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As buscas movem Virginia Cavendish

Ela diz na Patagônia como investe na segurança sem perder a ousadia

Redação Publicado em 30/08/2011, às 17h27 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

No porto de Ushuaia, centro urbano mais austral do mundo, a atriz de Malhação Conectados faz balanço de sua trajetória. - Jaime Bórquez
No porto de Ushuaia, centro urbano mais austral do mundo, a atriz de Malhação Conectados faz balanço de sua trajetória. - Jaime Bórquez

A mesma postura segura, com uma pitada de ousadia, mostrada por Virginia Cavendish (40) para esquiar em Ushuaia, durante a temporada CARAS/Neve 2011, a atriz procura utilizar em seu dia a dia. “É preciso uma comunhão. A ideia é se jogar na pista, mas com uma certa técnica, saber onde está pisando. Na minha vida, tento ter esse olhar em tudo. Mesmo compreendendo que, daqui a pouco, posso cair e me quebrar, como já aconteceu algumas vezes profissional e afetivamente. Equilíbrio demais pode trazer certo medo”, constata ela, que procura ser menos tensa em tudo o que faz. “Me cobro muito. Gostaria de ser mais relaxada. Acho que é necessário errar para dar um passo maior. Às vezes, esqueço disso”, emenda. Em sua estada na cidade mais austral do planeta, na Patagônia argentina, além de conhecer a estação de esqui Cerro Castor, onde redescobriu a paixão pelo esporte que não praticava há cinco anos, ela visitou o porto, livrarias e cafés. “Ushuaia, além de linda, é rica em história. Quis saber sobre as etnias. Sempre me interesso nas viagens em entender como as pessoas vivem, se divertem, crescem como seres humanos, profissionais”, afirma. Com 22 anos de carreira, a pernambucana, do elenco da série teen Malhação Conectados e do especial global de fim de ano Homens de Bem, se dedica também à captação de recursos para o longa O Outro Lado do Vento, que produz junto com Maria Dulce Saldanha (42).  “Vejo que fiz coisas bacanas e sólidas, com erros aqui e ali. Mas acredito que fui ganhando muito com o tempo e que a quilometragem de palco foi fundamental para meu crescimento”, diz ela, referindo-se ao início no teatro. Outro grande orgulho é a filha, Luisa (17), da união com o ex, o diretor Guel Arraes (57). A menina começa a seguir seus passos de atriz. “Ela está superempolgada fazendo aulas na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras)”, conta ela, que vive também um momento feliz afetivamente. Está namorando o poeta Omar Salomão. “Meu coração vai muito bem, obrigada, confortável e acariciado”, justifica.

– Que tipo de homem nunca teria chance com você?

– Aquele que me deixasse insegura. Precisa ser um cara inteligente, que eu admire. Do contrário, não há possibilidade alguma de chegar perto de mim.

– É difícil conquistá-la?

– Depende. Sou uma pessoa reservada, não saio namorando por aí. Para estar com alguém, tenho que conhecê-lo bem. Tem que ter bom humor, não ser estressado. Também fujo de pessoas descansadas, que não têm ambição.

– Como recebeu a ideia de Luisa optar por ser atriz?

– Acho muito bacana. Mas como toda mãe, sempre desejei que ela fizesse Medicina ou Direito. Já existe muito ator no mundo. Muitas vezes, a nossa vida não é fácil. Mas como o pai é diretor e eu sou atriz, ela cresceu nas coxias. Então, foi contaminada. Lógico que fico muito orgulhosa.

– Você considera que deu uma boa educação para a sua filha?

– É difícil transmitir valores a uma pessoa, dizer o que é importante, o que não é. Mas eu e o pai dela conseguimos fazer com que se tornasse uma menina bacana, segura, enfim, uma pessoa linda. Quando a olho, penso: ‘pôxa, a vida já valeu a pena’.

– Há a crise dos 40 anos?

– Até agora não senti diferença. Quanto mais velha você estiver, o cuidado tem que ser maior. Tenho uma alimentação saudável, pratico exercícios, vou ao médico sempre que necessário. E acho que cheguei bem até aqui. As vantagens da idade para mim têm sido maiores do que as desvantagens. Principalmente por saber mais das coisas, de você mesmo, dos afetos. Na juventude, por exemplo, quando terminamos um namoro, parece o fim do mundo. Mas não, o fim do mundo é aqui (risos), em Ushuaia. E aqui gostam de lembrar que ‘o fim do mundo é onde começa a vida’.

– Você é adepta de técnicas de rejuvenescimento?

– Quero envelhecer bem tendo a idade real. Sem aquela obsessão de parecer mais nova. Cada um tem que saber o que deseja. Tem gente que precisa fazer trinta plásticas para se sentir feliz. Outras pessoas gostam das rugas no rosto, não se incomodam.

– Está curtindo trabalhar também como produtora?

– Já tinha feito coprodução de Lisbela e o Prisioneiro com a Paula Lavigne. Agora o filme O Outro Lado do Vento será a minha primeira independente. Captar recursos é tão difícil no cinema, como no teatro. Mas gosto de fazer, é uma atuação convencer aquela pessoa a te dar dinheiro.

– Um sonho profissional?

– Não quero perder esse brilho do novo, de experimentar e aprender. Graças a Deus, ao contrário do futebol, a gente tem uma carreira longa. Então, desejo fazer tudo sempre com muito gás, com vontade de acertar, como se fosse a primeira vez.