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Sheron Menezzes

Em NY, ela equilibra suas emoções

Redação Publicado em 29/10/2010, às 22h02 - Atualizado em 07/06/2012, às 23h25

Rainha de bateria da Portela no carnaval 2011, a atriz comemora no Castelo de CARAS e fala sobre conquistas e a relação com o namorado, Joseph Carter. - VICTOR SOKOLOWICZ
Rainha de bateria da Portela no carnaval 2011, a atriz comemora no Castelo de CARAS e fala sobre conquistas e a relação com o namorado, Joseph Carter. - VICTOR SOKOLOWICZ
Se por um lado a atriz Sheron Menezzes (26) orgulha-se de sua autossuficiência e objetividade, características que a alçaram a diversas conquistas, ela também entende que é necessário diminuir seu nível de cobrança. "Sou muito exigente e gosto dos resultados que isso me traz. Mas, se fosse um pouco mais relaxada, a vida ficaria mais fácil. Estou chegando à conclusão de que não sou um polvo e não posso abraçar o mundo ao mesmo tempo", reflete ela, na temporada do Castelo de CARAS, em New York. A atriz, que deixou Porto Alegre, sua cidade natal, aos 18 anos para batalhar a carreira no Rio, se define como racional e organizada. Mas, desde que encontrou o cinegrafista ítalo-americano Joseph Carter (31), que namora há um ano e meio, sua vida ganhou pitadas generosas de leveza e aventura. "Ele mostrou um lado meu que não conhecia. Já fomos ao Chile, Caribe, África... Adora roteiros carregados de adrenalina. Antes de estarmos juntos, rejeitaria essas emoções, mas agora topo os programas feliz. Conseguimos achar um equilíbrio", afirma ela, que, no próximo carnaval, desfilará no sambódromo como rainha da bateria da Portela. - Como é o seu relacionamento com Joseph? São parecidos? - Somos bem diferentes. Mas creio que a diferença ajuda os casais. Ele é ótimo, companheiro, leve... Viajamos muito. Joseph tem um espírito de aventura e liberdade que encanta e contagia. - É mais razão ou emoção? - Não sou muito romântica. Para atingir minhas metas, tive que ser mais cabeça. É ótimo ter impulsos também, mas devemos saber quando isso é bom. Acho que não me permito ser impulsiva, mas talvez devesse tentar. - Acredita já ter alcançado todos os seus objetivos? - Trabalho desde os 14 anos. Saí de casa aos 18 e me sustentei sozinha. Vim do Sul para ser atriz e aos poucos fui conseguindo. Conquistei carreira, faculdade, casa, carro... Tenho só 26 anos! Poderia ter demorado um pouquinho mais e obtido tudo aos 30, com calma. Mas queria muito. E essa urgência nem sempre faz bem. - Como você se define? - Tenho uma personalidade muito forte, sou muito sincera. Me defino como uma pessoa autêntica, um pouco demais até. - Acha que já magoou alguém com essa postura? - Nunca vou usar da minha sinceridade com uma pessoa que não conheço. Para os meus amigos, vou sempre falar o que sinto, o que acho... Creio que amizade é isso. Alguém pode ficar chateado? Sim, mas acho que só vai durar dois segundos, porque a base de qualquer relação é a autenticidade. - O que a tira do sério? - Falta de senso comum. Isso me irrita profundamente. Outro dia, estava na rua e vi um motorista jogar para fora do carro um maço de cigarros. Fui até ele e disse: você deixou cair o maço. Ele retrucou: mas está vazio. E eu devolvi: se está vazio, joga na lixeira. Minha vontade era bater no vidro e falar: você sabe o que está fazendo? Mas jamais faria, pois tenho medo da violência, do que pode causar uma discussão de trânsito. - As pessoas te acham brava? - Dizem que sou. Até mesmo meus melhores amigos. Eu respondo que não sou brava, sou gaúcha (risos). O gaúcho tem a mesma intensidade do italiano. - Você é muito vaidosa? - Minha vaidade é saudável, aquela sem pecado. Gosto de me sentir bem, porém confortável. Sou superfeliz com meu cabelo, com meu rosto, com meus seios pequenos e quadril grande. - O que achou de seu desempenho, o segundo lugar, no quadro Dança dos Famosos, do Domingão do Faustão? - Depois que cheguei à final, me diverti bastante. Acredito que tenha sido muito criticada por ter levado tão a sério a minha performance. As pessoas exigiam muito, diziam que eu estava um nível acima dos outros concorrentes. Para mim, o nível era o mesmo. Mas amei participar, foi maravilhoso. -Você foi além do seu limite? - Muito além. Ficava bem chateada quando errava algum passo. Mas meu professor sempre dizia que isso era normal. A maior dificuldade era corrigir o problema durante a apresentação. E ele sempre agradecia por eu conseguir fazer isso. Ensaiávamos e brigávamos como um casal pela dança, porque eu, como sempre, me exigia bastante e ele costumava me dar broncas por esse motivo. Veja o vídeo na TV CARAS: