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Humor refinado de Rodrigo Lopéz

Revelado em papéis cômicos, Rodrigo Lopéz irradia humor refinado em NY

Redação Publicado em 04/10/2011, às 17h10 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

No Castelo de CARAS, o paulistano de ascendência espanhola, que atuou em Ti Ti Ti, conta que se diverte em espetáculos de balé e com livros de antropologia. - Jaime Bórquez
No Castelo de CARAS, o paulistano de ascendência espanhola, que atuou em Ti Ti Ti, conta que se diverte em espetáculos de balé e com livros de antropologia. - Jaime Bórquez

Ao contrário dos seus personagens cômicos na TV, o ator Rodrigo Lopéz (41) conta durante sua temporada no Castelo de CARAS, em NY, que na intimidade não é de fazer graça. “Nem é uma questão de mau humor. Curto coisas mais conceituais. Até quando entro em cena com um texto de comédia, imagino que vou fazer um drama. Não gosto de humor óbvio”, esclarece ele, que viveu os divertidos Betão, em Beleza Pura (2008), e o motoboy Chico, em Ti Ti Ti (2011). O interesse do paulistano é voltado para espetáculos de balé e livros, sobretudo os que tratem de antropologia e cultura indígena. “Adoro conteúdo ‘cabeçudo’, coisas chatas (risos)”, diverte-se.

Na adolescência, Rodrigo chegou a fazer aulas de dança, mas foi no teatro que se realizou. Nada que chocasse a família, bem-sucedida, tradicional e espanhola. “Meu pai, Pablo, já falecido, não ficava criticando minhas escolhas. Só queria que eu fizesse tudo direito. Me exigia competência. Isso foi libertador, eu era muito introspectivo”, lembra ele, que só ficou conhecido pelo público há cerca de três anos. “Lógico que pensava em fazer sucesso. Porém, em cena, eu quero me divertir”, garante.

Sem o estereótipo dos bonitões dos folhetins, Rodrigo encara com leveza as exigências estéticas do universo da TV. “Eu não sou nenhum Caio Castro, mas também estou longe de ser feio. O que importa para mim é ter um bom papel”, ressalta ele, que vem conquistando anônimas e famosas. Em março, o ator foi visto aos beijos com Mayana Neiva (28), sua colega de elenco na novela Ti Ti Ti. “Tenho um amor muito grande por ela. Mas nós somos apenas bons amigos”, conta o ator, atualmente solteiro.

– Você viveu só de teatro durante muitos anos. Passou por alguma dificuldade financeira?

– Em 1999, trabalhei um período em uma produtora de cinema e dava aulas de espanhol. Fui alfabetizado nessa língua. Tem horas em que você precisa de dinheiro.

– Chegou a depender da sua família?

– Sempre gostei de ser independente. Porém, mais novo, confesso: era mimado. A gente viajava para o exterior e eu tinha acesso ao que queria. Me dei conta de que sou bem-nascido quando fui para a faculdade, em 1992, e conheci outras realidades. Porém nunca discriminei ninguém.

– Você não valoriza o rótulo de galã. O que admira em um ator?

– A superficialidade me irrita. Para mim, a inteligência é um afrodisíaco. A Maria Clara Gueiros, por exemplo, tem um humor, um olhar, só dela. A Ingrid Guimarães, também. Mas eu gosto deste mundo. Além de me trazer ganhos materiais, possibilitou que eu conhecesse pessoas interessantes, com conteúdo.

– Rejeita a vaidade?

– Por causa da profissão, preciso estar com o cabelo, os dentes bonitos... Ninguém quer aparecer feio na TV. É uma vaidade que todos têm. Uma vez atuando em novelas, o visual se transforma em uma ferramenta da profissão. Invisto em mim, na malhação, mas a genética me ajuda.