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HELOISA PÉRISSÉ E SUA ORIGINAL FILOSOFIA

ELA SE DEFINE COMO UM TIPO QUE ENGOLE UM CAMELO, MAS ENGASGA COM O MOSQUITO

Redação Publicado em 29/05/2008, às 16h40

Na Ilha de CARAS, Heloisa, no ar com o quadro Lolô e Tavinho, no Fantástico, assume que tem um comportamento fora dos padrões em algumas questões.
Na Ilha de CARAS, Heloisa, no ar com o quadro Lolô e Tavinho, no Fantástico, assume que tem um comportamento fora dos padrões em algumas questões.
A atriz Heloisa Périssé (41) costuma dizer que tudo dela é ao contrário. Diferentemente da maioria das pessoas, é do tipo que se programa para daqui a quatro anos. Contudo, não faz a mínima idéia do que fará no dia seguinte. "Sou assim, engulo o camelo, mas engasgo com o mosquito", brinca Heloisa, na Ilha de CARAS. "Lembro que me saí muito mal em uma prova de matemática básica. A professora achou melhor que não fizesse logo depois um teste de álgebra, bem mais difícil. Teimei e fui à luta. Tirei 8 e surpreendi todo mundo", orgulha-se. Devido ao seu jeito fora dos padrões, ela revela que, ao contrário de muitas amigas, não alimentava o sonho de se casar e ser mãe. Até os 30 anos, queria saber apenas da profissão. "Meu sonho sempre foi minha carreira, queria ser atriz de Hollywood, viver nos tapetes vermelhos, andar em limusines. Mas com 30 cheguei à conclusão de que precisava urgentemente ter filho", conta ela, que, na ocasião, engravidou de Luisa (8) com o então marido Lug de Paula (40). Casada há dois anos com o diretor Mauro Farias (50) - que a dirigiu no dominical Sob Nova Direção - hoje a atriz é mãe também da pequena Antônia (1 ano e 9 meses). E afirma que não consegue imaginar sua vida sem as duas meninas. "Babona é pouco para mim. Só de falar já me dá vontade de chorar. Elas são muito legais, dão sentido à minha vida", gaba-se a atriz, que agora se divide entre as gravações do quadro Lolô e Tavinho, no Fantástico, as viagens pelo Brasil com a peça Cócegas e os ensaios da peça Advocacia Segundo os Irmão s Marx, com estréia prevista para junho, em Niterói, RJ. Na nova montagem, ela divide o palco com os atores Fernando Caruso (26), Gregório Duvivier (22), Marcelo Adnet (26) e Rafael Queiroga (24), do espetáculo Z.É., e Roberto Guilherme (70), o Sargente Pincel de Os Trapalhões. "São três gerações de humor, aprendo muito dos dois lados. Os ensaios são muito divertidos, morro de rir. Aliás, adoro rir, é uma das melhoras coisas da vida, não é?!", indaga. Além disso, ela aguarda ansiosamente a estréia do longa O Diário de Tati, que rodou durante a gravidez e só chegará aos cinemas em outubro. - Por rir muito, as pessoas esperam que você seja engraçada o tempo todo. Isso incomoda? - Acho supernatural. Não me incomodo em hipótese nenhuma. É um reflexo do meu trabalho. É como encontrar um amigo médico e acabar fazendo uma consulta na hora com ele (risos). Mas todo mundo tem momentos em que está mais alegre, mais quieto ou pensativo... - O que tira seu humor? - É complicado responder... Estou sempre bem-humorada. É raro não estar assim. Como falei, rir deixa a vida mais divertida... e minhas filhas me deixam muito feliz. Mauro também, ele é muito presente e companheiro. - Como é a relação entre as meninas? - É uma fase um pouco complicada, porque elas não têm nada em comum. Então, tenho que equilibrar meu tempo com cada uma. Antônia está em uma idade que vive mais no mundinho dela, gosta de subir nas coisas, escadas, rampas. Já com Luisa, vou ao cinema, teatro, saio para comer. Quando vejo Antônia empurrando a Luisa no velocípede, fico muito feliz. Adoro essa cena! Além delas, há ainda os três filhos do Mauro, o Paulo, a Helena e a Raquel. Somos literalmente uma grande família. - Que tipo de mãe você é? - Exigente, mas muito brincalhona. Sou do tipo que não pára. E neurotizo a Luiza, falo para ela que estamos na era do chip, não dá para ficar de bobeira. Tem que fazer a diferença. - Pensa em outros filhos? - Teria cem (risos). Mas evito. É difícil conciliar tudo. - Você teve a Antônia aos 39. Sentiu medo? - Sempre quis ter um filho aos 40. Dá aquela injeção de adrenalina ter bebê novo em casa. O tempo me acalmou, me deu sabedoria. Tive minhas duas filhas no momento em que quis. Se não conseguisse, pensaria até em adotar. Mas fui abençoada com este milagre da maternidade. - Pensa em fazer um outro tipo de papel na TV? - Tenho o maior desejo de fazer uma vilã. Como toda atriz, tenho vontade de trabalhar com muitas coisas. Essa é a vantagem da profissão, ser muitas em uma só. Acho que será muito construtivo para a minha carreira. E uma vilã pode ser engraçada, irônica. Pode haver humor, mas certamente com mais sutileza. - Como você concilia trabalho e maternidade? - Não sou histérica. Sei que tenho que viajar a trabalho, mas não gosto. Agora, por exemplo, fui apresentar a peça Cócegas em Maceió e resolvi levar as duas, foi complicado, quase morri (risos), mas valeu a pena, nos divertimos. Não entendo a minha vida sem as meninas. Um dia quero me dedicar a projetos educativos. - Sobra tempo para cuidar do corpo e da beleza? - Sou vaidosa, mas com saúde. Procuro me alimentar bem, cuido da pele e tento estar no meu peso ideal, cerca de 54 quilos em 1m60. Mas, com relação a roupas e acessórios, sou simples.