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Tom Hanks alerta: "filmar cena de casamento é um pesadelo"

O ator analisa seus anos de estrada e fala de sua jornada pelo controle do diabetes: "uma epidemia nos Estados Unidos"

CARAS Digital Publicado em 31/07/2014, às 10h37 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Tom Hanks - Getty Images
Tom Hanks - Getty Images

Em entrevista para a revista The Talks, Tom Hanks, o queridinho de Hollywood, revê sua carreira e de sua predileção pelos mocinhos do cinema.

Quem tipo de cena é mais difícil de filmar?

O mais difícil de filmar, juro por deus, é quando temos uma cena de casamento de dura 2 semanas. Neste caso, esta cena de casamento vira um pesadelo. Você tem que usar terno todos os dias, parecer arrumado e com o cabelo penteado. E durante 15 diárias você precisa fingir que aquele é 'o' dia do seu casamento. Prefiro rodar momentos que duram apenas algumas horas - gosto mais destas experiências que nos aproximam da realidade. Filmes como Apollo 13, O Resgate do Soldado Ryan e Capitão Phillips têm em comum o fato de, em algum grau, trazem alguma relação com o real. O que mais me fascina neles, e aí está o fato de ter decidido rodá-los, é mostrar mais alguma faceta do comportamento humano. Estas histórias imprimem uma ideia do que fazer em determinada situação. E é por isto que eu vou ao cinema - para ser surpreendido com alguma tomada e me pegar pensando: 'Olha, não sabia disso".

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Você vive quase sempre mocinhos. Por que nunca interpretar um vilão?

Tenho problemas com a lógica dos bad boys.  E não estou interessando em viver um vilão só pela maldade. E se pensarmos nos personagens que são estereótipos dos filmes - os mocinhos e os vilões: eles brigam e o bem sempre vence. Quero é entender esta motivação, quero saber os dois lados dos fatos. Em A Viagem, por exemplo, consegui entender de onde vinham aqueles caras. 

Quando foi a última vez que você se sentiu cansado no trabalho?

Tive 3 funções no último trabalho que dirigi [Larry Crowne: O Amor está de Volta]. Ali eu era ator, roteirista e o diretor. Devia ter ficado só com uma função porque, francamente, fiquei completamente esgotado. Não tenho aquele talento instintivo para dirigir - ganhei  experiência vendo outros profissionais nesta função - então tive de aprender como seria entendido no set. E o diretor precisa controlar o ritmo de tudo: dirigir um filme requer um compromentimento de quase dois anos e você não consegue fazer mais nada neste período. Por sorte, não estava cansado como ator - ou o filme sofreria muito. No momento em que estava à frente das câmeras, interagindo com os outros colegas, era maravilhoso. Escrever o roteiro também foi legal. Se os meus joelhos suportarem e o meu diabetes permanecer sob controle, quero fazer tudo de novo.

E como esta sua doença?

Devia ter prestado mais atenção no meu corpo aos 38 anos. Mas nesta idade você se preocupa com seu nível de açúcar no sangue? O grande perigo é você não saber que tem isto e não tratar. E a única forma de manter o controle do diabetes é com hábitos saudáveis. Preciso cuidar mais de mim, ainda mais depois que discuti minha saúde na TV. 

Você virou um ativista?

Na verdade, sou um praticista, que é diferente de ativista. Existe um mar de informações sobre o problema e eu não sou um expert. Mas a verdade é que esta é uma epidemia nos Estados Unidos e ela está relacionada ao nosso lifestyle - o que comemos e a forma como vivemos. Nunca o número de diabéticos foi tão alto. E tenho uma história engraçada sobre isto - fiz o longa Nada em Comum em 1985. E nele eu tinha um discurso sobre o perigo do diabetes - porque o pai do meu personagem tinha. Agora este texto serve de conselho para mim mesmo.

Leia a entrevista na integra, aqui