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Leandra Leal usa crowfunding para produzir documentário e fala em preconceito

Leandra Leal pede ajuda de fãs famosos e anônimos para fazer documentário sobre a primeira geração de travestis do Brasil. "O crowdfunding foi a forma de financiar meu filme diante de um cenário preconceituoso em relação à questão de gênero", afirmou

CARAS Online Publicado em 27/11/2013, às 11h30 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Leandra Leal - TV Globo / Divulgação
Leandra Leal - TV Globo / Divulgação

Para produzir o documentário musical de longa-metragem Divinas Divas, obre a primeira geração de travestis do Brasil, Leandra Leal está lançando mão do crowfunding, ou financiamento coletivo, no qual parte ou a totalidade dos recursos para um projeto vem de contribuições financeiras espontâneas. 

Desta maneira, o projeto não depende do fomento apenas de grandes empresas, mas também de pessoas físicas, embora a arrecadação, obviamente, seja geralmente mais demorada do que atráves de cotas de patrocínios oferecidas às pessoas jurídicas.

Até as publicação desta matéria, o crowfunding do projeto havia chegado a 55%, razão pela qual Leandra tem pedido a ajuda de seus fãs e de famosos nas redes sociais, como o Twitter, para que contribuam na divulgação do projeto.

Também no Twitter, a atriz falou sobre os motivos que a levaram a lançar mão do financiamento coletivo para viabilizar o documentário. "O crowdfunding foi a forma de financiar meu filme diante de um cenário preconceituoso em relação à questão de gênero", afirmou.

"Desde 2010, buscamos maneiras de financiar este projeto. Infelizmente, porém, apesar do notório reconhecimento da importância dessas artistas e da qualidade da equipe técnica envolvida, encontramos sérias dificuldades de envolver patrocinadores. O cenário no país ainda é de muito preconceito em relação à temática abordada pelo filme", afirmou Leandra no site oficial do projeto.

O filme resgata a trajetória de oito artistas pioneiras: Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte de Búzios foram os primeiros homens que se travestiram de mulher nos palcos cariocas nos anos 1960, quando o Brasil vivia sob a ditadura militar.

Quem quiser ajudar pode contribuir com valores a partir de R$ 20. As cotas a partir de R$ 100 dão direito a um ingresso para o show que será filmado para o documentário no Teatro Rival, no Rio de Janeiro.