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A Ilha de Caras colore as telas de Christina Oiticica

Artista plástica Christina Oiticica resgata as obras enterradas em 2010 na Ilha de CARAS e fala do cotidiano com Paulo Coelho

Redação Publicado em 17/01/2012, às 08h43 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

Casada com o escritor há 32 anos, ela revê as telas que sofreram interferência do solo de Angra... - Cadu Piloto
Casada com o escritor há 32 anos, ela revê as telas que sofreram interferência do solo de Angra... - Cadu Piloto

O bom humor é um dos atributos da artista plástica Christina Oiticica (60), responsável por criar a atual camiseta da Ilha de  CARAS. Tanto que, mesmo confessando- se apreensiva ao chegar a Angra dos Reis para resgatar suas seis telas da série Primavera, com desenhos de inspiração floral, criadas no Caminho de Santiago de Compostela, ela não parou de sorrir. As obras foram enterradas em março de 2010. “Nunca deixei tanto tempo em um lugar. Estou ansiosa para ver o resultado”, animou-se. Christina, conhecida pela busca da interferência da natureza nas pinturas, embrenhou-se pelas trilhas da Ilha e, segura, apontou para um ponto coberto de vegetação. “Estão aqui!”, garantiu. Após rever o primeiro dos dois lotes com os trabalhos, cada um com três telas de 70 cm x 70 cm enroladas, relaxou. “Ficaram ótimos. Há muita energia ao redor e foi perfeito usar os quatro elementos nas telas — água, ar, fogo e terra”, afirmou, contando que sua ligação com o meio ambiente, arte e espiritualidade vem desde pequena. “Passava meses na casa da minha madrinha em Teresópolis (região serrana fluminense). Adoro florestas, o contato com os animais. Uma cidade pode ser linda, mas se não tiver as belezas naturais fica meio sufocante. O Rio tem suas montanhas, matas e um mar maravilhoso”, enalteceu a artista, que atualmente se divide entre Barcelona e Genebra e está casada há 32 anos com o escritor Paulo Coelho (64).

– Qual o segredo dessa união?

– Temos muito carinho e afinidade. Acho que hoje somos mais apegados. Às vezes, em uma relação com tanto tempo, acontece o inverso, as pessoas vão se distanciando. Nós nos aproximamos. Eu sempre procuro ser a melhor esposa, a melhor artista... Sinto saudade quando viajo, mas é importante cada um ter sua liberdade.

– São caseiros?

– Totalmente. Paulo diz que o melhor restaurante é o da casa dele, então a gente não janta mais fora (risos). Claro que saímos, mas gosto de cozinhar para ele.

– E o que costuma fazer?

– Meu menu é variado. Paulo adora bife à milanesa, mas uso carne de vitela. Também faço empadão de frango, moqueca, farofa, pão com alho, bife acebolado. A comida é mais brasileira, mas nossa culinária tem influência de tudo.

– Quantos anos está fora?

– Há uns dez anos. Morei na França até 2007 e, agora, vivo entre Espanha e Suíça. Mas mantenho meu olhar, meu coração de brasileira para tudo, sempre. Torço pela nossa Seleção, acompanho as notícias, leio jornais na internet, tenho uma curiosidade sobre o que acontece no País. Admiro o povo, somos especiais e sabemos disso.

– Há dois meses você completou 60 anos. Algum desejo?

– Continuar a trabalhar, me sentir produtiva. Não quero envelhecer em frente à TV. O meu trabalho, posso fazer até os 100 anos!

Veja o vídeo da TV CARAS: