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Esporte / Olimpíada

Para quem Sarah Menezes dedicaria sua medalha de ouro?

Em entrevista exclusiva à CARAS Online, a atleta Sarah Menezes, que nasceu no estado do Piauí, mostrou muita maturidade, destacando a todos que lhe incentivaram antes da conquista inédita para o Brasil

Redação Publicado em 30/07/2012, às 16h14 - Atualizado em 31/07/2012, às 11h48

Sarah Menezes e a medalha de ouro - Reuters
Sarah Menezes e a medalha de ouro - Reuters

Depois de emocionar o país com a conquista da primeira medalha de ouro do Brasil no judô feminino, Sarah Menezes (22) revelou à CARAS Online que ainda não conseguiu curtir a cidade de Londres, muito menos assistir a outras competições do evento. “Só estou é fazendo muita reportagem mesmo. Além disso, estou assistindo às lutas das outras categorias do judô, que acontecem pelas manhãs, e apoiando meus companheiros”, disse ela, que derrotou a experiente romena Alina Dumitru (29) na categoria até 48 kg.

Esbanjando humildade, a atleta declarou ter realizado um sonho e ter demorado para se conscientizar do grande feito que havia conquistado. “Na verdade, durante a competição era mais aquela tensão das lutas e do clima de um campeonato, ainda mais por ser uma Olimpíada. E ontem (domingo, 29), senti realmente o que tinha acontecido e o que eu havia conquistado. Enfim, consegui realizar um sonho”, afirmou.

No entanto, ciente de que o resultado alcançado por ela pode mudar a história da modalidade esportiva no Brasil, ela mostrou pensar não apenas no seu futuro em cima dos tatames, e sim, em todos os atletas que praticam a arte marcial. “Eu sei que é uma realização pessoal e que isso vai mudar minha vida completamente, tanto no esporte quanto dentro de casa. Mas também se que isso será favorável para todos os companheiros de treinos e para o judô brasileiro”, destacou.

Quando questionada a quem dedica a medalha de ouro, a atleta piauiense disse ter diversas pessoas com quem pretende compartilhar essa alegria. “São muitas pessoas, muita gente mesmo. Mas principalmente meus treinadores, o Expedito (Falcão) (um de seus mestres), os médicos, os psicólogos, os meus companheiros, que treinaram comigo, familiares, amigos... enfim, muita gente”, disse.

Ao falar do que espera encontrar assim que retornar ao Brasil, no próximo sábado, dia 4 de agosto, Sarah preferiu não fazer previsões. “Vou esperar para ver o que vai acontecer, ainda não faço ideia de como será”, explicou ela, que também comentou sobre sua trajetória até a Olimpíada de 2016, sediada na cidade do Rio de Janeiro. “Com certeza chegarei lá mais confiante. O mais importante disso é a autoestima e auto-confiança”, finalizou.