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Fashion / Rio Fashion Week

Eduardo Kobra faz mural 3D na São Paulo Fashion Week. Veja entrevista com o artista

Famoso mundialmente por sua street art realista - com pinturas que parecem fotografias, Eduardo Kobra assina mural 3D na SPFW e fala sobre a arte urbana brasileira como referência internacional e diz qual é o seu mural preferido. Confira!

Juliana Cazarine Publicado em 01/11/2013, às 11h55 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Eduardo Kobra faz mural 3D na São Paulo Fashion Week. Veja entrevista com o artista - Foto-montagem
Eduardo Kobra faz mural 3D na São Paulo Fashion Week. Veja entrevista com o artista - Foto-montagem

São Paulo é referência em arte de rua - ou street art. E Eduardo Kobra, autor de painéis famosos como o de Oscar Niemeyer na Avenida Paulista, é um dos pioneiros do segmento no Brasil. “Os gringos estão de olho aqui. Foi assim que comecei a ser convidado para fazer trabalhos no exterior”, conta. Mas a street art é uma cultura importada dos Estados Unidos, do hip hop de Nova York. “Comecei pichando as ruas, mas já desenhava. Só não sabia que era possível fazer desenhos em muros. Por influência da cultura hip hop americana, passei a grafitar”, diz.

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Os murais de Kobra estampam ruas de Moscou, na Rússia, Los Angeles, nos Estados Unidos, e outros lugares do mundo. E todos têm em comum os temas: personagens icônicos e memória. Na cidade americana, por exemplo, o grafiteiro fez um desenho de Albert Einstein. E em São Paulo, recriou a rotina paulistana na década de 1920 em um mural de mil metros quadrados na Avenida 23 de maio.

Na São Paulo Fashion Week, Kobra assina um painel em parceria com a Hot Wheels - que virou parada obrigatória entre os famosos do evento - e mostra ao mundo da moda uma das principais características de seu trabalho: cenas realistas que parecem fotografia. 

Como você começou a grafitar?

Comecei fazendo com pichação, quando tinha 12 ou 13 anos e morava na periferia ali na região do Campo Limpo - zona sul de São Paulo. Meu primeiro contato com as ruas foi colocando o meu nome na paredes. Só que eu já desenhava nessa época. Eu tinha um caderno de desenho desde os 8 anos, mas não sabia que era possível desenhar nos muros. Depois, descobri o grafite que era feito em Nova York, nos trens e comecei a fazer isso em São Paulo, quando já tinha 16 anos, na década de 1990. A influência foi a cultura hip hop americana.

Como você levou os seus trabalhos pro exterior?

Foi um processo de alguns anos. São Paulo é uma das principais cidades do mundo quando o assunto é street art. Muitos gringos estão de olho aqui. Foi assim que comecei a ser convidado a fazer trabalhos no exterior. Agora faço em vários países, mas, principalmente, nos Estados Unidos.

Como surgem as ideias dos seus desenhos?

A base do meu trabalho é a memória. Trabalho com cenas icônicas e personagens importantes da história e cenas antigas também. Resgato muito a história da cidade.

Você tem um mural preferido?

Eu sou paulistano, nasci e fui criado aqui. Um dos murais que eu mais curto é o da Avenida Paulista com o desenho do Oscar Niemeyer por causa da importância da região. É uma conquista ter meu trabalho em um lugar tão importante. Cria um contraste com o centro empresarial.

Moda e arte caminham juntas. Mas você já participou de algum projeto que unisse moda e street art como a SPFW?

Dentro de um evento como a semana de moda é a primeira vez. Acredito que a moda usa muita coisa da street art e vice-versa. A SPFW é um espelho e aqui temos a oportunidade de fundir as duas coisas.

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