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A cópia está na moda. Coleções tiram 'sarro' de marcas icônicas

Considerado um fenômeno da economia de mercado do século XXI, a 'pirataria' tem virado motivo de piada e ganhado status cool

CARAS Online Publicado em 11/10/2013, às 16h59 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

fake - Reprodução
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A cópia está na moda! Considerado um fenômeno da economia de mercado do século XXI, a 'pirataria' tem virado motivo de piada e ganhado status cool. Óbvio que ninguém defende a falsificação de produtos (o setor têxtil acumula prejuízo anual de R$ 1,56 bilhão, segundo dados do Sistema FIRJAN), mas um certo 'fair play' ronda entre os fashionistas que começam a tirar sarros de marcas icônicas. Céline vira Féline, Hermès, Homiés, Rodarte, Radarte, Comme des Garçons ganha o nome de Comme des FuckDown. Mas o clima é 'amigável'. "Isso não nos preocupa. É até engraçado", disse Adrian Joffe, CEO da Comme des Garçons ao The Guardian.

No entanto, não são todos os que encaram com bom humor. Recentemente, Hedi Slimane cortou relações com a Colette, multimarcas francesa que vendia as coleções feminina e masculina da Saint Laurent, quando ela ainda se chamava Yves Saint Laurent, e decidiu cancelar todas as encomendas que haviam sido feitas. O Motivo? Uma camiseta que estampava "Ain't Laurent without Yves", criada pela marca americana What About Yves.

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Invertendo a lógica, a rapper M.I.A. teve a sacada de assinar uma linha para a Versus - segunda label da Versace - cujo o mote é a cópia da cópia. A inspiração vem das falsificações sofridas pela Versace. "Quando fui contatada pela Versace, pareceu uma ótima ideia inverter o ciclo. Os designs da Versace sempre foram copiados, agora é a Versace que copia as cópias, aí aqueles que copiam têm que copiar as cópias", falou a cantora.

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Nesse jogo, até mesmo as celebridades viram piada. Beyoncé é associada a drag queen RuPaul nas camisetas da African Apparel, que já desperta o tom irônico no próprio nome. Mesmo Beyoncé, foi vista com um  moletom 'Radarte' em referência a marca Rodarte. 

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Brincar com os nomes de marcas icônicas as vezes vira crítica. Abercrombie & Fitch ganhou blog sob o pseudônimo de Attractive & Fat, isso após uma entrevista circular pela Internet dizendo que a marca só tinha como alvo jovens sarados, sem o menor interesse em vender para o público plus size. No Brasil, Abercrombie & Fitch virou Abre a Kombi e Fecha. Ainda em território nacional, quem não lembra o caso Daspu?

No Centro-Oeste brasileiro, em Campo Grande, o empresário Elvis Miranda lançou a Jãum Jãum, uma paródia explícita à marca John John. E não para aí. Miranda se inspirou no sucesso dos bonés "John John Made in Heaven", e fez o seu "Jãum Jãum Made in Mato". Resultado? Mais de 10 mil unidades do acessório vendidos em dois meses. O boné custa R$ 89,90 e chegou até a cabeça de famosos como Fabiano da dupla com César Menotti, além de Mariano que faz par musical com Munhoz

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Deve ser, no fundo, essa a equação de uma matéria brasileira publicada lá nos idos de 2007 sob o título: "Copia+imita+plagia=roupa nova". Mas aqui não tem nada de inconsciente coletivo fashion. É cópia mesmo.