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Minimalismo inspira a arte de Jóia Bergamo

A arquiteta se reinventa com materiais e tecnologia e soma aplausos na 27ª Casa Cor

Redação Publicado em 07/06/2013, às 09h10 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Com quase 30 anos de premiada carreira, a mineira assina a Casa Inteligente com 300m² da famosa mostra de decoração, em SP - Caio Guimarães
Com quase 30 anos de premiada carreira, a mineira assina a Casa Inteligente com 300m² da famosa mostra de decoração, em SP - Caio Guimarães

Em fase de plena renovação, como ela mesmo define, Jóia Bergamo (52) não pensou duas vezes em dar uma diretriz diferente da usual a um de seus projetos prediletos: a Casa Cor, maior mostra de arquitetura, decoração e paisagismo da América Latina, no Jockey Club de SP. Convidada a assinar a Casa Inteligente, almejado espaço de 300m2, a arquiteta mineira de coração paulistano aliou soluções que incorporam o conceito de moradia sustentável ao design contemporâneo. O resultado final, como tudo o que faz, é arrebatador. “Participo do evento há 13 anos e queria tirar melhor partido do minimalismo. Também mostrar que a sustentabilidade pode, sim, conviver com conforto e elegância”, justifica ela.

Com salas de estar, cozinha, quarto, closet, banheiro e até área externa com jacuzzi, a casa projetada por Jóia é um doce lar completo, totalmente amparado pela tecnologia com tablets e telas de alta resolução, onde são exibidos vídeos de CARAS. A expert teve cerca de 45 dias para transformar os primeiros esboços em realidade – uma corrida contra o tempo. “Já logo peço para amigos e família terem paciência comigo, depois de dois meses eu volto ao normal, a ser uma mãezona italiana”, brinca a mãe de Jean Carlos (36), Priscilla (35) e Cibelle (30). “Sou fã da Casa Cor, luto por ela e tenho orgulho em fazer parte desta família”, diz Jóia.

– Teve carta branca para criar?

– Carta branca total, não, porque tivemos uma curadoria que aprovou e acompanhou todos os projetos – o que foi maravilhoso para dar uniformidade ao evento. Mas confesso que eu inventei um bocado, mudei teto, piso... (risos) Queria um espaço amplo e integrado. Por isso, derrubei paredes e troquei as colunas por vigas estruturais.

– De tão envolvida com seus projetos, sonha com eles?

– Muito! (risos) Acredite, as soluções de muitos problemas surgem nos sonhos. Várias vezes eu acordo com um pulo dizendo “resolvi o problema tal”; tenho sempre um bloquinho e caneta do lado da cama. Sempre sou muito intuitiva, sensível... Se não estou no caminho certo, sinto uma pontada no chacra do abdômen.

– Que materiais usou?

– Misturei porcelanato, madeira de demolição, pedras de rio lavadas, tijolo, papel de parede, lambril de madeira, painés de lâminas de aço, espelhos, vidro, painel de plantas... Os móveis são de designers consagrados, assim como os objetos de arte, tapetes, luminárias e quadros. Sabendo usar, a mistura fica harmoniosa, mas é um limite tênue, sutil, que pede cuidado.

– E o uso da tecnologia?

– É uma grande vitória para o nosso time: a casa é completamente autossustentável. Temos captação de energia solar com placas fotovoltaicas, uma torre eólica e uma cobertura verde no telhado repleta de plantas, que através da fotossíntese diminui o nível de gás carbônico. Outra coisa incrível é o sistema de som. Você está vendo alguma caixa de som? Então, não tem (risos) Aqui o som se propaga pelas placas de gesso no teto, não é maravilhoso?

– É o futuro cada vez mais perto da casa das pessoas?

– O futuro já está aqui, devemos usufruir o melhor que ele nos oferece na hora de decorar.