busca de perfeição, eu não sou modelo. O corpo é um instrumento na minha prossão. Tem horas que tenho de estar lindão. Outras, caído, feio, barrigudo...

E o show do Orlando Silva?
Há 10 anos, fiz a biografia dele no teatro e pediam para eu voltar. Como não era possível, resolvi montar o show. Em 2015 foram 100 anos do nascimento dele. Hoje, quem tem menos de 40, 50 anos, não o conhece. E é um repertório de que gosto tanto, tão rico, de uma época da música popular brasileira muito prolífera. Mas nunca pensei em carreira de cantor, isso faz parte do ator.