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A maioria das chamadas “manchas senis” de pele tem tratamento eficaz

Redação Publicado em 18/06/2013, às 20h33 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Saúde - Divulgação
Saúde - Divulgação

A Medicina evoluiu enormemente nas últimas décadas. Também o conhecimento sobre alimentação e saúde melhorou. E mais: já se sabe que quem pratica atividades físicas pode evitar e controlar mais fácil inúmeras doenças e viver mais. Com isso, a expectativa de vida aumenta em todo mundo.

Mas muitas pessoas com mais de 50, 60 anos, em boa forma física e mental, sofrem com as chamadas “manchas senis”, marcas na pele causadas pela exposição excessiva ao sol no passado, quando ainda não se sabia tanto quanto hoje sobre o problema. É comum mulheres e homens chegarem ao consultório abatidos, com a autoestima a zero, porque se sentem muito bem, porém as manchas denunciam sua idade. Até são questionados por terceiros se não seria doença grave, contagiosa. “Mas essa não é uma questão ligada apenas à beleza?”, você poderia perguntar. “Claro que não”. Isso mudou nos últimos tempos. Só para você ter uma ideia, a Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como “estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não só ausência de afecções e enfermidades”. É natural, pois, que os incomodados procurem o dermatologista em busca de tratamento.

Na verdade, sob o que se chama “manchas senis” há cinco doenças: melanose solar, elastose solar, poiquilodermia solar, leucodermia gotata solar e queratose solar. São lesões benignas que se formam em especial nas áreas descobertas da pele. Resultam da exposição excessiva ao sol sem o uso de protetor. Surgem mais em peles claras, geralmente depois dos 40 anos de idade.

• Melanose solar. São manchas castanho claras ou escuras de tamanhos variados. Devem-se ao aumento do número e da atividade dos melanócitos, células que produzem o pigmento escuro na pele. Ocorrem mais comuns nas faces, mãos e antebraços.

• Elastose solar. Carateriza-se pelo espessamento, avermelhamento e formação de “sulcos” na pele. Resulta da degeneração das fibras elásticas e colágenas pela ação da luz solar. Forma-se mais no colo e na nuca.

•  Poiquilodermia solar. Caracteriza-se pelo surgimento de “manchas” vermelhas que resultam de grande número de vasinhos na superfície da pele em especiao no pescoço e colo.

•  Leocodermia gotata solar. São manchas brancas que tornam a pele mais fina. Ocorrem sobretudo nos antebraços e nas pernas. Manifestam-se já na terceira década de vida.

•  Queratose solar, ou actínica, ou senil. Constitui-se de uma casquinha áspera amarelada ou acastanhada. O portador a retira e ela ressurge. Ocorre mais no dorso das mãos, faces, antebraços, decotes, orelhas e couro cabeludo. São lesões benignas, mas podem transformar-se em carcinoma espinocelular, um câncer às vezes fatal.

Só se pode evitar tais doenças usando filtro solar todo dia desde criança. Mas quem já tem manchas e está incomodado deve consultar logo um médico dermatologista. Os tratamentos ainda são caros, inacessíveis a muita gente. Começam a ser usados, porém, até no serviço público. A queratose solar, por exemplo, que se pode tornar câncer e matar, é retirada com nitrogênio líquido ou laser. A leocodermia gotata solar é tratada com curetagem, ou seja, raspagem com cureta. A melanose é combatida com vitamina C. A poiquilodermia, com laser, que destroi os vasinhos da pele. A elastose, porém, infelizmente ainda não conta com tratamento.