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A cumplicidade de Milene e Ronald

Ela conta como educa o filho e fala da relação de ambos com o pai do garoto, o craque Ronaldo

Redação Publicado em 05/09/2011, às 17h56 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

Na temporada CARAS/Neve em Ushuaia, Argentina, eles andam de quadriciclo no Valle de Lobos. - Cadu Pilotto
Na temporada CARAS/Neve em Ushuaia, Argentina, eles andam de quadriciclo no Valle de Lobos. - Cadu Pilotto

Mais do que mãe e filho, Milene Domingues (32) e Ronald (11) são melhores amigos. Fruto do casamento de quatros anos da ex-jogadora de futebol e comentarista esportiva com o eterno Fenômeno, o craque Ronaldo Nazário (34), o garoto demonstra, além da altura, 1,77m, uma maturidade incomum, sem deslumbramentos com a fama dos pais. “Passei a vida inteira com a minha mãe e ela me ensinou muito bem a ser humilde, a respeitar as pessoas e a me sentir uma criança normal, que nem as outras. Sempre me incentivou a não usar a violência e a não fazer para os outros o que não quero que façam para mim”, comenta Ronald. Com celular em punho, ele animou com sua personalizada lista de músicas os convidados da 12a temporada CARAS/ Neve 2011, em Ushuaia, na Argentina. “Amamos a viagem, nos divertimos demais. Essa paisagem é um cartão postal que vai ficar na memória”, define a apresentadora do Belas na Rede, da RedeTV!, que se mudou com o herdeiro de Madri para São Paulo em novembro de 2010. “Vou sentir saudade de Ushuaia”, atesta Ronald. Na cidade, conhecida como o Fim do Mundo por se tratar do centro urbano mais ao sul do planeta, a dupla inseparável fazia de cada oportunidade uma brincadeira. Desde jogos de palavras a apostas para ver quem atirava bolas de neve mais longe. “Competimos sempre. O problema é que antes eu ganhava mais; agora estou perdendo quase tudo”, diverte-se Milene.

– Como foram no snowboard?

Milene – Ronald já tinha feito duas vezes o curso de esqui; o de snowboard fizemos juntos, mas, na época, não acabamos porque voltamos ao Brasil. Com três aulas, só sabíamos frear. (risos) Já aqui deu para aprender várias manobras.

Ronald – A última vez que fiz snow foi em fevereiro de 2010, mas parecia que foi ontem. E quando comecei a praticar aqui fui me lembrando de tudo. Já estou conseguindo até andar de costas.

– Vocês gostam de esportes?

Ronald – Adoro. Fiquei minhas férias inteira de julho praticando. Fui para Ibiza com meu pai e lá joguei vôlei, fiz escalada e corrida. Agora me dediquei ao snow.

Milene – Ele ficou três semanas com Ronaldo. Após alguns dias em São Paulo, já veio para cá. Foi do 8 ao 80, da praia para a neve.

– Preferem Madri ou SP?

Milene – Ah, os dois. Em Madri era liberdade e São Paulo é a família, onde minha mãe e meus irmãos moram. Na Espanha, Ronald não tinha segurança 24h, carro blindado, nem toda uma logística só para tomar um sorvete. Tenho medo de sequestros no Brasil, mas decidi mudar porque achei que ele merecia uma família.

Ronald – Nunca tive uma família. Sem pre vivi sozinho com minha mãe. Era só eu e ela, ela e eu. É claro que tive de deixar muitos amigos em Madri, mas estou gostando de morar no Brasil.

– Ronaldo é um pai presente?

Milene – Meu filho tem uma referência que sou eu, que está sempre na vida dele, então, se forem comparar o pai comigo, vão falar que é ausentíssimo. Isso faz parte quando os pais não estão mais juntos e moram longe. Às vezes, um ex-casal vive de provocações, um fala amarelo e o outro verde só para contrariar. Mas Ronaldo não é assim. Ele tem um coração enorme e sempre teve grande confiança em como conduzo a educação do nosso filho.

Ronald – Agora que meu pai parou de jogar futebol, a gente está conseguindo se ver mais, também por morar na mesma cidade. Tem dias em que a gente fica sem se falar, mas não porque um está com raiva do outro, e sim pela distância mesmo. A gente se dá muito bem. Falo que tenho o corpo dele e o jeito da minha mãe.

– Por que o casamento de vocês não deu certo?

Milene – Éramos muito jovens quando casamos. Eu tinha 20 anos e ele, 23. A isso somou-se uma série de fatores. Ronaldo é uma pessoa mundialmente conhecida, com várias mulheres atrás; ele gosta de festas, já eu sou mais tranquila. Então, hoje em dia, quem conhece os dois não acredita que um dia nos apaixonamos. Somos pessoas completamente diferentes, que na época eram duas crianças. Vivia com a minha mãe, nunca havia saído de casa. Precisei deixar minha família para morar na Itália com ele, sem falar uma palavra do idioma; saí do calor para o frio. Foi uma mudança rápida e radical que me fez crescer bastante. E não me arrependo de nada, muito pelo contrário. O que ficou da nossa relação foi um filho maravilhoso, além de respeito. Sempre buscamos a melhor solução para o Ronald.

– Deseja mais filhos?

Milene – Adoraria ter mais um, sim. Não importa o sexo.

Ronald – Gostaria de um irmão por parte de mãe. Não estava acostumado a isso, antes era filho único, mas agora estou com três, por parte de pai: o Alex, a Maria Sophia e a Maria Alice. É engraçado: tem dias em que a gente se odeia e, às vezes, a gente se ama, um quer abraçar o outro e não largar mais.

– Você está namorando?

Milene – Não, terminei um relacionamento há dois anos. E fiquei por quase seis com o jogador espanhol David Aganzo. Mas Ronald é que está cuidando dessa parte para mim agora. (risos) Meu namorado tem de ser amigão dele e respeitar que a minha prioridade sempre vai ser meu filho.

– Ronald, você quer ser jogador de futebol como seus pais?

Ronald – Sim. Não sei se vou mudar de ideia, não dá para prever o futuro, mas, pelo menos por enquanto, quero bastante seguir o caminho deles. Com um pai e uma mãe desses, é difícil não ter futebol no sangue. (risos) Cresci vendo de perto. Antes, nem ligava para o esporte, mas agora, estou, de verdade, ‘amarradão’.