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Iran Malfitano: garra e humor

No castelo de Caras, Iran Malfitano atribui seus êxitos à amada, Elaine

Redação Publicado em 25/09/2012, às 16h03 - Atualizado em 19/03/2020, às 13h51

Em Tarrytown, NY, Iran e Elaine entram em campo para brincar de jogador de futebol americano e cheerleader. O - Selmy Yassuda/Beleza:Duh Nunes
Em Tarrytown, NY, Iran e Elaine entram em campo para brincar de jogador de futebol americano e cheerleader. O - Selmy Yassuda/Beleza:Duh Nunes

Quando Iran Malfitano (30) se propõe a enfrentar desafios na carreira, ele entra em campo, ou melhor, em cena, para vencer. Diante das câmeras, o que prevalece é o talento do mineiro, mas longe delas o ator conta com apoio extra de sua maior fã, Elaine (31), com quem tem Laura (1 ano e 2 meses). “O casamento me fez muito bem. Tenho tranquilidade em sair de casa para trabalhar, pois sei que Elaine está zelando pela nossa filha, pelas minhas coisas e pela nossa família”, diz ele, que simulou treino de futebol americano com a eleita no papel de uma cheerleader, no Castelo de CARAS, em Tarrytown, New York. “É uma situação lúdica, mas combina bem com a gente, afinal, Elaine é a minha grande inspiração”, compara o artista.

Com fôlego digno dos grandes atletas, o galã foi escalado para atuar em mais uma minissérie bíblica da Record. Após Rei Davi, finalizada em março, ele se prepara para interpretar um servo em José – De Escravo a Governador, com estreia prevista para janeiro. A energia para tanto trabalho, é claro, vem de sua musa, a quem ele ainda credita o controle de suas ansiedades. “Depois que conheci Elaine, nunca mais fiquei no vermelho no banco! Ela me fez ver como é importante pensar no futuro e o bacana é que ela abre meus olhos sem me podar”, reforça ele. “É fundamental termos um planejamento familiar”, argumenta ela.

A passagem por NY ainda marcou a primeira a viagem do casal sem a herdeira. “Sempre sonhei em conhecer este lugar, mas meu coração está dividido. Metade dele está aqui e a outra, no Brasil, junto da minha filha”, comenta Nani, como ela é carinhosamente chamada pelo ator. “Não conhecia a cidade, estou encantado. Acho que o mundo todo tem curiosidade de ver como é a rotina dos nova-iorquinos. Me identifiquei com esse lugar e me senti acolhido pelas pessoas”, emenda ele.

– Após o nascimento de Laura, reservar momentos a dois ficou mais difícil?

Iran – A gente precisa fazer mágica para conseguir isso! Desde a chegada de Laura, nosso vínculo ficou mais forte, mas ao mesmo tempo passamos a brigar mais, pois uma criança demanda muita energia da nossa parte e somos pais de primeira viagem, mas estamos aprendendo com o tempo. São fases e encaramos tudo com maturidade e respeito. Hoje, não pensamos em nossas vontades, mas nas vontades dela. É claro que, quando conseguimos deixá-la com a babá, damos uma ‘escapadinha’ para namorar.

Elaine – É realmente difícil, porque não conseguimos ficar longe dela. E não é algo penoso para nós, é prazeroso. É o sentido pleno de família.

– O que mudou com a chegada da primeira herdeira?

Iran – Sei mais as letras das músicas da Galinha Pintadinha que meus textos da TV. (risos) Ter um filho só para dizer que sou pai não faz parte da minha filosofia, então, participo de tudo e não deixo Elaine fazer as coisas sozinha, como trocar fralda, brincar e colocar para dormir. Decidimos juntos que queríamos ser pais, então, nada mais correto que acompanharmos o desenvolvimento dela juntos. A mãe sempre terá uma ligação única com o filho, algo que nasce ainda na gestação, mas sei que posso batalhar para ser um bom pai e conquistar ainda mais espaço na vida da Laurinha. Sem falar que a Nani ficou muito mais bonita, mais interessante e com uma aura especial após se tornar mãe.

Elaine – A maternidade me deixou mais magra! Sempre trabalhei, mas parei para ficar com minha filha. Toda a minha rotina se alterou.

– Pensam em mais filhos?

Iran – Quando nos conhecemos, ela me prometeu um time de futebol. (risos) Por mim, já teria encomendado outro, mas as mudanças para a mulher são muito bruscas, tanto no sentido físico como no emocional. Por ser mãe, ela acaba se privando de várias coisas, então, não posso pensar só na minha vontade, temos de ser cúmplices.

– Como é fazer um trabalho após o outro?

Iran – Fico feliz por conseguir fazer duas minisséries que são verdadeiras meninas dos olhos. O Brasil é um país muito religioso e não é segredo que temos as melhores produções de teledramaturgia do mundo. Então, a junção dessas duas coisas só poderia resultar em sucesso. É difícil sair de um personagem de época e voltar a interpretar outro do mesmo estilo na sequência, mas sou apaixonado pelo o que faço e encaro todos os desafios. Não me vejo em outra profissão.

– Fez alguma preparação especial para o personagem?

Iran – Na primeira minissérie, eu era barbudo e tinha os cabelos compridos, era um guerreiro forte e estava pesando 96kg. Já nessa, precisei raspar todos os pelos do corpo e ficar mais magro, pois ele é um servo. Hoje, por exemplo, estou com 84kg. Acho que o público irá se surpreender com a transformação.

– E como você fez para perder tanto peso?

Iran – Tive de malhar muito, além de pular corda e pedalar bastante.

– Como você avalia sua fase pessoal e profissional?

Iran – Estou na melhor fase da minha vida. Digo que sou abençoado por Deus, porque sou feliz no meu trabalho e na minha casa.