Jejum intermitente: saiba tudo sobre a dieta polêmica que secou Deborah Secco

 Jejum intermitente: saiba tudo sobre a dieta polêmica
Jejum intermitente: saiba tudo sobre a dieta polêmica Divulgação/TV Globo


Regime faz com que a pessoa fique até 20 horas sem comer, mas apresenta resultados rápidos

O jejum intermitente é a nova moda no mundo das dietas. Deborah Secco revelou que adotou a técnica para perder os quilos que ganhou durante sua gravidez de Maria Flor.

Polêmica, a dieta é low carb e pode deixar a pessoa sem comer até 20 horas! Porém, ela tem benefícios e não traz malefícios para a saúde se for orientada por um profissional da área. em Entrevista à CARAS Digital, o Dr. Pedro Assed,  Mestre em endocrinologia pela UFRJ, e Pesquisador do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares  da PUC Rio, falou em detalhes sobre o jejum intermitente , seus riscos e  seu lado positivo; confira!

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Como exatamente essa dieta funciona? Ela é uma boa opção para quem quer emagrecer?
Essa forma de jejum intermitente promete emagrecimento em períodos curtos a médios de tempo com resultados significativos entre 15 e 90 dias. Ela pode ser uma boa alternativa para emagrecer para quem tem uma rotina alimentar em que é possível permanecer em jejum por períodos longos mantendo apenas a hidratação com água. A idéia é alternar aos poucos os períodos de jejum até que o indivíduo alcance um máximo de 24 horas de jejum.

É perigoso?
Não. Diversas pesquisas tem sugerido efeito benéfico para o metabolismo corporal principalmente com objetivo de emagrecimento com utilização de períodos de jejum intermitente.
Além disso, a pratica de jejuar pelo menos 24h uma vez por semana já é adotada pela humanidade desde os tempos antes de Cristo como forma de sacrifício religioso.


Quais são os efeitos reais ou é temporário?
Os efeitos em curto prazo são a utilização pelo organismo de outras fontes de conseguir se sustentar a partir de fontes que não a glicose. Por interrupção da alimentação , o organismo entra em processo catabólico que numa primeira fase esgota as reservas de glicose no fígado e no musculo, posteriormente solicitando fontes proteicas e de gordura para concretizar a produção de fonte energéticas para as células de todo o corpo. Outro ponto é a indução de cetose , com formação de corpos cetônicos que são metabólitos resultantes da não utilização de glicose pelo organismo como fonte de energia. Diversos estudos ligam a indução prolongada de cetose com o processo de emagrecimento.

Emagrece bastante mesmo?
Sim, depende também da intensidade e da forma com que o jejum intermitente vem sendo feito.

É possível/saudável fazer por longos períodos? Até quanto tempo?
Não, estudos mais recentes sobre este tema acompanharam pacientes por no máximo 3 meses.

Os dias de jejum devem ser seguidos ou alternados na semana?
Os dias de jejum devem ser alternados na semana. E os períodos de jejum também não devem ser os mesmos.

O que é possível comer nesses dias?
Após interrompido o período de jejum proposto volta-se a uma dieta normocalórica, preferencialmente com baixa quantidade de carboidrato (low-carb) com preferencia por proteínas de carnes magras , legumes e verduras, sem gorduras e alimentos com alto-índice glicêmico.

Existem alimentos/nutrientes proibidos?
Doces, balas, massas em geral, e gorduras hidrogenadas.

E para quem malha todo dia, é uma boa?
Não, exceto se a pessoa conseguir adaptar seus horários para fazer atividade física após encerrado o período de jejum. Aconselho alimentar-se com alguma fruta de baixo índice glicêmico como um morango ou pera associado a alguma proteína como carne magra, e depois então seguir para atividade física.

Ela não pode fazer com que o metabolismo fique mais lento e no longo, prazo, passar a estocar gordura?
Não, essa afirmativa não procede. O metabolismo corporal depende basicamente de quantidade de massa magra que o indivíduo possui.

Você vê alguma contraindicação?
Sim. Não deve ser feita por pessoas sem acompanhamento de medico ou nutricionista, não deve ser feita por gestantes, lactantes, e por portadores de doenças crônicas como hipertensão, diabetes, e portadores de doença cardiovascular crônica (cardiopatias e coronariopatias) pré-existentes. Pessoas em idade avançada ou pessoas com debilidade do sistema imunológico também não devem fazer.

 

por Luiza Camargo
Atualizado segunda 27 março, 2017 (287125) | 23/05/2019 18:41:48

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