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Esporte / Olimpíada

Murilo não pensa em revanche contra os Estados Unidos, seleção campeã da Olimpíada de Pequim, em 2008

Redação Publicado em 14/05/2012, às 11h25 - Atualizado às 18h29

Jaqueline e Murilo - ADILSON FÉLIX
Jaqueline e Murilo - ADILSON FÉLIX

O jogador de vôlei Murilo Endres (30), que integrou elenco da equipe do Brasil na Olimpíada de Pequim em 2008 e que certamente vestirá a “amarelinha” nos Jogos de Londres, revelou que a derrota para os Estados Unidos na final da edição chinesa já faz parte do passado e não pensa em "dar o troco" no rival este ano. “Não tenho esse sentimento de revanche. Temos que nos concentrar em fazer bem o nosso papel, em jogar bem, pensando num jogo de cada vez, dando um passo de cada vez. Vamos para Londres querendo brigar pela medalha de ouro, é isso que o torcedor espera da gente e não vão faltar luta, dedicação e vontade”, disse o atleta em entrevista exclusiva à CARAS Online.

Ao comentar sobre as forças dos adversários na competição, ele destacou. “Tem pelo menos oito seleções de excelente nível, além do Brasil. Hoje, Rússia, Estados Unidos, República Tcheca, Itália, Sérvia, Polônia, Cuba e Bulgária são equipes muito fortes e que vão brigar por medalha. São apenas três lugares no pódio e apenas um país será campeão. Em Olimpíada não se pode errar, é um torneio curto, com jogos muito equilibrados”.

Sobre a preparação da Seleção Brasileira para o maior evento esportivo do planeta, Murilo afirmou que a dedicação do grupo é sempre muito forte e intensa. “O Brasil se prepara sempre da melhor maneira para todas as competições que vai disputar, com a mesma seriedade. O planejamento, sim, esse muda, porque cada campeonato tem a sua característica. Às vezes há a necessidade de uma adaptação especial, viajar antes, jogos preparatórios”, disse. “Olimpíada é uma competição diferente. É onde nós, atletas, queremos estar. O fato de ser de quatro em quatro anos e o fato de todos os atletas passarem uma vida inteira lutando para estar nos Jogos mostram o quanto ela é especial”, acrescentou.

Quando perguntado se o clima nos Jogos também é diferente, ele, que já foi indicado como o melhor jogador do mundo, revelou. “Tudo é diferente em uma Olimpíada, não é como uma Copa do Mundo de vôlei, não é como uma Liga Mundial. Tudo é grandioso”.

Já ao falar sobre a oportunidade de dividir o Centro Olímpico com outros atletas brasileiros, o marido da também jogadora de vôlei Jaqueline (28) explicou que o apoio é enorme entre os integrantes da delegação nacional. “O clima entre os brasileiros é muito bacana, porque estamos sempre nos encontrando. Às vezes alguns esportes dividem andares nos prédios, fazem as refeições em horários parecidos, e todo mundo torce por todo mundo. É comum que atletas estejam nas arenas de competição incentivando e empurrando outros atletas em outras modalidades. Isso é muito legal. Estamos representando o Brasil e isso é uma prova de patriotismo. Sei como é estar nas Olimpíadas, quero estar de novo, sei o que é jogar uma final e quero jogar de novo, quero poder trazer uma medalha para o Brasil, poder lutar pelo ouro”.

Murilo ainda fez questão de destacar a forma com que o torcedor do Brasil se comporta nas arquibancadas. “Sempre mandam uma energia muito boa. O torcedor brasileiro é como se fosse mais um jogador em quadra, tem um papel importante nas nossas vitórias. Nos faz sermos ainda mais fortes e sempre nos tratam com muito carinho”, declarou.