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Carnaval / Folia

Salgueiro presta tributo à literatura de cordel

Com personagens fantásticos do repertório brasileiro, Salgueiro relembra o surgimento da literatura de cordel na era medieval e sua adaptação ao cenário nordestino brasileiro

Redação Publicado em 21/02/2012, às 00h21 - Atualizado às 00h26

Viviane Araújo, rainha de bateria da Salgueiro - Raphael Mesquita / PhotoRioNews
Viviane Araújo, rainha de bateria da Salgueiro - Raphael Mesquita / PhotoRioNews

Quem assistiu ao desfile da escola de samba Salgueiro na noite desta segunda-feira, 20, fez uma viagem completa pela da literatura de cordel desde os seus primórdios na cultura medieval até a adaptação ao cenário do nordeste brasileiro, onde a modalidade encontrou lugar para suas estórias fantásticas.

Personagens caros à literatura nordestina ganharam destaque no desfile, como o polêmico Lampião e sua esposa justiceira Maria Bonita e o messias do agreste, Antônio Conselheiro. Personagens importadas da herança europeia como o lobisomem também apareceram no desfile para mostrar como o povo medieval e, séculos depois, o nordestino, usavam da literatura para driblar as adversidades da vida.

O abre-alas da Salgueiro veio em forma de Pavão Misterioso, um tributo ao folheto de cordel da autoria de José Camelo de Melo Rezende, que conta a história de um rapaz que se apaixona pela filha de um conde e luta para levá-la embora com ele. O Romance do Pavão Misterioso é o maior clássico do cordel brasileiro, publicada nos anos 1920.

O desfile teve Viviane Araújo (36) à frente de sua bateria, sambando muito, ao lado da jovem musa da escola Sophie Charlotte (22). Eri Johnson (50) e Valesca Popozuda (33) também desfilaram pela Salgueiro.