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Carnaval / EM 1994

Carnaval: Carros da Beija-Flor foram alvos de incêndio durante desfile

Durante princípio de incêndio, Betty Faria era destaque do Carnaval da Beija-Flor e se manteve calma; o contratempo não atrapalhou o desfile

por Marcela Almeida

malmeida@caras.com.br

Publicado em 19/02/2023, às 11h03 - Atualizado em 09/02/2024, às 12h00

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A Beija-Flor sofreu com um princípio de incêndio em Carnaval - Foto: Reprodução/Gladstone Campos
A Beija-Flor sofreu com um princípio de incêndio em Carnaval - Foto: Reprodução/Gladstone Campos

Carros da Beija-Flor foram alvos de incêndio durante o Carnaval de 1994. Pelo menos dois carros da escola tiveram um princípio de incêndio que causou pânico entre os destaques. Entretanto, enquanto alguns estavam apavorados, a destaque Jaciê de Oliveira seguiu dançando e pulando durante a festa. O fogo foi controlado e não prejudicou o desfile.

O desfile de Carnaval daquele ano teve um enredo focado em um tema ecológico: as 15 viagens que a botânica inglesa Margaret Mee realizou à selva amazônica para pesquisar e retratar a flora da região, através de livros e aquarelas.

Betty Faria representou a Mãe D'água no alto de um carro com 24 botos luminosos, contando as lendas e mitos da Amazônia. As outras artistas além dela e sua filha Alexandra Marzo, foram Leila Lopes, Vanessa de Oliveira, Maria Regina, Jaciê de Oliveira e Nani Venâncio.

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Logo o fogo foi controlado pelos bombeiros, que continuaram em cima do carro para deixar tranquilos os destaques que retornaram ao local. O carro Lendas e Mitos da Amazônia exalava cheiro de queimado desde o início do desfile e, ao chegar à Apoteose, também começou a queimar. Betty Faria era destaque na ocasião e não se mostrou abalada com a situação.

Na companhia da filha Alexandra Marzo, a artista desceu do carro com calma. "Não foi um princípio de incêndio, foi um fim de incêndio. Temos de agredecer aos deuses e santos que nos protegeram", disparou ela à CARAS Brasil

As complicações não estragaram o desfile de Carnaval da escola de Nilópolis, dirigido pelo banqueiro de bicho Anísio Abraão David por celular, diretamente da prisão, já que ele foi condenado por formação de quadrilha.

Ele é o presidente de honra da escola e recebeu a condenação de 48 anos, 8 meses e 15 dias de prisão pelo crime. De acordo com Délcio Marinho, o assessor de imprensa da Beija-Flor, os prejuízos causados pelo incêndio não foram insignificantes. "Se formos para o desfile das campeãs, bastam 15 minutos de reparo", declarou ele na ocasião.