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Juliana Knust dá sua fórmula de vida

Na Ilha de Caras, Juliana Knust enaltece a família, a carreira e a vida

Redação Publicado em 26/02/2013, às 15h10 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Em Angra dos Reis, no   toral fluminense, a atriz Juliana Knust conta como a maturidade a ajuda a ser 
mais positiva. Confiança é a chave de seu sucesso. - Cesar Alves
Em Angra dos Reis, no toral fluminense, a atriz Juliana Knust conta como a maturidade a ajuda a ser mais positiva. Confiança é a chave de seu sucesso. - Cesar Alves

É por mares calmos e serenos que Juliana Knust (31) conduz a sua história de vida. Prestes a completar 17 anos de carreira, a atriz credita as conquistas profissionais à sua alma tranquila e ao tempo, responsável por lhe trazer maturidade. “No início, tinha medo de as coisas não darem certo. Mas, com os anos, a gente aprende a ter paciência e a acreditar em si. A vida será o que tiver de ser e, claro, é preciso batalhar, mas não dá para perder tempo com inseguranças. O segredo é pensar positivo”, afirma a bela, durante estada na Ilha de CARAS, em Angra dos Reis. A paixão pela arte de atuar e a força de vontade também contribuem na jornada da artista. “Sou aquela que corre atrás do que quer. A gente não consegue tudo o que quer na vida, mas ‘coloco a cara’ para conseguir. É preciso tentar, sempre”, diz Juliana, no ar como a determinada médica higienista Fátima na novela Lado a Lado.

A realização profissional, entretanto, não é o único motivo para o contagiante sorriso de Juliana. Mãe de Matheus (2), da feliz relação de quase cinco anos com o estilista Gustavo Machado (34), ela faz da família uma fonte de inspiração. “Sou apaixonada pelo meu filho e pelo meu marido e é por eles que tento levar a vida com mais leveza, tranquilidade e confiança. Tenho fé no caminho que escolhi. Com o tempo, parei para observar como a vida é passageira. Por isso, é importante evoluir espiritualmente e tentar ser feliz o máximo do tempo. Dou valor a cada momento”, reflete.

– Quais experiências traz desses 17 anos de trajetória artística?

– Consegui entender que, para ser atriz ou ator, você precisa estar sempre estudando. É uma profissão muito difícil e é preciso estar constantemente provando que você é capaz disso ou daquilo. Estou sempre em busca do meu espaço, mostrando o meu trabalho e sei que vai ser assim para o resto da vida.

– É notório que você ama sua profissão.

– Sou completamente apaixonada pelo que faço. Gosto de viver novas experiências, de trocar energia boa com as pessoas ao meu redor. Isso me traz plena realização.

– Na carreira, o que faz os seus olhos brilharem?

– Sem querer ser clichê, mas é a verdade: meus olhos brilham a cada novo trabalho. Nunca entrei no estúdio pensando: ‘Ah, isso eu já fiz’. Nunca! Tenho sempre aquele frio na barriga que me motiva, que me impulsiona. E se não existisse isso, iria achar que há algo errado.

– Como concilia a maternidade com a sua carreira?

– A partir do momento em que você tem um filho, tudo muda. No início, é mais sofrido, pois você não quer ficar muito tempo longe e liga a toda hora para saber se a criança comeu, brincou, tomou banho... É até engraçado. Mas depois aprendi a administrar o tempo e isso se tornou algo natural. Também percebi que é saudável ter confiança. A partir do momento em que eu estiver bem, feliz e realizada, o meu filho também vai estar. Ele sente.

– Ser mãe: o que é mais difícil?

– Digo que ser mãe é ter culpa. Educar é difícil. São milhares de coisas para considerar e o fato de ter de dizer não muitas vezes é doloroso. É óbvio que quero ver ele sorrindo e feliz, mas a realidade da vida não é assim o tempo todo. É preciso ter limites desde cedo. Matheus está aprendendo que nem tudo é na hora que ele quer. Tenho uma relação de total sinceridade com ele. Quero ensiná-lo a ser livre, e essa é a parte mais difícil, mas acho que estou no caminho certo.

– Matheus é mais parecido com qual de vocês dois?

– Hoje, todo mundo diz que ele é a cara do pai. Ele é elétrico, não para um segundo! Precisamos ter atenção redobrada a todo instante. Posso dizer que aprendo muito mais com ele que o ensino. Mas juro que antes ele era mais parecido comigo. Vou precisar apostar as fichas no próximo filhote.

– Então já estão pensando em aumentar a família...

– Conversamos muito sobre isso e queremos dar um irmão ou irmã para Matheus. Se vier uma menininha, eu ficaria feliz em poder ter as duas experiências, mas o que tiver de ser, será. Treinar, a gente treina sempre e acho que em breve vamos planejar isso com mais afinco. Mas não quero demorar muito. A ideia é que as crianças possam curtir juntas todas as fases.

– A idade a preocupa?

– Absolutamente, não. O tempo passa mesmo muito rápido. Penso em quantas coisas já fiz e fico até surpresa. Foram muitas... Mas não tenho problema nenhum com a idade. Aliás, acho ótimo. Afinal, o processo é esse mesmo. É preciso aceitar e viver da melhor maneira para ser feliz. É isso o que importa.

– Diante do espelho, o que vê?

– Tenho ‘momentos’. Em alguns, sou a mulher mais feliz do mundo. Em outros, nem tanto. Tenho uma família maravilhosa, uma carreira que me realiza, mas ninguém é feliz o tempo inteiro. Afinal, sou um ser humano normal, que tem defeitos, erra às vezes... Isso influencia no meu dia a dia e na maneira como me vejo. É inevitável. Então, sempre que me olho no espelho e vejo algo que não gosto, foco nas coisas positivas e saio em busca delas.