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The Good Doctor: Neurologista explica síndrome de Savant, vivida pelo personagem Shaun Murphy

Médico alerta sobre o transtorno citado na série disponível no Globo Play

Bruna Nastas Publicado em 19/12/2018, às 10h16 - Atualizado às 10h56

The Good Doctor - Reprodução
The Good Doctor - Reprodução

O ator Freddie Highmore, conhecido por interpretar o personagem Shaun Murphy na série The Good Doctor, vive um austista com síndrome de Savant.

Na história, ele é um jovem cirurgião incapaz de se conectar com as pessoas que o rodeiam no ambiente de trabalho.

Segundo o pediatra e neurologista Doutor Clay Brites, esse é um transtorno "de desenvolvimento que leva a dificuldades significativas de interação social, problemas de comunicação (tanto para entender quanto para se expressar) e comportamentos excessivamente direcionados para determinados interesses e assuntos".

O especialista explica que o autismo pode ser leve, moderado e severado e o grau é definido pelo comprometimento do desenvolvimento neuropsicomotor.

"Ele [Shaun Murphy] apresenta restrições ao expressar emoções, ao entender a linguagem de duplo sentido, além expressões faciais e mudanças de tom da voz. Como ele não tem preocupações sociais, acaba não se preocupando em competir com os outros, chegar na chefia do departamento do hospital e em ter sucesso no que ele faz. Ele quer terminar o processo sem se preocupar se vai ser elogiado, se vai ser promovido, se vai ser excessivamente acarinhado por todos. O indivíduo com autismo não se preocupa com esse tipo de coisa, ele só quer fazer aquilo que ele gosta", ressalta.

Clay ainda alerta que o Brasil não é um país eficaz para tratar o savantismo, já que não promove pessoas excepcionalmente inteligentes ou capacitadas para situaçãos do cotidiano. "Em relação ao autismo, o tratamento com abordagem comportamental, suporte desenvolvimental nos primeiros anos, suporte escolar, multidisciplinar e apoio da família ajuda", e continua: "A necessidade de políticas públicas é imensa, pois a abordagem do autismo depende de diagnóstico precoce e de estratégias diversas integradas. Esforços em terapias comportamentais, desenvolvimentais, medicações e suporte escolar.  A capacitação dos profissionais da saúde e educação são muito importantes para identificar crianças de risco e iniciar intervenção. No savantismo, o importante é dar condições para o jovem desenvolver suas capacidades naturais e intervir em suas deficitárias habilidades sociais", conclui.